O último episódio da segunda temporada de The Legend of Lara Croft fica em aberto, com um gancho inexplicado: uma garota chamada Penelope Stone (nome revelado apenas pelos créditos), claramente tem um passado mal-resolvido e um ardente desejo de vingança contra Lara Croft. Ela se encontra com Fig, em algum lugar no Egito, e promete que sabe exatamente como lidar com a aventureira...
Agora, quem é Penelope Stone? Provavelmente, nunca saberemos.
Em setembro do ano passado, quando anunciaram a data de estreia da segunda temporada, também informaram que seria a última. A Netflix havia encomendado duas temporadas originalmente, ainda em 2021, mas não renovou a série para uma terceira. O motivo para isso não é (e nem deveria ser) público, mas podemos teorizar e especular muitas coisas.
No seu podcast, Act Two, a roteirista e produtora Tasha Huo afirma que os roteiros para as duas temporadas foram escritos consecutivamente, sem intervalos entre uma e outra, e no decorrer dos anos seguintes foram feitos os ajustes conforme recebiam retorno dos times externos, de ilustração e de animação. Ela salienta que a equipe está orgulhosa do trabalho realizado na série, mas admite que não é o sucesso estrondoso que todos gostariam que tivesse sido.
A realidade é que nosso mundo é regido por dinheiro. Como a série não emplacou, e a audiência ficou bem abaixo do previsto, após quase cinco anos em desenvolvimento a Netflix não teve motivos para financiar uma terceira temporada. Além disso, em 2023 a Amazon firmou um contrato para desenvolver aventuras de Tomb Raider em mídias diferentes, inclusive uma série em live-action.
Esse contrato é o pingo de esperança que nos resta. Existem casos de produções canceladas pela Netflix que foram retomadas ou revividas por serviços concorrentes, e essa parceria com a Amazon, em teoria, poderia dar continuidade às aventuras animadas de Lara Croft — não obrigatoriamente com a mesma equipe criativa por trás de LOLC, caso você seja daqueles que torceram o nariz para a série. Apenas o tempo poderá dizer o que o futuro de nossa franquia nos reserva.
Existem, sim, muitas histórias a serem contadas nesse universo. Uma infinitude, aliás.
E chegamos ao episódio final de The Legend of Lara Croft. Em The Bringer of Death, Exu finalmente faz as pazes consigo mesmo e
veste sua máscara durante o festival. Com a possibilidade de abrir portais
de teleporte, ele leva Sam e Lara para outro lugar, sem saber que Fig estava
por perto. Testemunhando o poder, Fig confirma para Mila que o homem é um orixá.
Lara relembra que Exu não era temido por ser um simples orixá das encruzilhadas,
zelando pelos viajantes, e ele esclarece sua reputação: no
passado, outros orixás se uniram para destronar Olodumarê, mas Exu defendeu seu pai e foi gratificado com a benção de replicar e multiplicar os poderes
de outros orixás. Dessa forma, ele poderia impedir qualquer orixá que ficasse
poderoso demais, e, da mesma forma, poderia expandir o alcance de qualquer
poder caso necessário.
Ao contrário de Exu, Lara estava bem ciente que Fig esteve no encalço deles o
tempo todo. Em preparação para uma nova defesa, eles retornam para a cidade
perdida, onde os residentes passam a curvar-se perante o orixá reformado. Zip informa
que satélites captaram o avião de Mila em rota, então elas precisam
agilizar a estratégia. Os residentes se preparam para guerra, e oferecem para
Lara e Sam armaduras de olumo.
Quando Mila chega ao local, ela faz um discurso que atinge o ego de Exu,
acusando ele de ser um covarde e falando que a história está fadada a se repetir. Ele
recua momentaneamente por um portal, sem maiores explicações, e Lara então solta o verbo contra Mila. A milionária afirma que Lara é
uma pessoa incapaz de confiar em outras pessoas, e apenas engana seus próprios
amigos. Nesse momento, Exu retorna, com Iemanjá e Taiwo, e Lara usa esse retorno como prova para refutar o
julgamento de Mila.
Eles recuam para outra área da cidade onde Exu elabora um plano para reaver as máscaras sob posse de Mila. Durante um conflito épico,
com coisas incríveis como Exu finalmente transformando-se numa galinha e Lara dando um grito de
guerra em iorubá, Mila é tomada por uma fúria ensandecedora e seus poderes atingem até mesmo seus aliados. A ofensiva coletiva dos
orixás é excelente, e, com a amplificação dos poderes providenciada por Exu,
Mila finalmente encontra seu merecido fim. Exu agradece a confiança que as garotas depositaram nele nesse período,
enquanto a população celebra a vitória, e então as teleporta de volta para a Mansão
Croft.
Mais tarde, enquanto Lara expõe a armadura de omolu que recebeu dos locais,
ela recebe uma ligação de Jonah dizendo que talvez a mansão esteja sendo
roubada. Lara havia enviado para Camilla as coordenadas de Mehrak, que é preso e tem sua coleção apreendida — e Eva, curadora de
artefatos da guilda de Alexandria (Living Midnight), fala que os artefatos serão devidamente repatriados, bem
como a generosa doação que Lara fez da coleção de seu pai.
Nas cenas de encerramento, vemos Exu escalando até o topo de uma montanha com
as máscaras dos orixás mortos para conferir com seu pai; Olodumarê dissolve as máscaras e fala que é hora de reconstruir. E, em outro momento, no
Egito, Fig se encontra com uma jovem vingativa e obcecada por Lara Croft, que
não apenas diz que sabia que Mila não daria conta do recado mas também afirma que
ela, sim, sabe como lidar com a aventureira...
Uma única observação, que talvez não se qualifique como um easter egg, mas
enfim, vou deixar aqui registrada. Quando Zip informa que vai visitar a África, para visitar locais recomendados por Exu, Abby entrega uma caixa de lanches da Pickled Shortbread Café — o
restaurante que ela e Jonah inauguraram na primeira temporada.
E, ah, essa não é a primeira vez que Lara se desfez da coleção do grande Richard Croft...
[ * * * ]
Com a temporada encerrada, vou agora compartilhar comentários e opiniões mais pessoais sobre a temporada, bem como a série, de forma mais geral. Se você é leitor do blog Raider Daze, já deve estar cansado de saber. Caso contrário, vou repetir mais uma vez: sou um fanboy facilmente
impressionável, citando as exatas palavras que usaram para me descrever (e que perderam qualquer conotação negativa que um dia já tiveram pois agora são minhas).
"Eu poderia escrever um tomo sobre como afastar pessoas."
O episódio The Breaking of the Land finalmente nos dá o contexto que
faltava sobre Exu. No início, durante a cerimônia de sepultamento de Obaluaê,
cujo corpo é jogado ao mar em direção ao templo de Nanã, ele fala que orixás
são amaldiçoados, condenados a uma existência de dor e sofrimento.
Lara e Sam não conseguem fazer o paralelo do que Chartreuse havia dito, no
empório místico, onde Exu era retratado como alguém perigoso e terrível com o
homem que tem acompanhado elas, mas Lara insiste que, de alguma forma, é ele
quem pode impedir Mila. Ele então diz que sua máscara está em uma cidade
perdida (em um local não especificado).
Apático, ele é levado até a cidade. Logo na entrada, vê que uma efígie sua foi
vandalizada. Quando os residentes reconhecem o homem, ele rapidamente se
encontra sobrecarregado de emoções e memórias do passado e cai, arrependido,
aos pés de uma velha anciã. Ela simplesmente o acalma, com um abraço, e deseja
boas-vindas ao trio.
Deixando um pouco sua introversão de lado, Lara dança junto aos cidadãos. Ela
explana para Sam que é a preservação desses costumes locais e de povos felizes
que faz com que o mundo mereça ser protegido. Exu, distante, continua
indiferente, porém. A cidade conseguiu se manter sozinha, desde que ele
partiu, usando vestimentas de olumo, forjada a partir dos meteoritos.
Lara tenta usar sua experiência para simpatizar com Exu, afirmando que as
coisas boas da vida estão além da escuridão que ainda assola ele, e que ele
precisa olhar além e buscar apoio em outras pessoas para sair desse buraco.
Ele então fala que está sem sua máscara há mais de um século e meio, mas
lembra onde a viu pela última vez.
Do lado de fora, Zip está preocupado pois diversos países estão relatando
catástrofes paralelas, sem perceber que tudo está ligado a uma mesma pessoa:
Mila está simplesmente brincando de deus e acelerando seu processo de
destruição do mundo. Lara pede para que Zip reúna a equipe enquanto ela
convence Exu que ele precisa agir.
Numa área isolada e abandonada da cidade, Exu revela o que
aconteceu. Sua cidade foi atacada durante um festival, e ele testemunhou sua
cidade subir em chamas, mas ficou paralisado e incapaz de ajudar sua tribo.
Enquanto todos morriam, ele tentou fugir e foi abordado por um colonizador,
perdendo a máscara na batalha. Quando Lara investiga vestígios desse
confronto, identifica que eram invasores britânicos e tem uma ideia do
possível destino da máscara dele.
Os soldados britânicos costumavam vender relíquias para museus na terra natal
ou para colecionadores particulares que buscavam itens exóticos. Mehrak
Darvish é um deles, e Lara o considera uma verdadeira escória
mas entende que ele conhece muitas pessoas no ramo, portanto, se a máscara de
Exu passou por ali, ele deve saber ou ao menos ter ouvido falar sobre ela.
Mehrak fala que Richard Croft era um de seus maiores parceiros, mas Lara não
gosta da ideia de vender tesouros roubados. Enquanto eles conversam, Exu e Sam são conduzidos a uma
exposição particular do homem onde muitos artefatos iorubás estão
orgulhosamente expostos. Exu, naturalmente, perde sua compostura e começa a
destruir as vitrines, gritando que nenhum daqueles artefatos pertence ao
homem. Antes de serem removidos do local, Lara tenta acalmar Exu prometendo
que irão reaver todos eles.
Enquanto Exu ainda lida com sua raiva, Lara comenta que todos os artefatos
expostos estavam danificados por fogo. Ela então conta uma história de uma
velha mesquita onde um soldado inglês ficou encarregado de proteger os
artefatos tomados; em determinado momento, ele ateou fogo a si próprio e
percorreu os corredores, queimando todos os objetos do local. Mehrak não tinha
a máscara, mas sabia como ela era, então é possível que ele a tenha visto
dentro da mesquita. Lá dentro, Lara invade uma área bloqueada...
Exu encontra um pequeno altar para ele próprio e observa uma menina
fazendo-lhe oferendas. Ele questiona a fé que essas pessoas ainda têm naquele
orixá que os abandonou no passado. A menina, travessa, roubou um dos seus
braceletes sem que ele percebesse, mas devolve-o logo em seguida. Seu pai,
observando, ri e fala que ela sempre foi uma menina travessa, e Exu rapidamente se
identifica com os dois. O homem, sem perceber que está falando com o próprio
orixá, justifica sua fé, dizendo que a vida por si é travessa mas Exu ensina
que devemos seguir em frente, sem deixar de sorrir.
Exu acompanha os dois até um festival que está acontecendo ali perto e se
emociona com a cena — é o mesmo festival que havia sido deturpado pelos
colonizadores no passado —, e, pouco depois, Lara surge com sua máscara em
mãos. Chegou a hora.
Em muitos aspectos, esse episódio parece funcionar apenas como preparação de
terreno para o episódio final. Após uma verdadeira montanha-russa de emoções
para Exu (esteve apático, triste, melancólico, furioso, e, por fim,
esperançoso), ele finalmente volta a acreditar em si mesmo. Me pergunto apenas
como ele havia chegado ao templo subaquático sem se molhar, no episódio
"The One Who Kills and Is Thanked for It",
sem sua máscara...
A localização da cidade perdida não é revelada, mas, de acordo com a
Wikipedia, o Festival de Eyo é tradicional da Nigéria.
Nesse episódio, Lara compra um óculos de armação redonda e lentes vermelhas.
Combinado à trança que recebeu alguns episódios atrás, é uma reconstrução
progressiva da iconografia clássica da personagem, mesmo que a animação tenha sido
cancelada antes que a suposta "unificação" pudesse sequer tomar forma. É possível que essa ideia nem exista mais, para ser honesto.
Por fim, uma observação que apenas eu faria. Na versão em português, uma tradução
incorreta destoa completamente uma cena no início do episódio: Exu alerta que
a população da cidade perdida talvez venha a apedrejar eles, mas, por
algum motivo, o estúdio responsável pela localização decidiu usar a palavra
petrificar ao invés. Não sei qual eu preferiria que acontecesse comigo na vida real.
"The One Who Kills and Is Thanked for It" inicia com uma análise de Zip
sobre os restos da máscara de Ogum, que a equipe tomou enquanto estava na
festa em Pithos, e ele confirma que é feito com um material extraterrestre,
portanto, é impossível repará-la.
Nesse momento, Exu, sempre debochado, afirma que era capaz de fazer coisas
como metamorfismo com seus poderes. Ele não sabe explicar como acontecia, ele
simplesmente fazia. Nesse momento, ele sabiamente argumenta com Zip que a
lógica nem sempre providenciará as respostas.
Paralelamente a isso, Abby está fazendo um check-up geral no helicóptero que
roubaram de Mila, e Sam lembra a Lara que ela é uma Croft. Lara, densa, de
início não entende que sua amiga está falando da imensurável riqueza da
família.
Chegando em Cuba, elas providenciam um jipe — Exu, agora ciente da riqueza da
mulher, fala que ela poderia ter comprado algo mais elegante e confortável — e
seguem em rota para a casa do orixá. Obaluaê é o arauto da morte e doenças.
Lara e Exu teorizam que é o poder que falta para que Mila possa remoldar o
mundo como entender: matar, curar, e então florescer.
Numa bela casa no meio do nada, Obaluaê aceita conversar com as garotas mas,
assim como os outros orixás, tem ressalvas quanto a Exu. Ele ressalta que fez
de tudo para se afastar da "morte", mas Lara e Sam o convencem a ajudá-las a
fazer uma linha de defesa para impedir Mila. Obaluaê então fala que entregou
sua máscara a sua mãe: o oceano, como Exu rapidamente esclarece. Obaluaê é uma
figura bem querida pelas pessoas em sua comunidade, e ele brinca que mesmo Exu pode ser perdoado pelo que fez.
Na orla, um majestoso templo que os escravos ergueram à
Nanã
agora jaz no fundo do mar. Lara e Sam mergulham e, em uma cena reminiscente ao
portão inicial em
Path to Avalon, nível de Underworld, elas usam artefatos para abrir e entrar no templo submerso. Uma parede no
fundo do templo está coberta por fungos de dente-sangrento, mas Lara fala que
a localização do fungo não faz sentido, concluindo, assim, que é uma fachada.
Lara e Sam atravessam a barreira de fungos e encontram uma câmara interior contendo
estátuas de todos os orixás existentes nessa história, inclusive Exu que,
subitamente, surge no local (totalmente seco e sem uma roupa de mergulho,
hm...). Ele alerta que nenhum mortal pode tocar a máscara de Obaluaê, para o
que Lara obedientemente concorda quando os fungos começam a brilhar. Mesmo a
divindade de Exu não o previne de ter o corpo coberto por dolorosos esporos
enquanto pega a máscara.
De volta à casa de Obaluaê, antes que possam finalizar a estratégia, Mila
surge e sequestra a esposa e filho do orixá. Após uma troca de farpas, Lara
explode uma série de minas terrestres e cria uma cortina de fumaça para que
possam resgatá-los e tentar repelir o ataque, mas quando Mila começa a usar as
máscaras que já roubou, a situação fica crítica. Obaluaê, sem escolha, aceita
vestir sua máscara, também sendo afligido por esporos, e começa a contaminar e
matar os mercenários.
Durante a batalha, Obaluaê diz que não vai abandonar seu povo como Exu fez.
Por um breve momento, a equipe parece que teria sucesso, quando Obaluaê quase
mata Mila. Ela detém o poder de Kehinde, porém, e consegue se curar e
imeditamente virar o jogo. Obaluaê, vendo que não é páreo para a inimiga a sua frente, decide se sacrificar para que ela não tome sua máscara.
Mila é esperta, porém. Antes que a máscara se estilhace, ela cura o orixá e,
então, toma sua máscara e mata o homem que a vestia. Enquanto absorve o poder, ao mesmo tempo em que seu corpo é coberto por esporos, Fig carrega ela para o avião e eles
escapam dali. A família de Obaluaê fica em prantos, enquanto Lara, Sam, e Exu ficam
atônitos. Mila, de alguma forma, continua vencendo.
Tenho poucos comentários e observações sobre esse episódio:
Pendurado na mansão Croft, podemos ver o diploma de doutorado de Richard James
Croft, em Arqueologia Clássica, pela Oxford.
O traje de mergulho que Lara veste usa o mesmo esquema de cores daquele
visto em TRU (não muito diferente do visto no episódio
Yinyang, da primeira temporada).
Zip sussurra a solução para abrir a porta do templo de Nanã quase que
instantaneamente, ao melhor estilo Legend (ou, melhor dizendo: como qualquer jogo moderno, de qualquer franquia).
De acordo com a Wikipedia,
Obaluaê
é o orixá da cura, e não da morte. Entretanto, admito que sou
tremendamente ignorante no que diz respeito a orixás, então não vou tentar racionalizar pois não tenho o devido entendimento.
Croft's 6 é o meu episódio favorito entre as duas temporadas de
The Legend of Lara Croft.
Para invadir o prédio da Pithos e chegar até o escritório de Mila, a equipe de
Lara elabora um plano mirabolante para se aproveitar do baile de máscaras.
Cada um terá um papel a desempenhar, de forma que eles consigam clonar a
biometria de dois cientistas para se infiltrar no laboratório onde artefatos
são analisados.
Exu, que de início teria ficado de fora, acaba sendo a peça-chave para o
sucesso da empreitada e, quando tem um momento a sós com Lara, questiona as motivações dela. "Não é certo ficar sem fazer nada; não quando se pode fazer
algo," ela responde.
Dentro do escritório, Exu começa a ouvir um zunido constante. O laboratório de
Mila está repleto de artefatos, mas as máscaras não estão lá. Exu ainda é
evasivo quando questionado sobre seus próprios poderes como orixá, mas ele
sente a presença de um irmão no local. O zunido logo se torna uma visão de um
orixá se sacrificando para estilhaçar a própria máscara.
Esse sentimento faz com que Zip analise a planta do prédio e, assim, perceba
que existe um espaço vazio imediatamente abaixo do escritório. Lara localiza um
dispositivo para abrir a passagem secreta e encontra, nessa câmara oculta, o
equipamento que havia sido roubado de Sam...
E mais do que isso. Em seus próprios registros, Mila tinha uma foto com um orixá em Cuba. O pressentimento
de Exu dá lugar para desespero: trata-se de Ogum, orixá que acreditava que os
humanos poderiam salvar e transformar o mundo. Esse excesso de confiança nas
pessoas foi sua derrocada, quando cruzou caminhos com Mila. Lara e Exu teorizam
que ele tenha compartilhado a história das máscaras com Mila mas, ao perceber
as reais intenções da mulher, preferiu sacrificar-se para evitar que ela
tomasse seu poder. Uma vez quebrada, uma máscara de orixá não pode ser
recomposta. Mesmo assim, Mila manteve todos os fragmentos da máscara de Ogum.
Paralelamente a isso, Sam é flagrada ao tentar ouvir uma conversa de Mila com
Fig e Kane (o outro guarda-costas). Mila entende que Lara também está por ali e ordena medidas defensivas. Com um certo sufoco, todo o grupo consegue
fazer a exfiltração do local, agora com um novo destino em mente: Cuba. Exu alerta
que essa visita pode resultar na morte deles.
Minhas observações e comentários para o episódio:
O episódio inteiro é uma clara homenagem à série de filmes iniciada com
Ocean's Eleven, até mesmo no título do episódio.
Fica subentendido que Zip é um jogador de RPG e pinta miniaturas em seu
tempo livre.
O porteiro é dublado por Nolan North. Sim, o dublador de Nathan Drake. Na
primeira temporada ele dublou Conrad Roth, mas é curioso que ele voltou para
a segunda temporada para esse papel com uma única linha de diálogo.
A câmera que Zip cega, no elevador, tem o número de identificação 007.
No escritório de onde Zip está operando remotamente, presumidamente dentro
da Mansão Croft, o quadro de Richard Croft e Anna é visível na parede
atrás dele. Considerando a forma como a mulher traiu a família em Rise,
não é estranho que Lara não tenha retirado — ou vandalizado — tal quadro?
Sam mora em 2300 Willow Park Place.
Não sabemos qual seria o poder da máscara de
Ogum, mas ele é o orixá da guerra, do ferro, da agricultura, e da tecnologia.
Entre os artefatos que Mila tem em seu laboratório, está aquele tridente visto no primeiro episódio, o cinturão de Thor (que Exu diz pertencer à Kóri, ao invés), uma espada, um escudo, e uma lança.
No episódio Slán Abhaile, Exu leva Lara Croft e Sam até a Irlanda, novo
refúgio de Taiwo. Os residentes locais não são muito receptivos à chegada
desses visitantes, mas Exu garante que não precisam encontrar Taiwo: é ela
quem irá chegar até eles. Num bar local, uma mulher aborda o trio e os conduz
por uma trilha remota até uma casa nas colinas...
Com a máscara de Taiwo em mãos, elas informam a orixá que sua irmã Kehinde corre perigo.
Por conta de algum evento no passado, Taiwo não quer conversa com Exu ou suas
novas amigas, mas, ao ser informada sobre a morte de Ocô, ela decide ouvir a
história — especialmente quando Lara assume a responsabilidade por ter dado a
máscara de Ocô para a assassina.
Relutante com o retorno de Exu, Taiwo fala que não é capaz de proteger, podendo apenas
curar e consertar aquilo que a humanidade destruiu. Ela está cansada desse
fardo e fala que se Mila deseja tanto a imortalidade, que deixem-na
obtê-la. Após uma discussão, Exu se retira do local, mas Lara fica para tentar
simpatizar com Taiwo, alertando que Mila não será nada gentil com Kehinde.
Eles então partem para um forte viking, em uma pequena ilha isolada ao norte. Na
viagem, Taiwo se abre com Lara e compartilha a história de como uma utopia
onde todos eram iguais não funcionou. As pessoas queriam ser diferentes, e Exu
avisou que isso não seria uma boa ideia, mas ninguém quis dar ouvidos. Quando
os escravizadores chegaram, simplesmente consideraram-se superiores e tomaram
as pessoas e seus pertences à força. Taiwo, porém, ressalta que Exu poderia ter usado
sua máscara para evitar que isso tivesse acontecido.
O grupo encontra Kehinde, mas, antes que eles possam se reconciliar com a irmã
que havia se isolado do mundo, Mila invade o local com sua equipe. Em um
confronto com diversas camadas, Taiwo tenta proteger seus irmãos com o poder
de sua máscara, mas, em um momento de distração, é desarmada por Mila que
imediatamente mata Kehinde. Lara atinge Mila com dois disparos, mas Mila,
agora com a máscara e o poder de Kehinde, cura-se instantaneamente e trata a
situação com escárnio.
Antes de escapar do local, Mila troca olhares com Exu: enquanto o orixá demonstra
apreensão, Mila parece olhar para ele com a certeza de que já o viu em algum
lugar antes. Desesperada e desamparada, Taiwo tenta sem sucesso reanimar o
corpo de sua irmã. Lara reforça que ela não deve desistir, para que possam
evitar ainda mais mortes e destruição, mas ela mesmo admite que são
palavras vazias...
Exu pondera sobre as motivações de Mila, e Sam diz que talvez elas devessem,
de fato, descobrir o que ela quer afinal. Ela então puxa do bolso o convite
para o baile de caridade que haviam recebido da mulher quando se conheceram.
Lara odeia a ideia de ir para uma festa, mas pede para que Zip telefone e
reúna o grupo "de sempre".
Comentários:
Acabei não comentando até então, mas as cenas de ação e acrobacias em
Legend of Lara Croft são muito bacanas e bem elaboradas: a forma
como Lara sobrepõe a barreira de gelo nesse episódio, por exemplo, enquanto os
demais lentamente quebram o gelo, é exatamente o que esperamos da personagem,
mas suponho que fãs se divertem mais em busca de likes e de engajamento
ressaltando coisas que não gostam ao invés. A miséria adora companhia, afinal.
De acordo com ferramentas de tradução online, "slán abhaile" significa "seguro
em casa" no idioma irlandês, refletindo a curiosa convicção de que nosso
próprio lar oferece toda a segurança que precisamos...
O bar na Irlanda é chamado de Gemini Pub, e está repleto de quadros de irmãos
gêmeos, além das próprias Ibeji. "Gemini" significa "gêmeos" em latim, mas você já sabia disso.
Talvez seja uma coincidência acidental, mas o traje que Lara veste para o
clima ártico é uma pesada jaqueta laranja, bastante similar em estilo ao traje
de Adventures of Lara Croft que acabou ressurgindo em todas as eras
desde então.
"Até as lendas mais absurdas começam com uma verdade."
Em Crossroads, Lara e Sam partem para Nova Orleans, cidade histórica
para práticas de vodu, para identificar o símbolo que viu em seu sonho lúcido
após a benção de Iemanjá no episódio anterior. O empório místico, com uma
porta muito similar a que Lara viu no sonho, está fechado, e Sam sugere que
elas passem a noite num bar e voltem na manhã seguinte.
O proprietário do empório, Chartreuse, conta a história de um navio negreiro
que estava trazendo riquezas e ídolos da África para a cidade, mas que foi
atacado por uma criatura gigantesca. Ao chegar no fundo do mar, toda a carga
do navio se esparramou no chão e libertou a magia do vodu que assola a cidade
até hoje. Sam rapidamente refuta essa narrativa, dizendo que vodu é uma crença
sobre a existência cósmica de nossas almas, e não algo perigoso e malevolente.
Uma pintura, de um homem portando uma máscara, chama a atenção de Lara. De
acordo com Chartreuse, representa Papa Legba, o senhor das encruzilhadas, deus
do mal e arauto da morte — conhecido como Exu pelos escravos. Chartreuse
obviamente está tentando vender seus produtos aos clientes presentes, usando
essas histórias como pretexto para esse fim, mas as reações de Sam fazem com
que elas sejam rapidamente expulsas do local.
De volta às ruas, Lara finalmente aborda um homem suspeito que esteve ao redor
delas desde que chegaram ali. Sam tenta acalmar a amiga, mas, no processo,
ambas percebem que ele possuí uma cicatriz no formato do símbolo que Lara
estava procurando. Elas coagem o homem até o bar, oferecendo uma bebida em
troca de informações.
Brincalhão e paspalho, o homem não parece levar nada a sério. Ele fala que
elas são diferentes dos turistas que normalmente visitam Nova Orleans, e Lara
concorda com o rótulo de "caçadores de tesouros" que ele atribui a elas,
tentando avançar a conversa. Ele então confirma a história que elas ouviram no
empório de Chartreuse, e afirma saber a localização do navio. Sam desacredita,
dizendo que ele já teria ido atrás do tesouro se de fato soubesse, para o que
ele apenas responde brincando que não gosta de sujar as mãos.
Além da bebida, Lara oferece ainda mais dinheiro para comprar a informação,
mesmo que Sam esteja convencida de que o homem é apenas um alcoólatra
aleatório extorquindo dinheiro delas. Na Baía de Caillou, Lara encontra o
navio onde Exu disse que estaria (ao mesmo tempo em que Fig, da superfície,
localiza algo no fundo do mar com um drone). Enquanto navega pelo naufrágio,
Zip, observando tudo remotamente, pondera sobre sua hereditariedade pois não
sabe a origem de sua família.
Entre muitas réplicas e ídolos, Lara encontra um baú contendo não apenas uma,
mas duas máscaras de orixás. Ela é imediatamente apunhalada pelas costas por
Fig, que usa um propulsor aquático para tentar escapar com as máscaras. Ela é distraída por um
tubarão, e assim Lara consegue alcançá-la e ambas engajam em combate. Cada
garota fica com uma máscara, e Lara salva a vida de Fig ao disparar um arpão
contra o tubarão, sem perceber que a corda está entrelaçada em sua perna. Fig
foge enquanto Lara precisa lidar com o tubarão. Voltando à superfície, é Sam
quem salva Lara, rapidamente cortando a corda para libertar a amiga.
Mais tarde, no hotel, Sam e Lara reúnem todas evidências e pistas na parede,
tentando entender o plano e identificar os alvos de Mila. Elas não sabem a quais orixás as
duas máscaras no navio pertenciam, e Zip teoriza que eram de
Ibeji, que, no sincretismo, foram retratados em muitas culturas por gêmeos dotados
de poderes de cura. No caso dos iorubás, seriam as irmãs Taiwo e Kehinde.
Exu surge, do nada, e estuda o mural das garotas. Ele complementa a informação
de Zip, dizendo que as Ibeji são as únicas orixás que não possuem uma tribo,
sempre indo para lugares onde precisem delas. Mas ele fica surpreso ao ver uma
das máscaras ali, ao invés de meros tesouros. Enquanto ele demonstra
preocupação com essa descoberta, Lara fala que a outra máscara foi roubada.
Com base no que sabe, Lara suspeita que o homem também seja um orixá, e apela
por informações para que possam ajudar a dona da máscara, que pode estar em perigo.
Exu
confirma a teoria da aventureira, apresentando-se como um trapaceiro
extraordinário e arauto da morte.
Poucas observações sobre esse episódio:
A temática de vodu foi explorada em
Curse of the Sword, e teria sido importante na expansão de
The Last Revelation (que nunca saiu do papel de forma oficial).
Lara socando um tubarão é, sim, uma referência velada à
The Cradle of Life.
Nas HQs, antes de ser presa em um manicômio, Sam havia montado num tubarão
para apunhalar o animal diretamente no olho, entre muitas outras coisas
que fogem do estereótipo que ela seguia em TR2013. Para o tanto que a comunidade odeia a personagem, parece que
insistem em inventar coisas novas para justificar sua existência. Dito isso, arrisco dizer que sua
caracterização em Legend of Lara Croft é a minha favorita.
Festa de Iemanjá tem o título assim mesmo, em português, pois a
aventura desse episódio de Legend of Lara Croft se passa na
Bahia. Iemanjá é uma das divindades mais cultuadas no Brasil, especialmente
por seguidores de candomblé e de umbanda, e um dia do ano é dedicado a suas
festividades: 2 de fevereiro (sincretizada à Nossa Senhora dos Navegantes).
Após tomar os poderes de Ocô e dizimar seu vilarejo na Colômbia, Mila dá novas
diretrizes para Fig e pede para que ela dirija-se até a Bahia para localizar a
próxima máscara. Lara ouve a conversa entre Fig e outro mercenário, então,
enquanto se prepara no aeroporto, ela telefona para Sam e ambas
deduzem que Mila talvez seja a peça central das investigações de Sam. Sem que
Lara consiga convencê-la do contrário, Sam convida-se a encontrar Lara na Bahia.
Lara compra um livro sobre religiões sul-americanas que cita um ponto de interesse: a Igreja de Todos os Santos, a igreja mais antiga do Brasil. Salvador está
deserta, exceto por uma motorista aguardando na frente do hotel. Ela fala que
todo mundo está no centro para um festival, mas aceita levar as garotas até a
igreja. Ao chegarem lá, essa mulher deixa claro de que tudo que está no local
pertence à Bahia, mas Lara rapidamente retruca dizendo que elas não vieram
tomar nada, mas sim para proteger.
De acordo com a rápida pesquisa de Lara, essa era uma igreja católica onde os
"imigrantes" iorubás eram convertidos, mas ela teoriza que uma população não
abandonaria suas crenças e costumes tão facilmente. Quando elas entram na igreja, Lara
é tomada por uma sensação de déjà vu: trata-se de uma réplica da catedral homônima de
Florença, famosa por seus afrescos.
Enquanto ela e Sam analisam os santos retratados nos murais, Lara identifica
que um deles é anacrônico: uma fachada. Ela destrói essa parede (de forma
similar ao que fez em Shadow), revelando uma câmara oculta com estátuas de
diversos orixás, onde os escravos podiam praticar sua própria religião.
A lenda diz que as máscaras dos orixás foram forjadas a partir de estrelas
cadentes, e quem tinha uma máscara recebia um poder único. Lara reconhece Ocô,
o orixá das colheitas, como o homem que Mila assassinou na Colômbia. Ao lado
dele, Iemanjá, cuja estátua é a maior de todas no recinto: "a chefona", pela
descrição de Sam. Antes que possam analisar com calma, elas são emboscadas
por Fig.
É uma batalha difícil para Lara (e veja bem, Sam não é completamente inútil), mas a batalha é
interrompida pela polícia, que presumidamente foi acionada por
conta dos disparos. Fig escapa usando um gancho retrátil em seu
bracelete, mas Lara e Sam são apreendidas. A polícia investiga os registros
das turistas, e Lara mantém sua calma e compostura enquanto Sam surta.
Ieiê, a mulher que trouxe as garotas até a igreja retorna e ri da situação. É
uma mulher bem popular na cidade, e amiga dos guardas. Ela oferece um lanche
para eles, pedindo para que deixem-nas partir. Lara já havia se libertado das
algemas, mas não tinha feito nada. Quando elas perguntam sobre o festival, Ieiê
fala que é dedicado à Iemanjá, então Lara e Sam concluem que não
é mera coincidência (é "a chefona", afinal).
Observando Salvador de dentro do veículo de Ieiê, Lara vê seu amarrador de
cabelo ser levado pelo vento. Sam rapidamente aproxima-se de sua amiga e prende o
cabelo dela em uma trança. Chegando ao festival, em meio à multidão, Lara pede
para que Sam fique atenta para a presença de Fig, e Ieiê questiona o interesse
delas com tal máscara afinal. Lara explica que elas desejam proteger a todos.
Momentos depois, uma máscara cerimônial de Iemanjá é exposta no meio da
multidão. Fig chega até essa máscara primeiro e tenta escapar. Lara persegue Fig
usando manobras de parkour pelos telhados da cidade, até alcançar a rival para engajarem em combate corporal. Fig cria uma distração, empurrando um carrinho de pastel ladeira abaixo, na
direção de uma menina inocente, e ganha tempo para escapar com a máscara
enquanto Lara se preocupa em salvar a criança ao invés.
Fig sobe em seu jet ski e consegue escapar, mas não vai muito longe: Lara
observa uma onda enorme surgir do nada, derrubando ela e frustrando a fuga de Fig. A água flutua ao redor de Lara, conduzindo a máscara roubada até suas
mãos, e Lara então percebe que Ieiê é a própria Iemanjá. A máscara é falsa, e
Iemanjá confirma, mostrando a verdadeira relíquia oriunda das estrelas presa em sua cintura.
Iemanjá explica que a atitude de Lara, quando decide proteger uma criança ao
custo de perder a briga, torna ela uma mulher admirável. Fig não é a primeira,
e nem a última, a vir atrás de sua máscara, mas ela garante que pode manter
sua cidade bem protegida. Por se tratar de seu aniversário, Iemanjá oferece um
presente às garotas: água do mar contendo respostas. Sam, incrédula, questiona
para quais perguntas receberiam respostas. "O mar sempre sabe...", Iemanjá
explica.
No dia seguinte, Sam e Lara conversam sobre como a população inteira da cidade
convive com uma orixá sem sequer saber disso. Iemanjá está com sua própria máscara e sabe como se defender, então
Lara está certa de que Mila irá atrás de um próximo alvo ao invés. E, graças ao sonho
lúcido da noite anterior, Lara agora sabe para onde ela e Sam devem partir.
Em um cemitério em algum outro lugar do mundo, um homem bêbado ouve um
sussurro do vento, informando que ele receberá visitas em breve...
Tenho poucos comentários para esse episódio. Vou lembrar que não é a primeira
vez que Lara vem para o Brasil (já o fez em uma HQ e, também, em um dos livros). Em termos de easter eggs, o único que eu identifiquei foi a
publicação chamada "Mujer vs Selvaje" no aeroporto — certamente uma referência
à abordagem "Woman vs Wild", que foi usada abertamente na promoção de Rise. Já
a revista Vagye, estampada por Rihiinna, dispensa comentários.
Enquanto estão detidas pela polícia, Lara comenta que elas já foram presas por causa de Sam no passado. Não tenho recordações desse evento em particular. Hm.
No Good Deed, primeiro episódio da segunda temporada de The Legend of Lara Croft, começa com um
novo resgate à Sam. Sim, você não leu errado. Apesar do que o final da
temporada anterior pudesse sugerir, é algo bem rápido: Lara invade o cativeiro
na Rússia e, ao melhor estilo Batman (assim como fez
no teaser de Catalyst, aliás), usa as sombras para ganhar uma vantagem estratégica contra os
mercenários. Enquanto engaja em combate corporal, sem matar nenhum dos seus
oponentes, ela recebe a ajuda inesperada de uma elegante e desconhecida
mulher, que não é tão complacente com os mercenários.
Enquanto se recompõem em uma cabana de caçadores, Lara tenta assumir a
responsabilidade pelo que aconteceu mas Sam rapidamente descarta essa ideia.
Ela estava investigando uma série de falsificações e acabou encontrando uma
história mais interessante: relíquias inestimáveis estavam desaparecendo ao
redor do mundo, mas nenhum museu estava relatando os furtos. Sam voou perto
demais do sol, pois toda suas gravações e pesquisa foram tomadas quando ela
foi capturada, mas ela supõe que é uma mesma pessoa por trás de todos esses
roubos.
Nenhuma das duas sabe de onde surgiu a mulher misteriosa. Questionada, ela se
apresenta como Fig e diz que é empregada de uma mulher muito interessada em
"colaborar" com as duas. Elas então são escoltadas até um luxuoso arquipélago
onde fica a base da Pithos, uma iniciativa filantrópica de uma milionária
chamada Mila, cuja premissa é de "salvar o mundo".
Mila esclarece que Fig estava rastreando uma pintura de sua coleção
particular, herança de sua bisavó, e que agora acredita em destino já que Fig
não recuperou a pintura, mas encontrou Lara e Sam ao invés. Ela elogia os
documentários produzidos por Sam, e então convence Lara de que arqueologia
ética é o caminho para o futuro — devolver artefatos às suas culturas de
origem, ao invés de roubá-los para si. (Exatamente o oposto que o infâme
Richard Croft fazia.)
Detentora de recursos praticamente infinitos, Mila mima Sam com novas
filmadoras com tecnologia de ponta, e oferece equipes de escavadores e
pesquisadores, com a mesma mentalidade, para trabalharem com Lara. Realçando
que não trabalha por dinheiro, Lara recusa.
Mila usa essa brecha para citar uma máscara de Benim, que foi transportada à
força (leia-se: escravidão) para a América do Sul no século XVIII, e seu
último registro conhecido é uma menção no diário de um missionário espanhol na
Colômbia. Enquanto Lara pondera sobre as reais intenções de Mila, a mulher
oferece um convite para um futuro baile de caridade organizado pela Pithos.
De volta a Londres, Lara estraga a diversão de seus amigos ao resolver uma
escape room em tempo recorde. Na Mansão Croft, enquanto bebem e comem as
melhores porções de batata-frita da cidade, Zip testa sua câmera-drone Pamella
enquanto Lara, extramemente competitiva, faz uma pontuação perfeita num jogo
de dados contra Abby. Após seus amigos se retirarem, Lara pesquisa os
registros da coleção dos Croft em busca da máscara.
Bingo: a Máscara de Ocô foi encontrada por seu pai, na Colômbia, em 1976. Como
ela havia doado (quase) todos os artefatos para o Museu Britânico, ela tenta
convencer o curador de que o artefato deve ser devolvido a sua cultura de
origem. O curador descarta a ideia, dizendo que o museu se considera um órgão
"protetor do mundo", e relembra que Lara abriu mão da posse dos artefatos.
Isso significa que ela precisa reaver o artefato de outra forma, e, para isso,
ela invade o museu à noite e usa suas invejáveis acrobacias para navegar por
entre os sensores laser.
Uma câmara secreta em Pithos intriga Lara; quando vai entregar a máscara em
mãos para Mila ela avista um tridente antigo sendo analisado por diversos
cientistas. Mila agradece o artefato inestimável, e fala que o mundo precisa
de "protetores" como elas. A palavra dispara um gatilho instantâneo em Lara —
exatamente a mesma descrição que o curador havia usado —, e ela passa a
desconfiar ainda mais das reais intenções de Mila.
Por precaução, ela havia colocado um rastreador GPS no artefato e, desta
forma, pode seguir Mila até um vilarejo na Colômbia. Sua impressão inicial, de
que a milionária estava devolvendo o artefato aos camponeses, cai por terra
quando Mila decide usar a máscara ao invés. Ao apunhalar Ocô com uma faca, ela
sente o poder da divindade em suas próprias veias conforme o homem sangra até
a morte. Quando ele finalmente morre, ela absorve sua essência vital e destrói
completamente o vilarejo invocando raízes gigantescas da terra.
Lara observa, de longe, horrorizada. Nenhuma boa ação passa impune, de fato.
A primeira coisa que chama a atenção na segunda temporada está logo nas
vinhetas de abertura: a flecha foi substituída por dois disparos
simultâneos das pistolas. É um detalhe pequeno, mas que certamente não
passa despercebido (a menos que você clique em "pular abertura",
obviamente).
Esse episódio introduz a primeira das máscaras de Orixás, no caso é de
Ocô: divindade da agricultura, ligado à colheita e fertilidade. Em
LOLC, os orixás são representados como seres humanos, vivendo como pessoas
comuns, mas cujos poderes dependem do uso da máscara atribuída a cada um
deles. Para Mila tomar o poder para si, ela precisa eliminar o detentor
original da máscara.
Reintroduzir Sam como uma vítima chega a ser clichê a essa altura, mas é
seguro considerar que tanto
The Ten Thousand Immortals
quanto as histórias em quadrinhos da Dark Horse foram (corretamente)
ignoradas. Isso abre ainda mais brechas para colocar a tal unificação em
cheque, mas como a primeira temporada de LOLC já contradizia
eventos da própria trilogia Survivor, minha recomendação é de aproveitar a série como uma história própria e
auto-contida, da mesma forma que as demais aventuras transmidiáticas de
Lara Croft. Com trinta anos de história, um cânone único com tantas mídias
paralelas é inviável.
The Legend of Lara Croft foi, infelizmente e injustamente, cancelada, mas a segunda temporada está entre nós e apresenta uma aventura independente e muito bacana. Eu sou suspeito para falar, mas os novos episódios mostram um avanço notável em todos os aspectos.
Da mesma forma que fiz para a primeira temporada, pretendo escrever postagens dedicadas para cada um dos episódios, de forma a resumir, comentar, e destacar referências que eu identificar, mas, novamente, vou ceder um prazo de um mês, mais ou menos, para evitar disseminar spoilers para os potenciais leitores do blog Raider Daze.
Portanto, as sinopses abaixo são as mesmas disponibilizadas pela própria Netflix. Atualizarei esse índice com links para os resumos quando eles estiverem no ar. Por ora, mais uma vez, apenas imploro que você ignore o negativismo dos chamados influenciadores e confira pessoalmente.
Uma aliada misteriosa conduz Lara a uma utopia tecnológica em que uma filantropa brilhante oferece a ela um desafio que pode mudar seu legado para sempre.
Em meio a uma celebração vibrante no Brasil, Lara fica cara a cara com uma rival impiedosa para impedir que um artefato poderoso caia em mãos perigosas.
No coração da cultura do vodu de Nova Orleans, a busca de Lara por uma máscara sagrada a leva a encarar uma aventura marítima em que o mito encontra um perigo mortal.
Uma missão secreta em uma festa luxuosa coloca Lara em território inimigo, obrigando a aventureira a tentar fugir antes que um sistema de segurança sele seu destino.
Lara e Sam mergulham na costa cubana para recuperar uma máscara de orixá perdida, dando início a um acerto de contas que nenhum dos lados pode ousar perder.
O mundo mergulha no caos, e Lara e Exu exploram uma cidade africana perdida, na esperança de que a verdade sobre o passado dele possa conter o que está por vir.
A batalha final se aproxima, e Lara lidera a resistência em um confronto épico. Forças ancestrais despertam, e o destino da humanidade paira à beira da destruição.
Os oito episódios da segunda temporada de The Legend of Lara Croft já estão disponíveis na Netflix, cabe a você decidir se deseja assistir aos poucos ou maratonar todos de uma vez só. Tanto melhor se você tiver companhia para qualquer cenário, mas esse é um mero bônus.
Para celebrar a estreia, o canal YouTube oficial de Tomb Raider publicou um breve segmento do primeiro episódio, onde Lara invade um museu para roubar — ou melhor, reaver — um artefato que, outrora, havia pertencido à coleção dos Croft. Aquela adorável referência à The Cradle of Lifetambém foi publicada.
Vale lembrar que, lamentavelmente, a série não foi renovada para uma terceira temporada.
A trilha sonora da segunda temporada de The Legend of Lara Croft será
lançada em formato digital, através das plataformas de streaming. Assim como a
primeira temporada, no ano passado, as composições são de autoria da dupla
Pinar Toprak & Gerrit Wunder.
Você pode escutar à trilha acima,
e, abaixo, você pode conferir a lista completa de faixas:
Na próxima quinta-feira, quando voltarmos para nossas casas após a jornada de
trabalho no mundo real, certamente estaremos todos com os olhos voltados para a The Game Awards, mas também é o dia em que a segunda e última temporada de
The Legend of Lara Croft estreia na Netflix.
Em minha cobertura da animação aqui no blog Raider Daze, escrevi resumos para cada um dos episódios da primeira temporada, algo que eu pretendo fazer para os novos
episódios no início de 2026, assim que a vida permitir. Suspeito que o arco de Devereaux e das Pedras do Perigo esteja encerrado, mas vale a pena conferir o vídeo na falta de tempo para maratonar toda a primeira temporada uma nova vez.
Escrevi o artigo abaixo para o portal
PSX Brasil, aqui replicado com autorização. Foi escrito, a pedido, com a chegada de Anniversary ao catálogo de PS2 Classics e o lançamento surpresa de TR2013 para o Nintendo Switch, por isso a publicação não aconteceu no dia do aniversário em si.
A imagem acima foi editada pelo amigo DoppelZgz, do fansite Raiders of the Tomb.
Em outubro, a franquia
Tomb Raider
celebrou seu 29º aniversário, levando-se em consideração a data de lançamento
europeia para Sega Saturn — a primeira a chegar ao mercado, em 25 de outubro
de 1996, algumas semanas antes do lançamento em demais plataformas e
territórios. A exclusividade temporária não significou muito, uma vez que foi
no PlayStation e nos computadores que a franquia encontrou um maior público e
se estabeleceu como uma grande propriedade intelectual, consolidando o status
de sua protagonista como um ícone cultural para uma geração inteira.
Impacto e legado da franquia são inegáveis, em grande parte pelo seu título
original que ajudou a moldar o gênero de jogos de ação e aventura em 3D. Os
títulos da extinta Core Design poderiam estar completamente perdidos para o
tempo, dependendo de emulação ou de correções desenvolvidas por fãs para
garantir compatibilidade dos jogos com sistemas operacionais modernos nos
computadores, mas, felizmente, após quase trinta anos, recebemos uma excelente
série de remasterizações.
Tomb Raider - Passado
No ano passado, tivemos
Tomb Raider I-III Remastered, desenvolvido pela Saber Interactive e Aspyr Media, que surpreendeu ao
trazer novos recursos gráficos e modelos completamente reconstruídos na engine
original dos anos 1990, na qual cenários eram compostos por blocos e
formas geométricas rudimentares. A jogabilidade é intrínseca à forma como
esses mundos eram criados, portanto, é uma coletânea que talvez não ressoe com
gerações mais novas de jogadores, mas é inegável que o trabalho de restauração
é incrível.
Tudo começou aqui...
E, surpreendendo a todos, no início deste ano recebemos a segunda trilogia com
Tomb Raider IV-VI Remastered. Na época em que foram originalmente lançados, entre 1999 e 2003, a recepção
destes jogos já era mista, em particular do sexto jogo (que marcava a
transição da série do PS1 para PS2), e mesmo que a remasterização seja feita
de forma ainda mais passional do que da coletânea anterior, esse pacote teria
dificuldades de qualquer forma para garantir um resultado comercial similar.
Os fãs de longa data, sem dúvida, adoram.
Com essas duas coletâneas disponíveis, toda a primeira era da franquia —
correspondendo aos jogos lançados entre 1996 e 2003 — está prontamente
acessível para as plataformas atuais (incluindo PS4 e PS5). Não apenas isso,
mas todos os pacotes de expansão, lançados exclusivamente para computadores
paralelamente às respectivas continuações, finalmente estão disponíveis para
jogadores de todas as plataformas.
Com o fraco desempenho comercial de
Tomb Raider: The Angel of Darkness em 2003, a então publisher Eidos
Interactive transferiu a propriedade intelectual para a Crystal Dynamics,
estúdio que até então era responsável e reconhecido pelas continuações da
série Legacy of Kain, atribuindo-lhes a árdua missão de revigorar a
franquia para que ela voltasse a resultar em lucros para os fechamentos dos
anos fiscais.
E é assim que recebemos a segunda era da franquia, composta pela trilogia
Tomb Raider Legend, Tomb Raider Anniversary, e
Tomb Raider Underworld. Essa repaginada trazia uma protagonista muito
mais comunicativa, em cenários muito mais ricos em detalhes e acompanhados
de uma jogabilidade fluída e dinâmica, resultando numa experiência linear e
acessível. A franquia, finalmente, estava acompanhando os passos de jogos
daquela geração (mais especificamente, a trilogia
Prince of Persia: Sands of Time).
Tomb Raider - Presente
Curiosamente, entre o interminável quantitativo de jogos que foram lançados para
PS2, os dois jogos dessa continuidade que foram originalmente desenvolvidos
para aquela geração estão disponíveis no PS4 e PS5 graças ao catálogo de PS2
Classics: Legend foi lançado em junho do ano passado, com uma
emulação questionável e de baixa resolução, ao passo que
Anniversary
foi adicionado ao catálogo agora, no dia 18 de novembro, com um surpreendente
salto visual entre os dois jogos.
Legend (PS2 Classics) vs.
Anniversary (PS2 Classics)
Não sabemos se esse notável (e extremamente necessário) aumento da resolução
interna é resultado de melhorias na emulação ou um mero cuidado maior por
parte de quem tenha feito a conversão. Também não sabemos se a ideia da
Crystal Dynamics, que passou a
ser uma subsidiária do conglomerado Embracer Group em 2022, era oferecer esses simples ports para evitar gastos com possíveis
remasterizações, mas, dado o cuidado com os jogos da Core Design, espera-se
que essa trilogia seja adequadamente remasterizada no futuro imediato (embora,
sim, esses dois jogos tenham sido remasterizados em 2011 para o PS3).
Além disso, é necessário lembrar que Underworld era um título de PS3,
cujo suporte
ainda não existe
em se tratando de retrocompatibilidade oficial, e a versão para Xbox 360
contava com DLCs exclusivos que, até hoje, são reféns da plataforma. Se as
remasterizações dos seis primeiros jogos libertaram conteúdos até então
exclusivos para computador para todas as plataformas, resta torcer para que o
mesmo tratamento seja estendido e aplicado a essa trilogia também.
A franquia encarou nova turbulência na transição de geração do PS2 para o PS3,
mas, dessa vez por pressão externa, com o advento de jogos como
Assassin's Creed e Uncharted que se enquadravam no mesmo
gênero e conseguiam atrair para si os devidos destaques. Além disso, por uma
série interminável de problemas financeiros, a publisher Eidos finalmente foi
arrematada e todas suas propriedades intelectuais passaram a ser parte da gigante japonesa
Square Enix.
Essa mudança deu um tempo para que a Crystal Dynamics, mais uma vez,
pesquisasse formas para revigorar a franquia. Adaptar a jogabilidade para os
padrões de jogos de tiro em terceira pessoa, delineados por
Gears of War, seria simples, mas não bastaria para distanciar-se do
principal concorrente. Assim, aos poucos, o jogo se transformou numa mescla de
"ação e sobrevivência", com uma narrativa que girava em torno de uma jovem
inexperiente tentando sobreviver a uma série de contratempos em um ambiente
inóspito e desconhecido.
E esse reboot total surpreendeu: o jogo atingiu a marca de um
milhão de cópias vendidas em menos de 48 horas, estabelecendo um novo recorde
para a franquia. Lançado em 2013, no fim da geração do PS3, o jogo ainda foi
um dos precursores para as incontáveis "edições definitivas" que viriam a
dominar os primeiros anos do PS4. Curiosamente, foi apenas a partir das vendas
combinadas das duas gerações que a Square Enix mudou seu discurso de que o
jogo não havia atingido as metas projetadas, mesmo com o supracitado
desempenho de vendas.
Agora, quase 12 anos depois, essa edição definitiva foi relançada, de
surpresa, para plataformas Nintendo Switch e Switch 2, em um port feito pela
Aspyr Media. A Nintendo é notória por não tentar competir com seus
concorrentes em termos de hardware, e seus consoles híbridos sofrem uma
desvantagem ainda maior quando comparados aos consoles de mesa, mas o jogo
está ali. Dentro das limitações da plataforma, funciona, embora a performance
seja bastante instável no Switch original, com diversos saltos na taxa de quadros por
segundo e controles analógicos ruins que acrescentam uma dificuldade
artificial desnecessária a um jogo que depende de reflexos rápidos. O
multiplayer, que por algum motivo foi mantido, causa ainda mais indisposição,
mas é seguro assumir que estará deserto e abandonado em uma questão de dias
pois nunca foi um modo popular nas outras plataformas.
A série principal ainda teve outros dois jogos lançados nessa terceira era
da franquia, com Rise of the Tomb Raider (2015), que foi financiado
pela Microsoft em troca de uma tenebrosa exclusividade por um ano inteiro, e
Shadow of the Tomb Raider (2018), desenvolvido pela Eidos Montréal e
que finaliza a suposta trilogia de origens da aventureira. Esses dois últimos
jogos foram lançados para PS4 e Xbox One e, assim como o reboot, podem ser
jogados no PS5 através da retrocompatibilidade integral para jogos da geração
anterior.
Em 2021, enquanto a Crystal Dynamics ainda trabalhava em conteúdos adicionais
para Marvel's Avengers, Tomb Raider atingiu o marco histórico de 25
anos.
Na ocasião, o estúdio revelou que planejava "unificar" a franquia, de forma a
transformar todo seu legado parte de um cânone, mas que um novo jogo
ainda não seria revelado tão cedo. Os primeiros passos dessa nova era, supostamente, aconteceriam na série animada de Netflix,
Tomb Raider: A Lenda de Lara Croft, que estreou apenas no final de
2024.
Infelizmente, porém, a animação contradiz a linha temporal e narrativa de
eventos acontecidos dentro da própria trilogia de origens, e até mesmo repete
certos temas desnecessariamente. Desde que foi anunciada, ainda antes da
Square Enix se desfazer de sua divisão ocidental, sabíamos que a série teria duas
temporadas, e, também no último dia 18 de novembro, finalmente recebemos o
primeiro trailer da segunda temporada. E, a julgar pelo conteúdo, os mesmos temas serão recontados e reciclados
mais uma vez. Poderemos conferir pessoalmente no dia 11 de dezembro; uma data
um tanto peculiar, pois coincide com a
The Game Awards deste ano. Após tantos anos esperando pela revelação formal do próximo jogo da série,
seria essa uma dica?
Enquanto não retorna em uma aventura própria, Lara explora horizontes
alheios por aí...
Nesses últimos cinco anos, Lara Croft também passou a ser uma das figurinhas
mais batidas no que diz respeito a crossovers e colaborações externas. Ela
ainda está alguns patamares abaixo de personagens como Sonic e
As Tartarugas Ninja — franquias com as quais ainda não houve uma
colaboração direta, aliás — mas, considerando-se apenas 2025, por exemplo,
vimos nossa garota receber conteúdos em
Pinball FX,
Dead by Daylight,
Fortnite e Rocket League, além de World of Tanks e Hero Wars (esses dois últimos
não estão disponíveis para plataformas PlayStation).
Tomb Raider - Futuro
É difícil determinar se o tal cânone unificado ainda faz parte dos planos da
Crystal Dynamics, dado o silêncio absoluto sobre o futuro da franquia e também
levando em consideração que investidores do Embracer Group possuem suas
próprias expectativas a serem atendidas. Sabemos que o próximo jogo usará a
Unreal Engine 5 e
será publicado pela Amazon Games, e só. Precisamos manter em mente que a própria Crystal Dynamics tem
enfrentado dificuldades com essas mudanças: além de
frequentes ondas de demissões, a Microsoft cancelou o reboot de Perfect Dark que estava sendo
co-desenvolvido pela parceria formada entre o estúdio e a, agora extinta, The
Initiative.
“A aventura está à espera”, diz o site oficial.
Independente do escopo desses planos, projetos transmidiáticos continuam a existir. Em janeiro, uma nova minissérie em quadrinhos será
publicada pela editora Dark Horse, curiosamente retomando a continuidade de
Underworld. E, após quase um ano de burburinhos e especulações, a
série em live-action para Prime Video, encabeçada por Phoebe Waller-Bridge,
finalmente
encontrou sua protagonista em Sophie Turner, mas esse é outro projeto sobre o qual não sabemos virtualmente nada até o
momento.
Entre tantas incertezas, é impossível determinar o que o Ano 30 reserva para
os apreciadores de Lady Croft, mas aqui estamos. E aqui permaneceremos.