segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

No Good Deed

"Já era hora de começar um novo capítulo."
No Good Deed, primeiro episódio da segunda temporada de The Legend of Lara Croft, começa com um novo resgate à Sam. Sim, você não leu errado. Apesar do que o final da temporada anterior pudesse sugerir, é algo bem rápido: Lara invade o cativeiro na Rússia e, ao melhor estilo Batman (assim como fez no teaser de Catalyst, aliás), usa as sombras para ganhar uma vantagem estratégica contra os mercenários. Enquanto engaja em combate corporal, sem matar nenhum dos seus oponentes, ela recebe a ajuda inesperada de uma elegante e desconhecida mulher, que não é tão complacente com os mercenários.

Enquanto se recompõem em uma cabana de caçadores, Lara tenta assumir a responsabilidade pelo que aconteceu mas Sam rapidamente descarta essa ideia. Ela estava investigando uma série de falsificações e acabou encontrando uma história mais interessante: relíquias inestimáveis estavam desaparecendo ao redor do mundo, mas nenhum museu estava relatando os furtos. Sam voou perto demais do sol, pois toda suas gravações e pesquisa foram tomadas quando ela foi capturada, mas ela supõe que é uma mesma pessoa por trás de todos esses roubos.
 
Nenhuma das duas sabe de onde surgiu a mulher misteriosa. Questionada, ela se apresenta como Fig e diz que é empregada de uma mulher muito interessada em "colaborar" com as duas. Elas então são escoltadas até um luxuoso arquipélago onde fica a base da Pithos, uma iniciativa filantrópica de uma milionária chamada Mila, cuja premissa é de "salvar o mundo".
 


Mila esclarece que Fig estava rastreando uma pintura de sua coleção particular, herança de sua bisavó, e que agora acredita em destino já que Fig não recuperou a pintura, mas encontrou Lara e Sam ao invés. Ela elogia os documentários produzidos por Sam, e então convence Lara de que arqueologia ética é o caminho para o futuro — devolver artefatos às suas culturas de origem, ao invés de roubá-los para si. (Exatamente o oposto que o infâme Richard Croft fazia.)

Detentora de recursos praticamente infinitos, Mila mima Sam com novas filmadoras com tecnologia de ponta, e oferece equipes de escavadores e pesquisadores, com a mesma mentalidade, para trabalharem com Lara. Realçando que não trabalha por dinheiro, Lara recusa.

Mila usa essa brecha para citar uma máscara de Benim, que foi transportada à força (leia-se: escravidão) para a América do Sul no século XVIII, e seu último registro conhecido é uma menção no diário de um missionário espanhol na Colômbia. Enquanto Lara pondera sobre as reais intenções de Mila, a mulher oferece um convite para um futuro baile de caridade organizado pela Pithos.

De volta a Londres, Lara estraga a diversão de seus amigos ao resolver uma escape room em tempo recorde. Na Mansão Croft, enquanto bebem e comem as melhores porções de batata-frita da cidade, Zip testa sua câmera-drone Pamella enquanto Lara, extramemente competitiva, faz uma pontuação perfeita num jogo de dados contra Abby. Após seus amigos se retirarem, Lara pesquisa os registros da coleção dos Croft em busca da máscara. 
 


Bingo: a Máscara de Ocô foi encontrada por seu pai, na Colômbia, em 1976. Como ela havia doado (quase) todos os artefatos para o Museu Britânico, ela tenta convencer o curador de que o artefato deve ser devolvido a sua cultura de origem. O curador descarta a ideia, dizendo que o museu se considera um órgão "protetor do mundo", e relembra que Lara abriu mão da posse dos artefatos. Isso significa que ela precisa reaver o artefato de outra forma, e, para isso, ela invade o museu à noite e usa suas invejáveis acrobacias para navegar por entre os sensores laser.

Uma câmara secreta em Pithos intriga Lara; quando vai entregar a máscara em mãos para Mila ela avista um tridente antigo sendo analisado por diversos cientistas. Mila agradece o artefato inestimável, e fala que o mundo precisa de "protetores" como elas. A palavra dispara um gatilho instantâneo em Lara — exatamente a mesma descrição que o curador havia usado —, e ela passa a desconfiar ainda mais das reais intenções de Mila. 
 
Por precaução, ela havia colocado um rastreador GPS no artefato e, desta forma, pode seguir Mila até um vilarejo na Colômbia. Sua impressão inicial, de que a milionária estava devolvendo o artefato aos camponeses, cai por terra quando Mila decide usar a máscara ao invés. Ao apunhalar Ocô com uma faca, ela sente o poder da divindade em suas próprias veias conforme o homem sangra até a morte. Quando ele finalmente morre, ela absorve sua essência vital e destrói completamente o vilarejo invocando raízes gigantescas da terra.

Lara observa, de longe, horrorizada. Nenhuma boa ação passa impune, de fato.

  • A primeira coisa que chama a atenção na segunda temporada está logo nas vinhetas de abertura: a flecha foi substituída por dois disparos simultâneos das pistolas. É um detalhe pequeno, mas que certamente não passa despercebido (a menos que você clique em "pular abertura", obviamente).
  • Esse episódio introduz a primeira das máscaras de Orixás, no caso é de Ocô: divindade da agricultura, ligado à colheita e fertilidade. Em LOLC, os orixás são representados como seres humanos, vivendo como pessoas comuns, mas cujos poderes dependem do uso da máscara atribuída a cada um deles. Para Mila tomar o poder para si, ela precisa eliminar o detentor original da máscara.
  • Reintroduzir Sam como uma vítima chega a ser clichê a essa altura, mas é seguro considerar que tanto The Ten Thousand Immortals quanto as histórias em quadrinhos da Dark Horse foram (corretamente) ignoradas. Isso abre ainda mais brechas para colocar a tal unificação em cheque, mas como a primeira temporada de LOLC já contradizia eventos da própria trilogia Survivor, minha recomendação é de aproveitar a série como uma história própria e auto-contida, da mesma forma que as demais aventuras transmidiáticas de Lara Croft. Com trinta anos de história, um cânone único com tantas mídias paralelas é inviável.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Ranking de Tomb Raider segundo MetaCritic

No mês passado, eu trouxe ao blog os recordes que a franquia Tomb Raider ostenta, conforme registros no livro Guinness World Records: Gamer's Edition 2026. Em um deles, o livro cita qual jogo possui a melhor média da crítica, e, na ocasião, eu disse que pretendia comentar isso no futuro.
 
Verdade seja dita, esse é o tipo de artigo que, vira e mexe, todo e qualquer portal de notícias decide fazer em busca de engajamento, então é muito provável que você já tenha acessado um artigo similar, seja em tempos recentes ou não. (Mas, de qualquer forma, serve como um bom pretexto para montar uma postagem dedicada aos 30 anos da franquia.)

Sem maiores delongas, vamos ao top 10 de acordo com as médias agregadas pelo MetaCritic:
  1. Tomb Raider (1996): 91
  2. Rise of the Tomb Raider (2015): 88
  3. Tomb Raider (2013): 86
  4. Tomb Raider II (1997): 85
  5. Lara Croft and the Guardian of Light (2010): 85
  6. Lara Croft Go (2015): 83
  7. Tomb Raider: Legend (2006): 80
  8. Tomb Raider: Anniversary (2007): 77
  9. Tomb Raider: Underworld (2008): 76
  10. Tomb Raider III: The Adventures of Lara Croft (1998): 76
Essas médias foram consultadas em 11 de janeiro (peço desculpas pela demora na formulação do artigo; existe uma quantidade limitada de horas livres em cada dia...), mas agora vou tentar explicar os motivos pelos quais você jamais deve considerar essa, ou qualquer outra, uma listagem definitiva.

Em primeiro lugar, é até desnecessário dizer isso, mas opiniões são sempre subjetivas. Independente se é de um jogador casual, de um fã de longa data, ou de um jornalista especializado, uma opinião é formada com base em expectativas e experiências individuais, portanto, não existe uma "opinião correta". O mesmo se aplica aqui, o seu jogo favorito continuará sendo o seu jogo favorito — e o mundo que lide com isso.

Com isso em mente, você deve estar se questionando o motivo para trazer essa listagem ao blog. Existe um ponto crucial e relevante que os portais que buscam engajamento provavelmente não citam: o MetaCritic foi fundado em 2001. Ou seja, todos os jogos da era clássica foram lançados antes do portal sequer existir, então análises publicadas pela mídia especializada — que, na época, em sua maior parte tomava forma de revistas impressas — não são contabilizadas.

Isso é fácil exemplificar: a média de Shadow, o último jogo da série principal, considera 63 críticos, mas, somando-se as diferentes plataformas nas quais o jogo foi lançado, são mais de 150 análises agregadas. TR1, que encabeça o ranking, tem apenas 13 análises tardias — e, francamente falando, se fôssemos contabilizar as notas que o jogo recebia em 1996, a média provavelmente seria mais alta, por fatores como a inegável influência que o jogo teve na transição de jogos de 2D para 3D.

Além disso, em se tratando de nossa franquia em particular, o MetaCritic tem uma lacuna imperdoável: The Last Revelation não possui uma média agregada. É o jogo favorito de muitos dos fãs e, também, o primeiro jogo no qual a Core Design resolveu desenvolver melhor a história do jogo, mas, como expliquei acima, as análises que o jogo recebeu estão presas em revistas ou, talvez, nos portais da época que porventura ainda existam, mas que não foram enviadas retroativamente aos agregadores.
 
Outro ponto que devemos levar em consideração é que existem registros separados para relançamentos e, em alguns casos, até mesmo para os pacotes de DLC. Ou seja, Rise tem uma média levemente mais alta em sua versão 20 Year Celebration quando comparada à primeira edição para Xbox One, e, por algum motivo, Baba Yaga: The Temple of the Witch tem uma página própria. Essa prática é ainda pior no outro agregador (OpenCritic), de tal forma que eu desisti completamente da ideia de compilar uma listagem paralela para calcular as médias entre os dois portais.

Não tenho certeza de qual o impacto que isso pode ter nas médias agregadas, mas, em certos casos, os registros combinam diferentes plataformas: TRU reúne na mesma página as versões de Nintendo DS e Xbox 360, por exemplo, e o próprio TR1 traz análises de sua versão para Android. No primeiro caso, são jogos completamente diferentes entre si; e no segundo, em 2015 a jogabilidade clássica já era considerada defasada pelos padrões da indústria e não se adaptava bem na tela de touchscreen, resultando em notas muito menores do que o jogo recebia em 1996.

Por fim, o número de análises certamente influencia a média. Se um jogo consegue manter uma média alta com um número de análises igualmente alto, significa que há uma certa unanimidade ali — mas, novamente, não deixe de amar Angel of Darkness caso seja seu jogo favorito. Historicamente falando, existe um viés que torna nossa franquia alvo de comentários como "medianos" ou "medíocres", mesmo que nunca seja o caso. Quando um veículo ousa compartilhar uma análise que não seja consistente com outras análises do mesmo jogo, os próprios leitores fazem questão de destacar e rechaçar tal opinião. Vivemos numa sociedade onde o ódio une as pessoas...

Eu ainda não estipulei um formato, mas há tempos pretendo trazer ao blog minha coleção de recortes de revistas. O pretexto do trigésimo aniversário parece o momento ideal para fazer isso, e agora sei que devo dar um destaque especial para as análises que a mídia impressa nacional publicava quando os jogos eram lançados. Tenho certeza que o "ranking" é bem diferente do contido nesta postagem

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Shark Robot anuncia novos itens colecionáveis

A celebração dos 30 anos de Tomb Raider pretende captar até o último centavo em sua carteira.

Aproveitando a data de aniversário de Lara Croft, que celebra 28 anos pela trigésima vez hoje, a Flying Wild Hog compartilhou uma nova e fofa arte. Mas, como o capitalismo não pára, uma série de novos itens colecionáveis foi acrescentada ao mix de produtos da distribuidora Shark Robot.

Entre as novidades, temos cards metálicos representando as três diferentes eras (USD 20 cada); quatro novos displays de acrílico usando as artes de #TR30 (USD 24 cada); um boné (USD 25); novos designs para camisetas e moletons; e um pôster inspirado por Dagger of Xian, disponível em papel nas medidas de 45x60cm (USD 15) ou sublimado em um painel metálico medindo 40x50cm (USD 50).

Gostaria de colocar as mãos nos cards, mas como essa loja não envia para o Brasil, permanecerão na lista de desejos até segunda ordem. Em tempo, a loja oficial oferece 10% de desconto em todo seu inventário até o final de fevereiro (o custo de frete aumentou, aliás, desde minha primeira compra), mas, novamente, itens provenientes da Shark Robot não são despachados para o Brasil.

Feliz Aniversário, Lara Croft!

Arte de @HenrysArtss

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Relic Run recebe novos itens cosméticos

Para celebrar o aniversário de Lara Croft, que coincide com o Dia de São Valentim — o equivalente do nosso Dia dos Namorados —, a Deca Games liberou uma nova atualização de versão para Relic Run. Sim, o jogo de 2015 está mais vivo que o pobre Reloaded... 
 
De qualquer forma, para tal ocasião, uma nova skin para as submetralhadoras pode ser obtida pela bagatela de 399 gemas. É a única arma com três opções de skins, ao passo que todas as outras armas possuem apenas variantes douradas (que valem mais do que dinheiro).
 
Mas isso não é tudo. Por algum motivo, quando eu fui conferir pessoalmente, o meu jogo carregou um traje inédito e que ainda não parece estar liberado de forma legítima no jogo. Suspeito que a Chinese New Year Suit, uma nova variante da Stealth Suit, será liberada no decorrer dos próximos dias, já que o Ano Novo Chinês ocorre a partir de 17 de fevereiro. Mas, por motivos de TOC, já indexei o belo traje na respectiva postagem que mantenho aqui no blog Raider Daze.

O design da tela de trajes agora permite "rolar" as variantes, então suspeito que veremos ainda mais trajes novos no futuro. Apenas espero que fiquem disponíveis permanentemente — por algum motivo, uma das variantes do traje padrão não está disponível neste momento, por exemplo, e o Santa Outfit novamente foi removido. Espero que essa skin de armas perdure além da sazonalidade.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Remaster e novo Legacy of Kain são revelados


Durante a apresentação State of Play de hoje, uma nova remasterização do catálogo da Crystal Dynamics foi revelada: trata-se de Legacy of Kain: Defiance Remastered, que chega às plataformas atuais em 3 de março, sob reponsabilidade do estúdio PlayEveryWare.

O título foi lançado originalmente para PlayStation 2 no ano de 2003 e marca o início de um longo torpor da franquia, uma vez que durante as duas décadas seguintes o estúdio esteve quase que integralmente focado em jogos para a franquia Tomb Raider.

Essa situação somente mudou quando a Embracer entrou na jogada. No decorrer dos últimos três anos, os dois Blood Omen, protagonizados por Kain, foram disponibilizados através da retrocompatibilidade no PlayStation; enquanto que os dois Soul Reaver, protagonizados por Raziel, foram remasterizados pelos mesmos estúdios de I-III Remastered.
 
Projetos paralelos, como quadrinhos e uma enciclopédia, têm sido anunciados, e o trailer acima cita que Legacy of Kain: Ascendance, um título inédito de progressão lateral em pixel art, será lançado em 31 de março. Ou seja, é seguro presumir que os vampiros estão definitivamente saindo das sombras...
 
 
Pretendo conferir ambos assim que possível, mas quero aproveitar essa deixa para lembrar que Defiance havia sido adicionado ao catálogo de PS2 Classics em setembro do ano passado, e, agora, recebe o tratamento adequado de remasterização com direito a extras inéditos, inclusive o protótipo de uma continuação que foi cancelada antes mesmo de ser anunciada. Ou seja, não existe qualquer impedimento para tornar o necessário L-A-U Remastered uma realidade...

Dark Horse revela nova estatueta de TR1

A Dark Horse Direct revelou hoje uma nova figura de luxo inspirada por uma das artes mais clássicas de Atlantean Scion, na qual Lara Croft está escorada em sua Norton Streetfighter na frente da Mansão Croft.

A estatueta mede 22cm de altura e já encontra-se em pré-venda, com envio estimado entre os meses de outubro e dezembro deste ano. Dando continuidade ao tema central das celebrações de 30 anos da franquia (ou seja, direcionada para a elite nos países de primeiro mundo), terá uma tiragem bem limitada — apenas 500 peças —, ao preço risível de USD 250. Adicione frete e taxas de importação e estamos falando de aproximadamente BRL 2500(!). 

Sonhar, entretanto, ainda não custa nada. (Chorar, também não.)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Curiosidade: Alinhamento planetário em breve

Neste verão, os planetas irão se alinhar...

Se você pode tolerar tablóides publicando três a quatro notícias sem qualquer substância a partir de um único parágrafo de informação, ou influenciadores ganhando a vida com vídeos de reação ou conteúdos similares que não exigem qualquer tipo de esforço, certamente pode indulgenciar uma anedota simplória deste modesto blogueiro.

Em uma curiosa coincidência com o iminente aniversário de 25 anos de Lara Croft: Tomb Raider, o primeiro filme da franquia, protagonizado por Angelina Jolie, os planetas irão se alinhar — e será possível observar parte do fenômeno a olho nu!
 
O desfile dos astros não será completo, mas Mercúrio, Vênus, Saturno, Júpiter, Urano, e Netuno surgirão no horizonte após o pôr do sol no dia 28 de fevereiro. É um evento pouco comum, e quatro dos planetas poderão ser avistados como corpos celestiais brilhantes sem o uso de telescópios, assumindo que as condições climáticas sejam favoráveis na ocasião. 
 
Obviamente, não espere por algo perfeito como visto no filme, mas observar tais pontos luminosos dispersos no céu, há milhares de anos-luz de distância, é um bom lembrete da real insignificância da arrogante espécie humana. Não somos nada. 
 
Olhe para cima.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Sophie Turner avistada como Lara Croft em set

Enquanto não tivermos um trailer oficial, imagino que notícias como essa serão corriqueiras — ou melhor dizendo, assim eu espero. 
 
Sequer temos uma data prevista para a estreia neste momento, mas, como as gravações da série live-action de Tomb Raider para Prime Video estão em andamento no condado de Surrey, na Inglaterra, era uma mera questão de tempo até que alguém avistasse Sophie Turner, escalada como a protagonista Lara Croft, nos sets de gravação.

Os tablóides capturaram, em fotos e vídeos, alguns breves momentos. O traje da aventureira é bem elaborado, algo similar ao que víamos durante a era Legend (com uma pitada de Re\Visioned, em minha opinião), e nos vídeos podemos ver Sophie aterrissando de pára-quedas em um riacho e, posteriormente, caminhando por entre um bosque tomado por neblina e névoa.
 
Vai ser uma longa espera, mas é tão bom ver tantas coisas bacanas da franquia finalmente acontecendo. As definições de "razões para viver" foram atualizadas. 
 
 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Um pouco sobre o Tomb Raider da Virtuos

Eu nunca trouxe ao blog nada sobre este projeto em particular pois, francamente, nada se sabia sobre ele. Ainda hoje é uma incógnita em muitos quesitos e sua própria existência pode (e deve) ser questionada, mas, com o recente anúncio de Legacy of Atlantis, acho válido manter um registro das poucas informações dispersas na internet — e me parece um bom argumento para um artigo especial para o trigésimo aniversário da franquia.
 
Comecemos pelos fatos. 
 
Em setembro de 2021, ocorreu um vazamento por parte da nVidia sobre uma variedade de jogos que seriam disponibilizados através do serviço de streaming GeForce Now, mas que, até aquele momento, não haviam sido anunciados formalmente. A saber, muitos dos títulos listados naquela relação foram posteriormente confirmados e deixaram de ser meros rumores. Não foi o caso do título que despertava a curiosidade de nossa bolha em particular: Tomb Raider: 25th Anniversary.
 
Um registro com esse mesmo nome existiu, brevemente, no site de imprensa da Square Enix, mas não indicava qualquer plataforma e logo depois foi editado para servir como um agregador de anúncios e respectivos arquivos de mídia para a campanha de aniversário #TR25.
 
Pois bem, agora entramos no território de rumores e de especulação.
 
De acordo com informações obtidas pelo fansite chinês gmly.info (compartilhadas pelo fansite World of Tomb Raider), após o lançamento de Shadow, a Crystal Dynamics sabia que o próximo jogo da série (que hoje conhecemos como Catalyst) precisaria mais tempo para sair do papel — eles estavam ativamente desenvolvendo Marvel's Avengers na época —, então, em 2019, pensaram em oferecer aos fãs um projeto de escopo menor para tornar essa longa espera mais tolerável.
 
Entra em cena a Virtuos Shanghai, um dos estúdios externos parceiros da Crystal Dynamics, com a ideia de "modernizar" o remake Anniversary, de 2007, para ser lançado em 2021 como parte das celebrações de 25 anos da franquia. Começou como uma simples remasterização, fazendo com que o jogo rodasse nativamente no Xbox One, mas logo perceberam que seria necessário ir além.

Supostamente, a ideia seria fazer uma fusão da engine de TRA com a de Rise para criar uma "remasterização aprimorada", incorporando, assim, elementos de gameplay da trilogia Survivor. Por bem ou por mal, eles descobriram que as engines não eram compativeis entre si e o projeto foi abandonado, sendo efetivamente cancelado pela Square Enix pouco depois. Vale relembrar que a Square sempre tinha metas de venda surreais para esses jogos, então me parece plausível que eles não tenham visto um potencial retorno de investimento em remasterizar o jogo que, de acordo com os dados antigos que sempre eram citados, teve o menor número registrado de vendas até 2008.
 
Com a potencial existência deste remaster em mente, é fácil especular que, talvez, as artes celebratórias de Atlantean Scion e de TRA eram, na verdade, explorações conceituais para essa nova versão do clássico de 1996. Da mesma forma, o final original de Shadow poderia muito bem estar ligado a esse projeto, e, portanto, julgaram necessário remover a referência por precaução.

Em abril passado, tivemos o desdobramento mais recente dessa suposta empreitada da Virtuos: um vazamento de imagens, retratando modelos de um protótipo inicial do jogo, compartilhadas no portal archive.org e que foram removidas dias mais tarde. Mas a internet não esquece... 
 
Mal imaginávamos na época que a Square pretendia se desfazer de toda sua divisão ocidental, mas essa talvez tenha sido uma benção disfarçada: não apenas recebemos os excelentes I-III Remastered e IV-VI Remastered desde então, mas LOA está a caminho e, mesmo com o pouco de informações que temos até o momento, é fácil determinar que é a melhor das alternativas.
 
O que parecia um turbulento e incerto fim para nós, hoje, se prova justamente o contrário. Dedos cruzados para que LOA e Catalyst atinjam as projeções da Embracer e da Amazon Game Studios para que ainda tenhamos muitas outras aventuras ao lado de Lara Croft! (E, claro, continuarei torcendo pelo igualmente necessário L-A-U Remastered...)