terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Unofficial Fan Guides para download

Volta e meia, eu menciono aqui no blog estes dois projetos. Com o patrocínio de Driber, moderador dos fóruns oficiais, os trabalhos estão novamente disponíveis para download. Ambos foram elaborados integralmente pela equipe do portal Tomb Raider Inc, do qual eu participei em seus últimos anos.

Os dois guias estão em inglês, naturalmente, e contam com detonados completos das duas aventuras, bem como alguns extras exclusivos que julgamos relevantes no desenvolvimento.

O fanguide de Anniversary conta com entrevistas com Toby Gard e algumas figuras da comunidade, além de um breve resumo da franquia. Como eu fui integrado à equipe quando este projeto já estava em seus estágios finais, minha única real colaboração foram incontáveis screenshots.

No ano seguinte, para Underworld, estávamos decididos a pegar o que havia sido feito e expandir onde possível. Muito do que planejamos acabou sendo descartado, mas, ainda assim, continua sendo um admirável trabalho: conta com um compreensivo e detalhado resumo da franquia, colaborações vindas diretamente da Crystal Dynamics e entrevistas com os desenvolvedores. O recapitulativo da história que escrevi, pg. 12-13, talvez seja a contribuição da qual mais me orgulhe.

Mesmo que você não entenda inglês, fica a sugestão para baixar os guias e apreciar o trabalho investido neles. Permeados com magníficas artes feitas por fãs, eles recebem um toque bastante único e tornam-se uma verdadeira prova de amor; de fãs para fãs.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Novas peças de minha coleção

Essa é a compra que fiz na Black Friday da loja oficial de Tomb Raider. Recebi em um prazo recorde, diria, e na verdade chega a ser estranho – especialmente porquê ainda não recebi minhas Minimates e nem a nova encomenda feita com a Gwen, as duas enviadas ainda em outubro.

De qualquer forma, achei a camiseta com o logo do Endurance muito bacana, e a caneca, que comprei a título de curiosidade, é muito maior do que eu imaginava. Essa provavelmente será a última postagem deste ano referente à minha coleção, mas, além das duas encomendas acima, também estou esperando dois lotes de HQs e o Bluray de Cradle of Life (esse último deve chegar nos primeiros dias de janeiro). 

Foi um ano consideravelmente bom para a coleção, só é lastimável que o país tenha uma estrutura logística tão, tão deficiente. Esse pacote de valor inestimável sai da França e chega ao Brasil em 21 dias, certamente do Paraná até o Rio Grande do Sul tomaria menos tempo que isso? Eita, esse Brasil brasileiro...
Cansado de esperar sentado, ele deitou-se.

O Abismo

The Abyss continua a história diretamente após a morte de Lara Croft em Endgame. Publicada em três edições (#26 a #28), vemos Sara de luto, tentando adivinhar qual seria a forma que Lara gostaria de ser enviada desta vida para a próxima, enquanto Lara enfrenta um faraó megalômano na pós-vida. Nova Iorque entra com uma liminar contra a Mansão Croft para compensar pelo prejuízo que Lara causou à cidade, colocando sua impagável coleção de artefatos à leilão – maior comprador interessado: Vymes.

Enquanto demais faraós se preparavam para a pós-vida com uma tumba e Shabtis de cera, Amenhotep III construiu uma cidade e a populou com seus conselheiros, escravos e centenas de mulheres. Quando aguardava o início de seu reino, porém, Anubis o enganou, não pesando sua alma contra a pena da verdade, e o Nilo inundou sua cidade, apodrecendo tudo que ele havia construído.

Enquanto tenta assimilar que está morta, Lara enfrenta o faraó destemidamente. Quando lembra de rituais de sepultamento, que levavam em consideração a crença de morte após a morte, Lara cogita a possibilidade de encontrar e destruir o Ba de Amenhotep III, eliminando assim qualquer forma de sustento que o faraó possa ter. Ele simplesmente sorri, indagando a possibilidade de "uma praga morrer de doença."
"Quando a situação é desesperadora, mude a situação.
Quando um colosso comandado pelo faraó destrói uma parede, revela uma rota de fuga para Lara, mas, ao invés, ela encontra a verdade. Escondida atrás de um relevo de Nehebkhau, guardião da entrada do submundo, estava o Shabti que representava o faraó à sua frente. Tudo que ele sabia sobre Amenhotep não eram memórias dele, mas, sim, histórias que ele leu nas paredes da tumba em que foi enclausurado.

Amenhotep encontrou uma forma de escapar da retribuição que poderia lhe ser causada pelo que ele fez em vida, e encontrou uma forma de escapar disso criando um substituto. O Shabti nas mãos de Lara representava esse dublê de corpo, e, ao destruí-lo, o faraó também é reduzido à cinzas.

Nehebkhau se materializa em frente a Lara, ainda contemplando o trunfo sobre o faraó. Ela questiona "que tipo de morto o guardião diria que ela é," para o quê ele responde "nenhum." Alegando que ela ainda tem uma vida a viver e que não pertence àquele lugar, ele a envia de volta para o reino dos vivos.

Novamente viva, Lara telefona para Sara Pezzini para ver como ela está lidando com o incidente em Nova Iorque. Sara fica empolgada em saber que sua amiga está viva, mas recomenda que Lara fique alguns dias com ela: a mansão Croft acabara de ser vendida.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Fim de Jogo

Sem dúvida, este é o arco mais complexo e elaborado apresentado até o momento. Endgame é uma história crossover que foi apresentada em três partes, respectivamente, nas publicações Tomb Raider #25, Witchblade #60 e EVO #1. Além disso, vale notar também que houveram prólogos e epílogos em outras edições, Witchblade #58 a #61 até onde eu sei – embora TR #24 também alegue ser um prólogo para este arco (voltarei para essa edição quando sua história for retomada).

A imagem acima deve ser clara o suficiente.

A história começa com Lara e Sara Pezzini investigando um cemitério em Nova Iorque, onde um casal misteriosamente desapareceu. Sara testemunhou a senhora ser possuída por uma entidade que a Witchblade denominou como "Weave", antes do casal sumir. Enquanto Sara se dirige aos vizinhos em busca de possíveis testemunhas, o velho surge, possuído e falando de si mesmo no plural, e ataca Lara. Ela obviamente faz pouco caso dele, e, assim que ele cai inconsciente, uma forma de luz sai de seu corpo.

Numa perseguição pela cidade, a luz entra no metrô subterrâneo por onde guia Lara através de uma barreira de madeira para uma caverna gigantesca, onde centenas de outras luzes iguais permanecem estáticas. Lá, ela também encontra "aquele que dorme," e quando ela decide ser um trabalho para Sara, essa criatura acorda e transfere a Weave para dentro de Lara.

Mesmo tentando resistir, Lara e a entidade se unem. Sara fica sabendo da perseguição de Lara através do rádio policial, e, quando chega ao metrô onde ela teria entrado, uma explosão acontece: Lara, tomada pela Weave, surge, para o desconforto de Sara. Quando a entidade fala, apenas Sara consegue ouvir, como se ela fosse capaz de projetar sua voz. 

Ao contrário de Sara, os policiais não mantêm a calma e abrem fogo contra a criatura. As balas não surtem efeito, obviamente, e Lara dissemina a Weave em um prédio, afirmando que ele está vivo e isso é apenas o começo. Quando Sara questiona o que a Weave quer, ela diz que "aquele que dorme" está a procura da Witchblade.

Inúmeros discursos sobre vida e evolução depois, Lara prende Sara com a Weave. Sara, horrorizada ao ver a Weave reanimando o corpo de inúmeros policiais que Lara havia dizimado, se obriga a atacar Lara. Ao invés de revidar, Lara abduz Sara e a leva até o cemitério onde "aquele que dorme" aguarda. Quando ele sente a presença de Witchblade, ele desperta.

"Aquele que dorme" é identificado como Tarsem Vox, um Hyper Sapien. A constante destruição do planeta o tornou incapaz de acomodar a vida como a conhecemos; a única forma que a humanidade encontrou para sobreviver foi através da manipulação genética e nanotecnologia. Esse híbrido gerou um novo DNA biomecânico, humanos passaram a nascer com essa estrutura genética.

Em um roubo mal-sucedido, um grupo de jovens de 5030 DC é misteriosamente transportado para a data atual, onde a Witchblade está sendo dominada por Vox. Sara vê uma das meninas – Rayla – e imediatamente, embora não saiba quem é, sabe que tem uma ligação com ela. A distração causada pela chegada destes Hyper Sapiens permite que Sara ataque Lara, mas momentos depois Vox leva Sara para a superfície, deixando os demais na caverna.

Os jovens não são capazes de reconhecer a Terra como ela existe hoje, mas Rayla menciona que a portadora da Witchblade estava ali, na frente dos olhos deles. Na superfície, Vox fala que estudou todos os poderes da Witchblade, sabendo mais sobre ela do que qualquer outra pessoa. Um desses poderes é estar presente em toda a existência simultaneamente, o que lhe concede a capacidade de viajar no tempo, embora Vox reconheça que Sara não parecia ser alguém que remoldaria a história como quisesse.

Rayla esclarece para Lara que Vox, apesar de também ser do futuro, não é um deus e tampouco um benfeitor como ele afirma ser: ele assassinou a última portadora da Witchblade, avó de Rayla, e recebeu a única sentença de morte proferida naquele futuro. A sentença nunca foi cumprida pois ele encontrou uma forma de desaparecer. 

Quando os jovens decidem atacar Vox com os recursos biomecânicos que possuem, a Witchblade tenta se transferir para o corpo de Rayla. Vox ordena que Lara impeça isso de acontecer, e Lara, ainda sob domínio da Weave, toma a Witchblade. Sara insiste para que Lara não deixe isso acontecer: a Witchblade não escolheu Lara como portadora, portanto, irá matá-la.

Com o poder de Witchblade sobrepondo o da Weave, Lara consegue absorver toda a Weave disseminada pela cidade, aniquilando Vox no processo. Armazenando mais do que pode aguentar, Lara se despede e manda Sara se afastar. Em uma espécie de supernova no céu, a energia da Weave é destruída e a Witchblade cai, intacta, aos pés de uma Sara aos prantos...

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A Armadilha

The Trap é o arco compreendido nas edições #21 a #23. A história começa quando um grupo de mercenários chega até a mansão Croft com uma fita. Eles alegam que Lara teria roubado uma série de artefatos de um colecionador, Lord Vymes, que exige explicações, pois as câmeras de segurança capturaram uma figura bastante similar à de Lara Croft. Ela explica que não é uma ladra e relembra o caso, então recente, da shapeshifter (de Pieces of Zero).

Lara decide trabalhar para Vymes para localizar a ladra, já tendo recusado ofertas anteriores dele para roubar artefatos de museus e outros colecionadores. De acordo com Vymes, a ladra tem especial interesse em mandalas. Naquela noite, a ladra invade a mansão de Lara e, momentos antes de voar para escapar, revela que está recolhendo as mandalas para libertar suas irmãs, que estão aprisionadas dentro de pérolas de Samsara – reino da limitação; do desejo e da ilusão. 

Lara parte para os Himalaias, em busca da mandala negra. A terceira de quatro, protegida pelo caminho de libertação do tigre. Lara faz uma oferenda para uma estátua na entrada do templo: ela irá proteger quaisquer pessoas trilhando o caminho até que tenham encontrado iluminação ou morte. Ao tocar na mandala, Lara é enclausurada pela pérola de Samsara e encontra uma ossada que presume ser de Lydia Blake – escritora cujos livros desenvolveram seu interesse por aventura.

Para escapar dessa experiência extra-corpórea, Lara é guiada por Tsang do Khyi e precisa chegar ao final de um labirinto de fogo antes que a carne em seus ossos esfrie. No labirinto, os dois são atacados por ladrões de corpos ali aprisionados – as irmãs da ladra – e Tsang explica que um deles nunca foi capturado: Vayamasa. Lara rapidamente liga o nome do demônio à Vymes, momentos antes de chegar à saída.

De volta ao mundo real, a estátua que mantinha a ladra presa do lado de fora do templo é destruída e Lara entrega a mandala que recuperou para a ladra, agora identificada como Lydia Blake, como compensação por ter sido tão grande inspiração no passado. Antes ela do que Vymes, afinal.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Croft


Hoje foi lançado o mais novo fanfilm inspirado por Tomb Raider. Seu nome é, simplesmente, Croft. Sendo honesto, eu achei a história fraca, com um homem e uma menina sendo mantidos reféns por um grupo de mercenários no meio de uma selva, mas, obviamente, é apenas um pretexto para que alguém volte para resgatá-los, usando quaisquer truques à sua disposição. Ah, sim, existe um motivo pelo qual nomes nunca são mencionados.

Logo no início, o homem é baleado, deixando apenas a menina indefesa para o resgate. Esse homem é tão rapidamente esquecido que talvez nem precisasse estar ali, mas enfim. Tiroteios revelam que a garota que havia conseguido fugir não fez "a escolha esperta."

As cenas de ação não são poucas e são muito bem elaboradas – especialmente aquelas que acontecem em segundo plano. Sozinha, a garota derruba um batalhão de mercenários e consegue salvar a menina, a um custo talvez alto demais. Lara Croft não é quem você pensa: o fanfilm estabelece uma espécie de retrocontinuidade no final. Que impacto essa experiência terá na vida da menina não sabemos, mas não é difícil imaginar.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Ano do Gato

Year of the Cat é, basicamente, o que conhecemos por "filler": uma história curta e sem grande importância para o desenvolvimento de personagens ou quaisquer outros méritos. Publicada na edição #18, bem no meio do arco anterior, o maior (e talvez único) chamariz desta edição é a introdução de outro desenhista nas páginas de Tomb Raider.

Resumidamente, a história narra uma aventura rotineira de Lara, porém acompanhada de Terrence Butterman, um fotojornalista. Eles encontram um templo escondido em uma densa selva e, em seu interior, uma série de armadilhas. A calmidade com a qual Lara lida com elas impressiona o homem.

Quando finalmente encontram a câmara do tesouro, repleta de ouro e diversas relíquias, Lara diz que em seu devido tempo, tudo será transposto a um museu: o objetivo nessa busca é recuperar a estatueta de um gato.

Terrence, porém, tem outros planos (uau, chocante!). Após alvejar Lara pelas costas, ele se apodera da estatueta, esperando poder contar com as nove vidas* prometidas pelo mito. O que ele não sabia, entretanto, é que ele assumiria a forma de um gato para isso. Após diminuir o número em um, Lara escapa e leva consigo o cetro que abriu a câmara: ninguém entra, ninguém sai; e Terrence poderá viver múltiplas vidas cercado de riquezas, como havia desejado.

* O mito original é de que os gatos possuem nove vidas, porém, por algum motivo (erro de tradução, arriscaria palpitar), em algumas culturas ‒ como no Brasil ‒ diz-se que eles têm sete vidas ao invés.

Pedaços de Zero

Pieces of Zero deve ser um dos arcos mais únicos das histórias em quadrinhos (embora eu ainda tenha mais umas quarenta edições para relembrar). Publicado nas edições #16, #17, #19 e #20, o arco conta com o retorno de Samuel Quill em uma história que transcende o tempo.

Durante uma competição de motocross no Novo México, Lara é abordada por Sammy, piloto e amigo de longa data, acompanhado por Alissia Lee e Styles, produtores do reality show "The Last." Após explicarem para ela o misterioso desaparecimento dos competidores no Quênia, Lara recusa ajudar simplesmente por não ser sua linha de trabalho, mas muda de ideia quando lhe apresentam um pedaço de tecido que se transforma em metal quando trançado. Enquanto isso, um shapeshifter invade a mansão Croft e descobre para onde Lara está indo.

No Quênia, durante a investigação do acontecido, a própria Lara é engolida pelo chão. Na manhã seguinte, nem Sammy e nem os produtores percebem a drástica mudança de atitude de "Lara" e seus diversos deslizes ao responder perguntas. Quando Samuel Quill finalmente encontra eles, "Lara" os convence que ele é uma fraude e uma ameaça – embora ele tenha anunciado para os amigos de Lara que está tentando ajudar, antes de levá-los para a caverna subterrânea onde a shapeshifter estava.

Após ser alvejado pela shapeshifter, Samuel procura outra forma de adentrar a passagem subterrânea e encontra a Lara verdadeira, que acabara de se libertar dos tentáculos que a prendiam graças ao estranho metal que carregava. Samuel exige explicações, Lara sequer faz ideia do que ele está falando, mas logo perde o foco quando ela aponta para uma cápsula.

Graças ao Olho de Shaharettin, Samuel sabia que se tratava de uma cápsula capaz de viajar no tempo. Nesse meio tempo, Lara e a shapeshifter brigam entre si, e, quando ela tenta fugir com a cápsula, Lara também entra. 157 anos no futuro, a shapeshifter revela sua forma e identidade: Caronne, uma caçadora de tesouros que havia voltado no passado para evitar a manifestação da entidade alienígena que havia engolido Lara e os participantes do reality.

Por ter violado leis temporais presenciando o futuro, Lara não poderia retornar ao seu devido tempo, sendo forçada a cooperar com Caronne. Durante a fuga da prisão, as duas são resgatadas pelo imortal Samuel Quill e retornam até seu esconderijo atemporal. Graças ao artefato que havia roubado de Lara (em Ponto Morto), Samuel consegue mandá-la de volta para o presente.

Quando questionados pelos produtores sobre o "truque" de se materializar na frente deles, Lara menciona que eles trabalham para a televisão e devem simplesmente fazer o que sempre fazem: "inventar algo."

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Sem Limite

Retomando a leitura dos quadrinhos, chegamos a Without Limit, história publicada na edição #15. Seria uma história bastante simples e direta: Lara e Madeline Hovan estão em Boston para reaver os pertences deixados pelo testamento de Chase Carver. Entre eles, um anel da família que Chase gostaria de entregar para a irmã que nunca conheceu.

Paralelo à isso, entretanto, arqueólogos locais estão escavando o cemitério de Boston em busca do lendário Texto de Lúcifer, um livro que poderia reanimar os mortos. Lara sabe que isso significa problemas – este é um dos artefatos que ela sabe que devem ser deixados onde estão –, e vai ao evento antes de passar no banco. O livro é encontrado e muitos dos cadáveres levantam. Mantendo a compostura e calmidade diante do caos, Lara recita frases contidas no livro e resolve a situação, ordenando o arqueólogo a guardar o livro em seu devido lugar. Antes de que ele consiga, porém, o livro é roubado.

Após muita pesquisa, Lara encontra pistas da localização da irmã de Chase: esteve em Boston naquele dia e sua última atividade em registro era uma viagem para Honduras. Lara associou o roubo do livro à morte de Chase e partiu para o local onde havia deixado ele. Lara consegue convencer a garota de que usar o livro só traria mais dor, uma vez que a criatura não seria o Chase verdadeiro. A garota, embora inconformada, cede e pede para que Lara lhe conte como ele era.

O gibi termina com um prólogo do próximo arco: um grupo de participantes de um reality show, nos moldes de No Limite, é engolido pelo chão em algum lugar no Quênia...

sábado, 21 de dezembro de 2013

Lara Croft: Reflections finalmente surge

O rumor é bastante antigo já, desde que Lara Croft: Reflections havia sido registrado muito se especulou. O registro dizia se tratar de um jogo, sabíamos que esse título não faria sentido para a continuação de Tomb Raider, portanto muitos pensavam que poderia ser algo na linha de Guardian of Light.

A supresa se dá pelo fato de que LCR não é sequer remotamente parecido: é um jogo de cartas para iOS. Imagino que muitos tenham se decepcionado, mas certamente não é o meu caso e, junto aos outros Apps já disponíveis, me convenceu de que devo comprar um iPhone ou iPad num futuro não muito distante.
A gerente de comunidades Meagan Marie postou no fórum oficial que vão revelar mais sobre este projeto em breve, mas eu já abri um marcador específico para ele aqui e o adicionei na barra lateral. O que realmente me chamou a atenção (além de ser uma nova versão de TRCCG, embora meramente virtual), é que usaram um estilo de arte muito bacana e aparentemente estão representando diversos elementos de quase vinte anos de estrada.

Enquanto não temos um website oficial, confira a página na rede social (blah!).

Anniversary chegará as bancas em janeiro!

Há algum tempo, eu postei a relação de todos os jogos da franquia Tomb Raider que já haviam sido veículados através de publicações nacionais. Naquela época, no dia 24 de agosto para ser mais exato, eu enviei um e-mail para a revista Full Games para sugerir que a trilogia da Crystal Dynamics fosse distribuída e, dois dias depois, obtive o seguinte retorno:
Hoje, quando entrei no site da Saraiva para encomendar o Bluray de A Origem da Vida, me surpreendi novamente ao encontrar esta belezinha aqui listada para o final de janeiro. Incrível!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Antes de Zero

Eu tenho este arco, publicado nas edições #13 e #14, arquivado como Before Zero, mas uma página da Wiki sugere que o nome correto seja Jungles of Honduras. De qualquer forma, a história inicia com um prólogo independente, novamente, com Lara escalando um arranha-céus japônes para recuperar uma Estátua de Jade sob posse dos Yakuza (Legend, oi?). Num diálogo via headset com Madeline Hovan, Lara menciona o seguinte:
"Nem todos os tesouros do mundo estão escondidos em ruínas antigas, Sra. Hovan. Alguns estão em mãos humanas. O que significa que eles requerem métodos... extremos de recuperação."
Ainda não trouxe aqui para o blog, mas essa citação em particular serviu como grande parte da inspiração no desenvolvimento da expansão Urban Legends, para o CCG.

Após quase morrer em sua missão, Madeline insiste que Lara leve um parceiro para sua próxima aventura, e eis que Chase Carver retorna à equação. Em algum lugar nas florestas de Honduras, Lara tem certeza que parte dos espólios de Cristóvão Colombo estão aguardando serem recuperados. 

Chase deixa a incredulidade de lado quando ambos são emboscados por um tripulante-zumbi, portando uma espada de 500 anos com a inscrição "Nina" em seu corpo. Após lidar com o fanático remanescente da tripulação de Colombo, eles encontram um templo onde o tesouro estava, de fato, escondido no fundo de um poço.

A grande trama que ocorreu no passado entre Chase e Lara é finalmente revelada nesse arco. Enquanto namoravam, estavam em Mônaco para mergulhar em busca de um tesouro que Lara havia descoberto em um naufrágio. Como Lara não tem intenções em lucrar com os tesouros que recupera, Chase parte para o cassino e, após perder muito dinheiro de Lara, não vê outra alternativa a não ser recuperar o tesouro antes de Lara. Quando ela descobre que ele roubou o resultado de suas pesquisas, ela fica enfurecida, o quê explica a atitude demonstrada ao longo das edições em que ele apareceu.

Entretanto, nesse arco que ele quita o seu débito. Permanentemente.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Em Busca de Shangri-La

Publicada nas edições #11 e #12, Chasing Shangri-La leva Lara até o lendário "paraíso na Terra." O lugar mais fantástico do planeta, situado em algum lugar nos Himalaias, protegido do mundo exterior por uma impenetrável e perpétua névoa.

A história começa com Lara e Chase Carver roubando um helicóptero, que é derrubado perto do destino original. Durante a queda, Lara se ejeta com dois esquis e derruba o helicóptero que os perseguia, momentos antes de atingir o chão e esquiar até seu destino. Não esperaríamos nada menos de Lara Croft.

Depois, Chase retorna inexplicadamente dentro de outro helicóptero, desta vez carregando outro personagem relevante a este arco: Sra. Dennison Baker. Baker foi babá de Lara, quando criança, e o mais perto de uma família que ela teve após perder os pais. Os mistérios da cidade esquecida pelo tempo, onde pessoas não envelhecem e se curam de quaisquer doenças, transformou-a, talvez, no último recurso para salvar a vida da senhora.

Dentro da cidade, a anfitriã Mu'tin explica para Lara que os 1200 habitantes que chegaram lá eram bem vindos, e todos decidiram ficar. O que ela não revela é que os que tentaram sair se transformaram em selvagens guardiões para proteger a tranquilidade do local. Vendo que as intenções de Lara eram nobres e não colocariam a cidade em risco de exposição à violência e cultura do mundo externo, Mu'tin deixa que Lara e Chase partam, com a promessa de tomar cuidado da dona Baker.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Gaming Heads revela figura de Lara Croft

Hoje, através do blog oficial, foi revelada a nova estatueta de Lara Croft, inspirada pela arte da capa de Tomb Raider. Produzida pela Gaming Heads e medindo aproximadamente 50cm, tem seu lançamento previsto para o segundo bimestre de 2014 e será distribuída em duas versões, ambas com tiragens limitadas e preços notavelmente salgados.
Confira mais fotos no site da fabricante
A versão normal, limitada à 1000 peças, será vendida a USD 320. Já a variante, exclusivamente comercializada através do site do fabricante por USD 340, terá tiragem de 500 peças e virá munida de uma shotgun. As duas versões acompanham um certificado de autenticidade que permite que você adquira futuras peças da linha – portanto, elas existirão – com a mesma numeração.

Considerando escala, preço e modelo de distribuição, é seguro dizer que esse estúdio tomará o nicho antes ocupado pela Sideshow e suas figuras Premium – o próprio catálogo da Sideshow já deixou de listar os produtos da franquia.

As listagens claramente mencionam que as imagens são apenas ilustrativas e o produto final pode variar. As fotos promocionais, porém, demonstram uma atenção absurda aos detalhes. Com exceção do cabelo, eu achei a figura sensacional, mas o preço é um tanto desanimador. De qualquer forma, ela já pode ser reservada através da loja oficial e, a versão exclusiva, da Gaming Heads.

Ponto Morto

Dead Center é o terceiro arco das histórias em quadrinhos de Tomb Raider, publicado entre as edições #7 e #10. Desta vez, Lara Croft se vê sob a ameaça dos Midnight Squires ‒  uma sociedade secreta mais influente que qualquer corpo político do planeta.

A Excalibur, a cruz em que Cristo foi crucificado, a arma que matou JFK ‒  relíquias em posse dessa sociedade, mas nenhuma delas é tão importante quanto o Olho de Shaharettin, artefato capaz de garantir imortalidade e a habilidade de prever o futuro. É nesse momento que percebemos que não existe muita criatividade na criação de artefatos, afinal todos normalmente concedem poderes similares demais. De qualquer forma, eu devaneio.

Apesar de ser razoavelmente longa, a história permanece aberta. Lara perde o artefato para o único homem que saberia como derrotar os Midnight Squires: Samuel Quill. Samuel já pertenceu à sociedade, mas decidiu se desafilhar quando ela tomou interesse em conflitos globais. Em seu majestoso esconderijo subterrâneo, criou um verdadeiro harém. Repugnada pelo ego do homem, Lara sabe que deixar o artefato em sua posse é tão perigoso quanto os próprios Squires.

Também presentes na história estão Chase Carver, John Rivers ‒  instrutor de computação em Oxford, proficiente em quebrar sistemas de segurança ‒ , e também Madeline Hovan. Madeline chegou até Lara através de uma agência de empregos para preencher uma vaga de "assistente faz-tudo," e logo no primeiro dia já recebe um aumento de 100% por conseguir dar conta do estilo de vida Lara.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Tomb Raider chega ao iOS retexturizado

https://itunes.apple.com/app/tomb-raider-i/id663820495?ls=1&mt=8
Acho que essa notícia pegou todo mundo de surpresa. Com todo o burburinho em torno de Tomb Raider: Definitive Edition, o título original de 1996 timidamente ressurge com melhorias gráficas em formato de App para iPhone e iPad.

O jogo parece rodar de forma similar à versão de Pocket PC lançada há muito tempo atrás, portanto, acredito que a jogabilidade não tenha se traduzido tão bem quanto esperado. Considerando que está a venda por USD 1 e recebeu uma notável atualização nas texturas, sem dúvida irá agradar aos fãs.

Como um extra, os quatro níveis de Unfinished Business estão inclusos no mesmo pacote. Curiosamente, as 21 conquistas da versão aparentemente foram "recicladas" de Anniversary; confira a lista completa aqui.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Futuros Antigos e Dança da Morte

Publicada nas edições #5 e #6, apesar dos títulos diferentes, Ancient Futures e Death Dance compõem um único arco contínuo. A arqueóloga Vanessa Fenway, colega de quarto de Lara nos tempos de faculdade, fez uma impressionante descoberta em um sítio no Novo México: uma ossada de um tricerátope não só inteira, mas recente, de acordo com a datação por radiocarbono.

Neste mesmo sítio, Lara e Chase encontram uma passagem subterrânea onde diversas pinturas na parede comprovam a coexistência entre humanos e dinossauros. Caminhando através de uma densa névoa na escuridão dessa passagem, eles acidentalmente atravessam um portal que os leva diretamente a pré-história, onde Lara é recepcionada por um tiranossauro.

Chase cai sob o domínio da Pedra de Merlim, um dos muitos artefatos do feiticeiro, e é manipulado por uma estudante de Vanessa que então revela sua real identidade: Morgan le Fay. Diante da dúbia revelação, Lara alega ser "a rainha Elizabeth." Morgan explica que o artefato viajava no tempo, conforme Merlim desejasse, permitindo-lhe assim revelar quaisquer mistérios do passado e do futuro.

Assumindo que o artefato seja a causa da existência do portal, após separá-lo de Chase e antes que Vanessa seja possuída por ele, Lara o destrói e os três rapidamente fogem pelo portal antes que ele se feche ‒ deixando Morgan para trás. 

O perfil de Chase começa a tomar forma aos poucos: é revelado que ele perdeu 325 mil dólares de Lara num cassino em Mônaco. Também neste arco, uma das roupas mais legais que Lara já vestiu ‒ seja nos jogos, quadrinhos ou filmes ‒ é apresentada. 

domingo, 15 de dezembro de 2013

A Máscara da Medusa

Considerando o quão próximos estamos da reestreia de Tomb Raider em quadrinhos, agora sob o selo da Dark Horse, pensei que seria a hora ideal de reler os gibis da Top Cow. Tecnicamente, eu deveria ter iniciado pelas histórias de Witchblade & Tomb Raider, mas decidi deixá-las para o final ‒ ou, pelo menos, até o momento em que Sara Pezzini se tornar recorrente nas páginas de TR.

Assim como aconteceu no universo desenvolvido pela Paramount para os cinemas, existem algumas diferenças, principalmente na biografia de Lara. Conforme as histórias apresentarem novos factoides, vou mencioná-los aqui. Como exemplo inicial, os pais de Lara se chamam Henshingly (tal qual na biografia original) e Andrea Croft. Ambos, bem como o noivo de Lara e também o piloto, morreram no acidente de avião do qual ela foi a única sobrevivente.

A primeira história, The Medusa Mask, foi publicada entre as edições #1 e #4. Existe um pequeno e independente prólogo com Lara no Irã, recuperando o Colar de Sharaham para a embaixada do Israel, narrado por Hartford Compton, guarda-costas da família Croft. 

Logo em seguida, Lara recebe Paris D'Arseine, um velho conhecido da família, que tem interesse na lendária Máscara da Medusa. De acordo com a lenda, essa amálgama de ouro e feitiçaria era usada pela própria Medusa, concedendo grandes poderes como o olhar da morte, e desapareceu em 1505 quando o galeão espanhol no qual estava naufragou durante uma tempestade no meio do Atlântico.

Ao longo da busca, Lara cruza caminhos com Chase Carver, um caçador de tesouros com a mesma aptidão que ela. Um namoro prévio (de dois meses) permite diálogos cômicos entre os dois, mas Lara não cansa de descrever ele como mentiroso e ladrão. O que esperar de alguém cujo lema de vida é "fuja, fuja e viva para amar outro dia," afinal?

A grande reviravolta da história é que o grande salvador de Lara, Compton, estava tentando matá-la desde o início. Sabotando o avião e matando toda a família, ele teria herdado toda a fortuna dos Croft, mas, para seu desgosto, Lara sobreviveu.

Pensamento aleatório: galeão espanhol. Curiosa coincidência?

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

The Angel of Darkness, 10 anos depois

Aproveitando o gancho da última postagem, mais Angel of Darkness. Em junho deste ano, o jogo completou seu 10º aniversário e, na ocasião, o compositor Peter Connelly divulgou uma cena (não finalizada) que foi cortada da versão final. A cena mostra um diálogo entre Lara e Putai ‒  personagem completamente eliminada do jogo.


Complementando, vou apresentar aqui dois projetos diferentes, ambos feitos de fãs para fãs. O primeiro deles é recente, com programadores fazendo uma espécie de engenharia reversa para tentar corrigir problemas do jogo. Tenho a sensação de que a cada novo dia, um pequeno passo é dado, mas é difícil imaginar até onde eles podem chegar.

É fenomenal a curiosidade e disposição que estes fãs possuem. AOD infelizmente é um jogo praguejado com falhas, mas mesmo a correção das mais simples e básicas delas lhe dá um novo aspecto. Devo admitir que ver Lara se movimentando em uma velocidade aceitável até mesmo desperta uma certa vontade em revisitá-lo.

Já o outro projeto até conta com a motivação de algumas pessoas que trabalharam no próprio AOD, mas, sendo bastante honesto, eu não coloco muita fé nele. Não que eu não queira que ele saia do papel; simplesmente não parece plausível considerando seu escopo, embora o interesse exista. De qualquer forma, espero que provem que eu estou enganado.
http://www.thelostdominion.com/
The Lost Dominion é o título que a continuação de AOD teria recebido, e é sob esse mesmo título que um grupo pretende retomar sua continuidade. Pelo que eu absorvi, é um projeto do Level Editor e, também, uma versão literária. Numa previsão extremamente otimista, acredito que ainda esperaremos (muitos) anos até que algo palpável seja disponibilizado, mas já podemos conferir algumas amostras da trilha sonora:

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Adaptação literária de Angel of Darkness

http://jrmilward.co.uk/
Em dezembro do ano passado, a fã inglesa Jenni Milward ‒  também conhecida como Greenkey2 ‒  publicou, através do Advent Calendar, um ambicioso projeto: uma adaptação literária (não despego mais desse termo) de Angel of Darkness

Da mesma forma que The Lost Cult, este trabalho é escrito todo em primeira pessoa, do ponto de vista de Lara e, da mesma forma, Kurtis. AOD nunca esteve entre os meus jogos preferidos da série e, portanto, é o que eu menos joguei. Mesmo assim, o trabalho conseguiu me fazer relembrar ambientes, cenas e diálogos: minha leitura foi permeada por uma surpreendente nostalgia.

Eu pretendia fazer uma postagem minuciosa destre trabalho, de forma similar às anotações que fiz sobre os livros oficiais, porém, não consegui reunir material o suficiente para isso. É verdade que, em momentos, passa a impressão de um guia de estratégia glorificado, mas o trabalho cumpre ‒  e muito bem ‒  o propósito de narrar a aventura.

Para manter a narrativa constante, a autora tomou certas licenças criativas, a mais notável sendo a inclusão de Margaret, uma persistente voz interior. Isso é válido para Kurtis também: de alguma forma, o Chirugai se apresenta como uma entidade consciente, capaz de projetar observações a seu portador.

O principal intuito da autora, porém, era tentar amenizar alguns problemas que o roteiro sofreu com os inúmeros cortes que o jogo teve. Não são poucas às referências à Putai e o tempo de reclusão de Lara após sua suposta morte no Egito, por exemplo, e até mesmo Luther Rouzic é mencionado. 

Enfim, eu não tenho o costume de ler fanfics, mas pude apreciar esta excelente adaptação e, portanto, recomendo ‒  especialmente para os fãs ardorosos de AOD. 321 páginas.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Tomb Raider: Definitive Edition revelada

O rumor já existia há algum tempo, mas logo nos primeiros minutos da VGX 2013 tivemos a oportunidade de assistir à estreia mundial da Definitive Edition de Tomb Raider. A fabulosa nova arte já pode ser usada como papel de parede, disponível em diferentes resoluções no Flickr oficial.


O jogo essencialmente é o mesmo, porém remasterizado para a nova geração de consoles, com diversos novos efeitos gráficos e também a tecnologia TressFX, anteriormente possível somente na versão PC. A listagem do jogo na Amazon menciona que o jogo virá acompanhado de todos os DLCs lançados, bem como cópias digitais de um artbook e da história em quadrinhos The Beginning
Com versões para PlayStation 4 e Xbox One, quem fizer a pré-compra também receberá um novo artbook com artes inéditas. Se seguirem a mesma política de lançamento que usaram na última vez, imagino que existirão diferentes ofertas de bônus dependendo da rede em que você comprar, então vamos aguardar possíveis anúncios para os próximos dias.

Paralelo à isso, a Amazon também lista a edição Game of the Year para PS3 e X360. A arte da capa, aparentemente, será a mesma para confundir consumidores menos atentos, mas trata-se de uma versão do jogo com todos os DLCs ‒ obviamente sem as melhorias gráficas da nova geração.

As duas versões devem chegar ao mercado em 28 de janeiro do ano que vem. Eu quero acreditar que esse relançamento serve apenas para preparar terreno para a continuação, da qual ainda não temos notícias concretas. Mesmo Lara Croft: Reflections ainda permanece uma incógnita.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Pré-venda de arte Reborn autografada

Dentre os primeiros produtos presentes no mix da Tomb Raider Store, estavam uma série de artes, incluindo a arte Reborn, de Sam Spratt, que acabou sendo uma das primeiras a esgotar. Quem não conseguiu adquiri-la na ocasião hoje recebe uma nova chance: a mesma arte entrou em pré-venda  numa tiragem autografada, limitada à apenas 250 peças.
http://www.tombraiderstore.com/reborn-lithograph.html
Não fosse o frete para o Brasil fixo em USD 44 (efetivamente dobrando o valor da peça, quadruplicando quando convertido monetariamente e inevitavelmente octuplicando quando cair nas garras da receita federal), eu teria reservado a minha, mas, como acabei excedendo a cota nos últimos meses, vou ter que deixar a oportunidade passar ‒ uma segunda vez. Pena.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Bluray de A Origem da Vida no Brasil

Eu estava pesquisando um presente de natal para meu sobrinho, mas fiquei bastante feliz ao encontrar o bluray nacional de Lara Croft: Tomb Raider - The Cradle of Life listado. De acordo com a rede Saraiva, o disco deve ser lançado na próxima semana, no dia 10 de dezembro. Presente ideal, alguém?

Como não tenho o costume de visitar sites de lojas brasileiras, achei conveniente compartilhar. O bluray de LCTRCOL saiu em outubro nos Estados Unidos e eu até mesmo cogitei importar uma cópia, uma vez que, ao tentar contato com a distribuidora nacional, não consegui uma resposta concreta sobre a possibilidade de seu lançamento por aqui.

sábado, 30 de novembro de 2013

Tomb Raider e você

30. Qual o impacto que a franquia causou em sua vida?
Chegamos ao final do Desafio dos 30 com, provavelmente, a pergunta mais complicada de ser respondida. Complicada pois, por mais que tente, sou incapaz de encontrar os termos corretos para descrever o quão importante Tomb Raider já foi, e ainda é, para mim.

Sinceramente, a pergunta inspira ainda outros questionamentos. Como eu seria se não tivesse tido nenhum contato com a franquia? Quanto de minha compulsão nativa contribuiu para o engrandecimento da importância de Lara Croft em minha vida? Como seria a vida sem TR? Será que ela ainda valeria a pena?

Enfim, para não continuar escapando por uma tangente: o impacto é muito maior do que qualquer pessoa, inclusive eu, poderia ter imaginado. Parafraseando Angelina Jolie, TR mudou minha vida para sempre.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Tomb Raider de bolso

29. Você jogou algum Tomb Raider para consoles portáteis ou celulares?
Com certeza! Eu tenho excelentes memórias da trilogia original para Gameboy (Nightmare Stone, Curse of the Sword e The Prophecy), assim como a versão para Nintendo DS de Underworld. As duas versões portáteis de Legend que joguei (GBA e NDS) não me agradaram, mas valeu a pena conferi-las tão somente para verificar como foram adaptadas. Infelizmente, não tive a oportunidade de conferir nem TRL e nem Anniversary no PSP. 

Por outro lado, os jogos para celular eram (de certa forma) decepcionantes. O melhor deles, na minha opinião, é o Puzzle Paradox. Os demais jogos oferecem aventuras interessantes, mas tornam-se cansativos de jogar por causa do mapeamento dos botões, independente se são jogados num aparelho ou num emulador. Tecnicamente, nessa categoria entram TR1 para NGage e Guardian of Light de iOS, que também não pude conferir.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Segredos, Time Trials e conquistas

28. Nos jogos, você cumpre todas as metas e desafios propostos?
Sim, e não só em Tomb Raider; eu sou um "completista" por natureza. Nos jogos da Core Design, admito que alguns dos segredos eram um tanto obscuros e praticamente impossíveis de se encontrar sem um bom guia por perto. Já os jogos da Crystal Dynamics eram (muito) mais fáceis nesse sentido, a possibilidade de retornar para as fases para buscar quaisquer artefatos deixados para trás também era um bônus.

Legend e Anniversary foram os únicos jogos que contaram com Time Trials, e, embora muitos fãs tenham as considerado uma desvirtuação da franquia, eu adorei. Em algum momento se tornou cansativo, mas explorar as possibilidades em busca de um tempo cada vez menor era uma ótima forma de prolongar a vida útil do jogo. Para os outros jogos existe a possibilidade de speed run, mas embora seja capaz de passar por eles rapidamente, nunca jogaria no ritmo proposto pela modalidade.

Por fim, conquistas e troféus devem figurar entre os maiores engodos já vistos na história dos videogames. Muitas pessoas não se importam com eles, mas o simples fato que ficam vinculados a um perfil global sempre me fez buscar as marcas de 100%. Isso nem sempre é possível, obviamente, mas no caso de TR ‒ exceto o que tange o sofrível multiplayer ‒ sempre me desdobrei com prazer.

No PS3 a meta foi atingida e é mantida há tempos, mas no Xbox 360 e Steam não consigo me dedicar ao multiplayer. Seja pela exigência de Gold, seja pela falta de jogadores.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Criação de fã favorita

Sim, eu sei. Esta postagem vem com exatamente um ano de atraso, e isso é intencional. Foi escrita em meados de setembro, mas enfim, existem situações e situações. Como o novo Tomb Raider foi lançado neste período, tive que reformular algumas perguntas e reaproveitar outras da segunda edição do desafio, portanto essa finaleira vai ser levemente diferente do que rodou outros blogs de fãs.

27. Qualquer que seja o formato, qual sua criação favorita feita por um fã?
Esta é uma pergunta bastante difícil de responder por uma série de motivos. O principal deles sendo que a franquia conta com inúmeros fãs talentosos, em praticamente qualquer área que se pode imaginar. Escolher apenas um trabalho seria um crime, já que a quantidade de trabalhos excepcionais é absurda, mas vou postar aqui as mais memoráveis. Sim, estou ciente que a pergunta é no singular, mas como disse, seria impossível.

Vamos começar pelo projeto que ilustra a postagem. The Beginning é um nível que está (estava?) sendo produzido com o Level Editor há bastante tempo. De lá para cá, inspirou inúmeras outras criações, algumas delas igualmente intrigantes. The Beginning, porém, para mim, sempre será um marco. Eu possuo uma das versões beta do projeto e posso afirmar que passear por ela é uma sensação única. A versão de demonstração é um bom aperitivo, se você ainda não conferiu.

Entrando na parte de fanfilms. Muitos fãs torceram o nariz, mas eu levarei Tears of the Dragon para sempre comigo. O resultado final pode não ter sido tão bom quanto desejado, mas ainda diverte, e ter visto o projeto crescer e eventualmente chegar ao fim, colaborando dentro das minhas próprias capacidades, também foi algo único.

A área musical é menos abrangente que as demais, mas também conta com tributos sensacionais. O mais recente em minha cabeça é uma releitura do tema principal de TR1, com instrumentos de heavy metal. A combinação pode parecer estranha à primeira vista, mas essa combinação fez maravilhas no projeto Metroid Metal, e embora tenhamos apenas uma música de TR no estilo, é o suficiente para causar calafrios.

Chegando às artes... eis o ponto crucial. É impossível escolher tão somente porque existe uma galeria virtualmente infinita de bons trabalhos. Esse número foi exponenciado quando um fã desenvolveu a ferramenta XNA Lara: fãs mais dedicados (e providos das habilidades para isso) posam a personagem no programa e então a exportam para renderizar em aplicativos profissionais, depois fazendo a arte final com um aplicativo como Photoshop. Volta e meia, me pego navegando pela deviantART apreciando os trabalhos.

Para encerrar, existem alguns outros tributos em vídeo (normalmente GMVs), mas este trabalho em particular é sensacional ‒ e não digo isso por ser fã do universo de Matrix. Este fã usou os modelos de Underworld e recriou a batalha entre Neo e Seraph. Não deixe de conferir repetidamente!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Caçadora de Relíquias

Ao longo dos últimos meses, eu estive assistindo aos episódios do seriado Relic Hunter, conhecido no Brasil como Caçadora de Relíquias. Há muito tempo atrás, eu lembro de ter assistido a alguns episódios na TV aberta após indicações de amigos, mas eu tenho o péssimo hábito de sempre perder horários da programação. O pouco que vi, entretanto, despertou minha curiosidade.

Não sei dizer se um box oficial chegou a ser lançado aqui no Brasil, mas, graças à internet (e um download de 22GB), finalmente consegui assistir a todas as três temporadas. O seriado, claramente inspirado por Tomb Raider, foi ao ar entre os anos de 1999 e 2002 ‒ tempos áureos da franquia de Lara Croft.

A série é protagonizada pela americana Sydney Fox (Tia Carrere), renomada professora de história na universidade Trinity, que está sempre viajando ao redor do mundo para recuperar tesouros perdidos. Ela não é grande fã de formalidades e não tem dificuldade alguma para resolver quaisquer situações que exijam preparo físico: mais especificamente, lutas corpo-a-corpo.

Em contrapartida, seu assistente inglês Nigel Bailey (Christien Anholt) é bastante desengonçado e, por vezes, deveras ingênuo. Quase sempre acompanha Sydney nas expedições, normalmente invertendo o paradigma da donzela em perigo. Grande parte do humor do seriado vem de Nigel e, também de Claudia (Lindy Booth), secretária que não tem interesse algum por história ‒ a menos que um potencial interesse amoroso esteja envolvido.


Na terceira temporada, Claudia sai do elenco e dá lugar para Karen Petrushky (Tanja Reichert). Karen é um tanto mais "agressiva," digamos, e se destaca por seu excelente trabalho como secretária. Entretanto, tem ainda menos tempo de tela do que Claudia tinha, normalmente aparecendo apenas nos epílogos dos episódios. Embora nunca leve à lugar algum, ela costuma lançar indiretas para Nigel com frequência, mas na minha opinião o relacionamento entre Nigel e Claudia era mais divertido.

Os capítulos têm uma estrutura bastante básica e que acaba, de certa forma, cansando um pouco. Começam com um flashback, mostrando a relíquia em questão na época em que era usada. Depois, nos dias atuais, o assunto chega até Sydney geralmente com um pedido para que seja recuperado e ela parte para os confins do mundo. Ao longo do caminho, normalmente, rola uma traição e a eventual luta pela posse do artefato. Não é difícil prever quem vence.

Entretanto, eu gostei bastante. A variedade de artefatos, a constante mudança de épocas e ambientações, as interações entre os personagens... Juntos, tudo funciona muito bem como uma diversão que não se leva à sério demais. TR quebrou a barreira dos games, mas não sei se teria feito sucesso no formato de série em live action. Na verdade, acredito que nem mesmo Re\Visioned tenha sido tão popular quanto merecia, infelizmente.

domingo, 24 de novembro de 2013

Um passeio pela Área 51

Visitantes do blog que acompanhavam a gloriosa revista Ação Games talvez reconheçam o título desta postagem: trata-se de um subtítulo usado num preview de Adventures of Lara Croft, com base numa versão de demonstração enviada à redação. A matéria foi publicada na edição n.133.

Ainda nos idos do fórum Lara's Home, lembro que procurava esta versão para baixar tão somente para tê-la, e também por ser uma demo da Area 51, complementando as versões PC que são dos níveis Jungle Ruins e Coastal Village. Não tive sucesso na ocasião, mas, para minha felicidade, anos mais tarde ela foi disponibilizada no TRF.

Ontem à noite, após uma tediosa jogatina de Ico, decidi relaxar finalmente conferindo essa demonstração. Tive certas dificuldades para configurar o emulador (estou ficando velho), mas valeu a pena. As diferenças são poucas, mais notáveis nas armas e nas animações introduzidas em TR3. O nível acaba com Lara saltando sobre uma cerca, ao invés de recuperar o artefato dentro da espaçonave.

O forumite Roli gravou um vídeo completo dessa mesma versão que você pode conferir aqui. E, em tempo, novembro de 2013 marca o 15º aniversário de TR3.

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