Escrevi o artigo abaixo para o portal
PSX Brasil, como parte da coluna especial Top X, aqui replicado com autorização (e
engenhosamente encaixado em minhas postagens para os 30 anos de
Tomb Raider pois, sim, estou ficando sem ideias de como manter a periodicidade quinzenal que estipulei para mim mesmo!).
Ranquear os diferentes jogos da franquia Tomb Raider não é uma tarefa simples.
Ao longo das últimas três décadas, vimos Lara Croft passar por muitos altos e
baixos enquanto a franquia tentava se adaptar às mudanças da indústria. Desta
forma, com no mínimo três continuidades distintas (e uma quarta a caminho), é
seguro dizer que cada fã da série terá um top 10 pessoal e intransferível.
Dado o desafio de colaborar com essa nova coluna do portal PSX Brasil,
apresento (e justifico) a seguir a forma como eu classificaria os jogos hoje.
Gostaria apenas de destacar que eu acompanho a trajetória da saqueadora de
tumbas religiosamente desde o início de 1998, pouco após o lançamento de TR2,
e, mesmo assim, sempre encontro novos motivos para amar ainda mais os jogos a
cada nova maratona.
Um assunto que tomou proporções inesperadas na semana passada foi o aviso de
que Legacy of Atlantis faz uso de inteligência artificial
generativa em sua produção, conforme informado pela listagem do jogo na Steam:
Ferramentas assistidas por inteligência artificial foram usadas no
desenvolvimento para apoiar algumas ideias iniciais e conteúdo em
desenvolvimento temporário. Quaisquer recursos assistidos por IA foram
substituídos ou refinados por humanos para manter a visão criativa e
artística da equipe de desenvolvimento.
Não apenas a esfera de fãs de Tomb Raider, mas a comunidade gamer de forma geral reagiu a essa informação de
forma muito mal — mas não tiro-lhes a razão, e vou tentar descrever em
palavras o que eu penso sobre essa situação. Não estou tentando formar sua
opinião, e nem determinar o que é certo ou errado, apenas sinto a necessidade
de expressar meu posicionamento para os poucos leitores que chegam até aqui.
O jogo de tabuleiro The Crypt of Chronos já está nas mãos de
alguns dos apoiadores da campanha de financiamento coletivo e confesso que ver
as
postagens no portal Board Game Geek
estão atiçando minha ansiedade — mas ainda precisarei aguardar um pouco até que o meu chegue.
Porém, para todos os efeitos, acho válido trazer essa postagem agora pois
alguns materiais do jogo já foram disponibilizados para download, permitindo
que qualquer fã de Tomb Raider interessado se familiarize com o
jogo, independente se tenha ou não apoiado a campanha. O jogo, e suas
expansões, será comercializado normalmente num futuro próximo.
Apoiadores também receberam por e-mail um link de acesso para o chamado
"pacote do arquiteto digital", contendo todos os elementos necessários para
criar suas próprias aventuras — e os jogadores são incentivados a compartilhar
suas criações!
E, por fim, um documento de correções e clarificações pode ser acessado
através
deste link.
Por uma série de fatores, eu nunca desenvolvi o conteúdo dedicado aos jogos de
tabuleiro da série que eu havia planejado décadas atrás, mas espero que a
história seja diferente com esse aqui. Com sorte, será o pontapé que faltava
para finalmente explorar a fundo esse material tão peculiar, que, querendo ou
não, é a cara do blog
Raider Daze.
O novo patinho de borracha não apenas usa o traje da aventureira como vemos em
Legacy of Atlantis, mas a forma como segura as pistolas faz uma
referência velada às animações de combate exibidas nos trailers do jogo. Além disso,
a versão Mini foi lançada simultaneamente, e ambas já estão disponíveis
no exterior.
Vale lembrar que a tiragem limitada para colecionadores traz a figura dentro
de uma banheira. Uma edição mais barata traz a figura numa caixa ao
invés; o patinho de LOA está disponível nessa apresentação desde já e, hoje, o patinho de TR2013 foi relançado nesse formato. (Me pergunto se veremos uma Mini de TR2013...)
Eis aqui outra atualização de minha coleção levemente substancial.
Surpreendente, até mesmo.
Comecemos, obviamente, pelas figuras. Sem qualquer tipo de ambição, eu
acompanhava regularmente a listagem da Classic Era, da Dark Horse, na Amazon
nacional, e um dia surgiu por um preço absurdamente bom. Não pestanejei e
comprei sem pensar duas vezes. Tenho ressalvas quanto à figura, especialmente
sua pose e rosto, mas não tenho arrependimentos.
A segunda figura é uma impressão 3D adquirida no Mercado Livre. Para o preço,
achei excelente (ela mede cerca de 38cm de altura com a base), apesar do tom
de pele ser um pouco anêmico e a camisa ser branca ao invés do tom tradicional
azul-esverdeado, mas está valendo.
Outra impressão 3D, essa feita sob encomenda com um artista recomendado por
amigos, é uma espada Soul Reaver de cerca de 10cm para ficar na mesma escala
que a
Excalibur
das figuras de Legend da Neca... Eu diria que tenho sérios
probleminhas, mas isso não se faz necessário. E, veja bem, já tenho ao menos
outros dois projetos diferentes alinhados com esse mesmo artista...
Na parte de quadrinhos, agora tenho a Colossal Collection completa com
a chegada do terceiro volume, sem dúvidas o pior de todos (dei uma revisada
nos
meus resumos, mas admito que escrevo muito mal), e também recebi o lote contendo as
quatro edições da minissérie Sacred Artifacts, a qual ainda preciso
reler mais algumas vezes antes de escrever o resumo para o blog.
E, por fim, o livro
Tomb Raider: Lara Croft, Celebrity dei Videogiochi faz parte de uma
coleção de retrospectivas lançada pela editora italiana RBA, em 2023. Quando
foi anunciado, lembro de ter acompanhado a editora e alguns perfis no Twitter
para tentar encontrar uma cópia, mas foi apenas agora, quando já nem pensava
mais no mesmo, que vi uma listagem do mesmo na Amazon nacional.
Ah, sim, duas das três (talvez quatro)
novas Funko Pops
também estão aqui. A wetsuit de Dagger of Xian atrasou um pouco
mas está em rota, assim como algumas outras coisinhas...
Como tomamos conhecimento em último instante, Legacy of Atlantis teve uma
demonstração jogável para quem atendeu aos eventos da semana passada. O
embargo para divulgação de conteúdos sobre essa apresentação caiu hoje e,
como resultado, uma enxurrada de vídeos, prévias, entrevistas e opiniões
caíram na internet.
Tenho esperanças de que essa versão de demonstração seja disponibilizada para download
para todos nós no futuro, mas, por ora, vou tentar recapitular as informações
que julguei mais relevantes. As cenas que ilustram os vídeos parecem todas
oriundas de um mesmo b-roll, muito provavelmente cedido pelos desenvolvedores
do jogo. Esse vídeo parece reunir, sem comentários, todas as cenas:
Antes de entrar em detalhes específicos do jogo, quero citar duas entrevistas com a atriz Alix Wilton Regan. A primeira, publicada pelo canal do evento Future Games Show é uma divertida entrevista mútua entre ela e Troy Baker (que interpreta o protagonista de Indiana Jones and the Great Circle, hm...). Alix exala um carisma natural, é impossível não se apaixonar por ela.
Na segunda, para o canal Radio Times, Alix mais uma vez reforça que está tentando trazer um pouco de cada uma das intérpretes anteriores de Lara Croft para a sua versão da personagem para que todo e qualquer fã consiga se identificar com ela, afirmando sentir muito amor e respeito pela personagem. Alix foi escalada para o papel em abril de 2023 e tem trabalhado em LOA e Catalyst desde então.
Tentei sintetizar abaixo, da melhor forma possível, as informações que absorvi desse evento.
LOA é constantemente descrito como uma reimaginação, e, em uma das entrevistas, os diretores afirmam que o jogo não tenta ser uma reconstrução exata da mesma história que já conhecemos, então elementos inéditos podem surgir. Essa é a mesma Lara Croft que acompanhamos na trilogia Survivor, mas em uma etapa diferente de sua carreira, onde ela não é mais regida pelos traumas de seu passado.
Na parte de movimentação, Lara salta mais alto e pode tomar impulso para saltos mais distantes, e, até onde sabemos, apenas uma sequência de cambalhotas acrobáticas pode ser realizada, mas ela pode ser iniciada a qualquer momento durante o jogo. As mecânicas de escalada aparentemente usam a mesma fundação de peitoris e beiradas introduzida em Legend. Alguns jogadores reclamaram das animações e leveza dos saltos, então existe a possibilidade de que eles sejam refinados até fevereiro.
Explorar os ambientes irá render recursos para sistemas de crafting — muito brincam sobre Lara recolhendo batatas no cenário, mas não sabemos se existirão acampamentos para preparar o alimento, ou se Lara apenas gerencia esses recursos em seu inventário para ganhar uma vantagem temporária (pense nas diferentes ervas de Shadow). Há ganhos de pontos de experiência também mas a árvore de habilidades estava inacessível na demonstração.
Existem documentos e murais dispersos pelos cenários, que ajudarão a expandir a narrativa ambiental, e Lara conta com um novo dispositivo para ajudar em sua busca: um scanner portátil. Ao apontar para certos objetos, ela conseguirá determinar o que tal objeto representa, qual sua função ou utilidade, e o que ela precisa fazer com ele. Parece reminiscente ao modo de análise remota dos binóculos em TRL, que era opcional e supérfluo, mas é uma alternativa interessante ao instinto de sobrevivência. Opções de dificuldade e acessibilidade estarão presentes e poderão ser
ajustadas separadamente, como felizmente têm sido o caso para a maior
parte dos jogos modernos.
O combate foi novamente reformulado mas, a julgar pelas cenas, parece bastante familiar. Ao que tudo indica, a mira não é automática e não trava nos inimigos. É possível segurar o gatilho esquerdo para empunhar as armas e posicionar a câmera sobre os ombros de Lara antes de disparar com o gatilho direito, ou usar apenas o gatilho direito para disparos rápidos. Na versão de demonstração, os jogadores enfretaram apenas velociraptors, mas todos destacam que headshots não parecem causar dano adicional.
A causa disso, que alguns jogadores criticaram, é que o combate está bastante apoiado na mecânica de Focus. Trata-se de uma barra que preenche conforme você atira ou esquiva de inimigos, e, quando você usa uma carga da habilidade, Lara realiza um salto acrobático em câmera lenta permitindo que você dispare mais rápido (e talvez cause mais dano) enquanto estiver no ar. Não causa morte direta como a Adrenaline Dodge de Anniversary, mas parece seguir um conceito similar.
Por fim, a icônica picareta da trilogia Survivor marca presença no jogo, sim. Embora, por algum motivo desconhecido, ela não esteja visível no modelo da personagem, Lara a usará para quebrar paredes ou cortar plantas (uma lâmina tão afiada quanto o ódio, que ironia), mas em uma das cenas de combate podemos ver que ela usa a ferramenta para impedir um raptor de cravar uma garra em seu peito após derrubá-la ao chão.
Sobre a controvérsia quanto ao uso de inteligência artificial generativa, pretendo escrever um artigo editorial em breve, mas o tempo é um fator que está sempre contra minha miserável existência.
E quando você menos esperar, #TR30 estará lá, pronto para arrancar mais uns
trocos de seu bolso.
A nova jogada (captou?) da vez é uma camiseta esportiva com o brasão da
família Croft, bem como o respectivo nome de jogador no verso, em duas
versões: o uniforme primário, para jogos em casa, e o alternativo, para jogos
nos quais a equipe visita o estádio dos oponentes.
As peças estão sendo lançadas hoje provavelmente por conta do início dos jogos
da Copa do Mundo, mas percebo que esse é um evento cada vez menos relevante por aqui, o
que é curioso considerando que o Brasil costumava ser conhecido como o "país
do futebol".
Dito isso, apesar de meu desdém pela supervalorização de futebol (só não é
pior que política, a meu ver), preciso admitir que essas camisetas são belas
demais — e ambas já estão em minha lista de desejos que não para de crescer. E,
também, não posso deixar de citar o meu
Croft Football Club, do ano passado, que em nada lembra as cores dos uniformes que agora existem
oficialmente, mas enfim.
Durante a apresentação Nintendo Direct, fomos surpreendidos com a revelação de Rise of the Tomb Raider para Nintendo Switch 2 — e não só isso, mas com lançamento imediato!
Poucos dias atrás a Crystal Dynamics havia confirmado Legacy of Atlantis para a plataforma híbrida da Nintendo e, na ocasião, comentei que a presença de Lara é notável. Cresceu mais um pouco agora, e estou certo de que também veremos Shadow na plataforma dentro dos próximos meses.
A loja oficial de Tomb Raider incluiu em seu catálogo novos
pares de óculos inspirados por Lara Croft para pré-venda. Cada par está
listado pelo preço inicial de USD 40, mas a data de envio não é citada.
Não tenho certeza, mas os óculos clássicos aparentemente não são do mesmo
modelo que foi vendido no ano passado pela loja oficial anterior. Aliás, vale
lembrar que na época o item esgotou, recebeu um novo lote e que rapidamente
esgotou novamente. Se tudo ocorrer dentro do esperado, como raramente acontece,
pretendo comprar os óculos de AOD antes que esgotem pois eu,
assim como você, também tenho meus momentos emocêntricos.
A título de curiosidade apenas, e justamente em uma época em que crossovers envolvendo Tomb Raider costumam ser amplamente criticados pela parcela vocal de fãs que nunca está satisfeita com nada, nossa garota continua recebendo "homenagens" descaradas (os chamados rip-offs) por aí.
Nesse caso, conforme avistado pelo usuário @natlasmines, o jogo Fun Run 3: Arena, da desenvolvedora norueguesa Dirtybit, inclui não apenas um mas dois trajes de Lara Croft no passe de temporada 141. Não recomendo a compra do passe, naturalmente, mas admito que o jogo pode ser divertido em sessões curtas.
As peças que compõem o traje são obtidas separadamente no decorrer do passe pago, com as variantes inspiradas por Angel of Darkness liberadas na trilha de recompensas adicionais, que são destravadas progressivamente após finalizar os 50 níveis do passe. Em tempo, esse passe custa 850 gemas, e uma microtransação contendo 1200 gemas custa BRL 50. Ou seja, não, obrigado.