domingo, 5 de abril de 2026
quinta-feira, 2 de abril de 2026
Pensamentos pós Legacy of Kain: Ascendance
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LOK,
Softografia
Escrevi a análise abaixo para o portal PSX Brasil, aqui replicada com
autorização.
Vale notar que esse jogo foi desenvolvido pela Bit Bot Media, então
tecnicamente não se enquadra no marcador
softografia
pois tal estúdio nunca trabalhou com a série Tomb Raider. Dito isso, como trata-se de Legacy of Kain e estou (aos
poucos) me aventurando nesse universo, julguei pertinente trazer esse conteúdo
ao blog Raider Daze.
Há exatas quatro semanas, recebemos a excelente remasterização de
Legacy of Kain: Defiance. Até então, era o último jogo da franquia e que havia sido lançado
originalmente em 2003, ainda para o PlayStation 2. O anúncio da remasterização
veio acompanhado de uma discreta citação a Legacy of Kain: Ascendance,
que seria lançado mais tarde mas dentro do mesmo mês.
Desde então, a reação da comunidade foi mista quando as informações iniciais foram divulgadas: embora trouxesse os protagonistas já estabelecidos, Kain e Raziel, o jogo traria Elaleth como uma personagem jogável. Elaleth havia sido recentemente introduzida ao universo de Nosgoth através da história em quadrinhos The Dead Shall Rise, que surgiu de uma campanha de financiamento coletivo muito bem sucedida financeiramente mas que, infelizmente, não desfrutou de uma boa recepção entre os fãs e apoiadores do projeto.
A mesma equipe criativa por trás da história em quadrinhos está diretamente envolvida na produção de Ascendance que, em grande parte, transforma a história em um jogo minimalista de progressão lateral.
Desde então, a reação da comunidade foi mista quando as informações iniciais foram divulgadas: embora trouxesse os protagonistas já estabelecidos, Kain e Raziel, o jogo traria Elaleth como uma personagem jogável. Elaleth havia sido recentemente introduzida ao universo de Nosgoth através da história em quadrinhos The Dead Shall Rise, que surgiu de uma campanha de financiamento coletivo muito bem sucedida financeiramente mas que, infelizmente, não desfrutou de uma boa recepção entre os fãs e apoiadores do projeto.
A mesma equipe criativa por trás da história em quadrinhos está diretamente envolvida na produção de Ascendance que, em grande parte, transforma a história em um jogo minimalista de progressão lateral.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
PlayStation Plus traz I-III Remastered em abril
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I-III
A Sony anunciou hoje os jogos que serão disponibilizados para assinantes do
plano básico da assinatura PlayStation Plus no mês de abril de 2026. Além de
Tomb Raider I-III Remastered, o reboot de Lords of the Fallen, e Sword Art
Online Fractured Daydream poderão ser resgatados entre os dias 7 de abril e 4 de maio.
Uma vez resgatados, os jogos permanecerão vinculados a sua conta para sempre,
mas dependem de uma assinatura vigente do plano para que você possa acessá-los.
terça-feira, 31 de março de 2026
I-III Remastered recebe novo patch corretivo
I-III Remastered recebeu uma nova atualização de versão hoje,
contendo algumas correções de problemas que foram inseridos no jogo através do
Challenge Mode.
Os novos trajes agora usam texturas de alta definição, e alguns dos problemas
identificados por jogadores foram corrigidos, tais como armadilhas laser não
surtindo efeito em Lara, música da tela título tocando após o loading,
texturas sendo carregadas incorretamente, e legendas presas na tela. Confira
todas as notas de atualização aqui.
A Aspyr avisa que um patch corretivo adicional está atualmente em
desenvolvimento e pede para que os jogadores continuem relatando bugs
encontrados através da página de suporte.
segunda-feira, 30 de março de 2026
Visão geral e recap da Colossal Collection
Da mesma forma que eu
havia feito para a coletânea Archives alguns anos atrás, julguei pertinente montar um recapitulativo similar para os três volumes da
Colossal Collection para compartilhar aqui no blog
Raider Daze agora que a prévia oficial do último volume foi
disponibilizada pela editora.
Os livros são maciços e contemplam boa parte das histórias em quadrinhos de
Lara Croft, mas uma ausência crítica persiste. Não é difícil entender o motivo
pelo qual os crossovers não estão presentes, mas a omissão do arco
Endgame
permanece uma lástima, e a transição da HQ #24 para a #26 ocorre sem oferecer
qualquer contexto, como se esse arco não tivesse relevância alguma.
A coleção também engloba as HQs da Dark Horse, mas foi anunciada antes da
minissérie inédita Sacred Artifacts que está sendo publicada atualmente
e, portanto, soma-se ao montante de edições faltantes (postarei uma relação em
breve). Mesmo que os volumes não sejam autossuficientes no sentido de reunir
as
HQs em sua totalidade, ainda assim são excelentes, tanto pelas dimensões quanto pelo papel de luxo
— e cada um pesa mais de 4kg!
E, infelizmente, o fanzine Tales of Lara Croft, por enquanto, continua
perdido para o tempo...
domingo, 29 de março de 2026
Boneca de papel de Lara Croft da Prima Games
Alguns meses atrás, encontrei no portal
archive.org
a digitalização da boneca de papel da Lara Croft, e pensei que seria uma boa
oportunidade inseri-la como parte de meus artigos para o trigésimo aniversário de Tomb Raider.
Primeiro, vou oferecer o contexto do item em questão. A versão "oficial" estava encartada no guia de estratégia combinado de
Atlantean Scion e Dagger of Xian — em 1999, a
editora Prima republicou os
guias dos dois jogos em formato de "flipbook", com cada lado do livro cobrindo um dos jogos e, no centro, a figura de
papel.
Antes disso, porém, esse encarte havia sido distribuído durante a E3 de 1998,
conforme consta nos
arquivos do extinto site Visions of Lara Croft, do colecionador Bill que, na época, era referência no assunto
(agradecimentos às administradoras do portal
Virtual Lara
pelo link!).
No ano passado, o portal
Tomb Raider Arabia compartilhou uma versão "restaurada"
dessa boneca e de suas respectivas roupas, e, quando vi, fiquei tentado a
levar os arquivos até um serviço de impressão local para posteriormente recortar e montar uma
para mim mesmo, haja visto que não tenho o guia em questão. Honestamente, mesmo que
tivesse, eu jamais removeria o encarte do livro.
Essas imagens, porém, não estão prontas para impressão direta
pois a escala aparentemente está incorreta. Em contrapartida, a digitalização do arquivo
original (link no topo da postagem) não deixa a desejar nesse quesito: imprimi em cores, em papel de 240g,
e fiquei muito satisfeito com o resultado.
Eu estava preparado para iniciar
essa postagem com algo para o efeito de "uma ideia para ocupar a mente e as
mãos com uma bem-vinda distração", porém, na hora de colocar a mão na massa percebi que me faltavam a destreza e
a paciência necessárias para esse tipo de trabalho manual. É o mesmo motivo pelo
qual nunca tentei fazer um dos muitos papercrafts de Lara Croft disponíveis na
internet. Esse projeto parecia tão simples em comparação, mas, mesmo assim, está além de minhas habilidades...
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quarta-feira, 25 de março de 2026
Loja oficial recebe novos produtos de #TR30
Novos itens foram adicionados à loja oficial de Tomb Raider hoje.
Com exceção das Tubbz da Lara Croft poligonal, lançadas em 2023,
quase todos os produtos seguem a temática de #TR30. Entre as novidades, temos
um belo mousepad; uma capa para laptop; canecas e garrafas similares; e uma
camiseta pólo bordada com o brasão da família Croft, como visto em
Legend.
Não vou citar os valores para manter nossa depressão de terceiro mundo sob
controle, mas não resisti e comprei o mousepad (no momento em que escrevo essa
postagem, paguei USD 16 de frete para o Brasil).
Além disso, vale citar que há listagens na Amazon americana de produtos que
usam as mesmas temáticas mas que (ainda) não estão na loja oficial, como uma capa para celular e uma garrafa.
quinta-feira, 19 de março de 2026
Visão geral dos trajes do Challenge Mode
Admito que minha reação inicial aos novos trajes, quando divulgavam os teasers do Challenge Mode de
I-III Remastered, foi instintiva e sem
muita consideração. Entretanto, em termos de estilo e de estética geral, e agora
que a poeira baixou, posso dizer que apenas um deles não me apetece.
Nem de longe é um conjunto de trajes que gostaríamos de ver, mas lembro-me de
como a comunidade foi bem vocal na época contra as roupas de
Legend (Rosa? Biquíni? Gótica? Aquele decote? Um ultraje atrás do outro!), e uma
ferida mais recente e ainda mais profunda é Shadow, com suas vestes tribais. Mesmo na coleção da Atlas,
publicada entre 2005 e 2007, vimos algumas vestimentas "inventadas" para
a ocasião. E, apesar de tudo isso, ainda estamos aqui, não é mesmo?
De qualquer forma, meu propósito com essa postagem é outro.
Esses trajes novos concedem habilidades passivas no modo desafio,
porém, tais habilidades são visíveis em uma tela separada da que você
seleciona o traje e demais modificadores para aquela partida. Com isso em
mente, criei um template similar às cartas de expedição de Rise para esse fim — e imprimi, sim, para guardar minhas próprias cartinhas no estojo do jogo quando encerrar de vez.
É necessário destravar os trajes para poder usá-los, mas como eles oferecem três variações diferentes, ter ao menos uma é o suficiente. Eu transcrevi
as informações em inglês exatamente como estão no jogo, e dei uma tapeada na
tradução para ficar mais de acordo com meus padrões. Estou bem cansado de ser quem eu sou, mas Tomb Raider continua sendo a razão do meu viver e não vou pedir desculpas por isso.
Ainda não destravei todos os trajes, mas alguns dados não parecem corretos: o traje Cooler than Cool (G), por exemplo, parece ter um cooldown de apenas 2
segundos para o efeito de armadura, mas não concede imunidade à fogo da mesma forma que
o Dragon Warrior faz. Atualizarei essa postagem com mais comentários e
impressões, se for o caso, em breve. (Os trajes já estão indexados, aliás).
[Atualização em 26/03/2026:] As habilidades passivas dos trajes não funcionam em todos os jogos da trilogia, ou seja, você até pode selecionar o traje em questão mas perceberá que a opção de bônus estará desativada. Adicionei essas restrições na relação abaixo.
Modéstia à parte, não acho que as cartinhas ficaram de todo mal, mas a impressão saiu mais
escura do que eu previ e, em alguns casos, a imagem de fundo não é
visível. E devo acrescentar, preciso urgentemente de uma figura da Master Mobster. É o tipo de coisa que eu nem imaginava que precisava
em minha vida...
quarta-feira, 18 de março de 2026
Aspyr promete correções para I-III Remastered
Após dias de silêncio, a Aspyr finalmente se pronunciou quanto à atual situação de I-III Remastered e promete que o desenvolvimento de um patch corretivo para texturas e problemas técnicos é sua maior prioridade no momento.
Com o lançamento do Challenge Mode, na última quinta-feira, diversos problemas novos surgiram no jogo — coisas que funcionavam perfeitamente repentinamente quebradas. Todo o conteúdo novo foi produzido pela Magic Media, sem qualquer envolvimento da Saber (equipe original por trás da remasterização), uma decisão que não podemos racionalizar ou justificar, mas que provavelmente causou essas rupturas no código base do jogo.
Entre os problemas relatados no Reddit (estou sóbrio e há mais de 30 dias não acesso aquele outro lugar, glória a Croft!), dentre muitos outros, foram citados: armadilhas que deixaram de funcionar; trilhas sonoras e legendas surgindo aleatoriamente; texturas incorretas, tanto nos cenários quanto em objetos e entidades; e o mais crucial de todos, a perda completa de jogos salvos.
O controle de qualidade realmente falhou.
No pouco que joguei, especificamente em buscar dos novos troféus para escrever o respectivo guia, não encontrei nenhum problema além das texturas de baixa qualidade dos trajes novos. Como alguém no Twitter comentou, obviamente foram feitos para a versão mobile e rapidamente portados para as outras plataformas.
A Aspyr aproveitou a oportunidade para esclarecer que os novos trajes foram criados por uma equipe interna de artistas, ou seja, não foram gerados por inteligência artificial como muitos jogadores especularam e caçoaram.
terça-feira, 17 de março de 2026
Pensamentos pós Legacy of Kain: Defiance
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LOK,
Softografia
O mundo não gira, ele capota.
Há 20 anos eu fiz, para mim mesmo, a promessa que iria conferir os jogos da série Legacy of Kain, e, aos poucos, finalmente estou progredindo — ano passado, alguns
meses após eu finalizar
Soul Reaver 1&2 Remastered, a Amazon Prime ofereceu Defiance em seu programa de jogos
gratuitos. Resgatei sem pestanejar, mas entre a falta de tempo, de energia, ou de
interesse, ficou em segundo plano.
Lá pelas tantas, o jogo foi adicionado ao catálogo de retrocompatibilidade da
Sony, então a minha ideia passou a ser conferir essa versão ao invés, e, da
mesma forma, posteriormente encarar os dois
Blood Omen disponíveis no catálogo. Antes de qualquer
oportunidade surgir, a Crystal Dynamics surpreendeu com o anúncio de
Defiance Remastered. A convite do portal PSX Brasil, do qual sou parceiro desde o início,
aceitei a proposta de escrever uma análise para a remasterização, mesmo que nunca tivesse
jogado o original até então.
Como Defiance estava instalado em meu computador,
pensei que seria interessante conferir a versão de 2003 para combinar tudo
em uma única postagem aqui no blog. Tudo dito e feito, por mais óbvio que isso
seja, é válido dizer que a remasterização é incrível e as novidades (em
especial, o novo sistema de câmera) tornam a experiência infinitamente
melhor. A versão definitiva, de fato.
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As diferenças são ainda maiores e mais notáveis do que eu
havia pensado de início. Existem diversas áreas e passagens que são bloqueadas
na versão original, os menus internos foram reconstruídos, e sem controle de câmera o jogo oferecia um ponto de vista imóvel — em minha opinião, inútil —, em primeira pessoa, ao toque de um botão. Para conseguir usar meu controle de Xbox 360, tive até mesmo que baixar um
software externo (AntiMicroX), pois as configurações internas
não oferecem suporte adequado e não é o tipo de jogo que funciona bem com
teclado e mouse.
A remasterização, além de incontáveis telas repletas de textos descritivos e detalhados sobre história, universo, e personagens do jogo, também introduz uma "habilidade" chamada de premonição. Quando acionada, ela aponta a direção de seu próximo objetivo. Estamos velhos e não temos mais o tempo e a paciência que tínhamos gerações atrás, e senti falta desse recurso, especialmente por conta das câmeras fixas: é comum ficar desnorteado subitamente, entre uma troca de ângulo e outra.
Aproveitando esse pretexto e migrando para um assunto mais pertinente ao blog
Raider Daze, obviamente eu tenho novas teorias (talvez "sonhos" seja a palavra correta) de como a
mera existência dessa remasterização impacta potenciais novos projetos
similares para a franquia Tomb Raider.
Contornando termos de confidencialidade, membros da Saber haviam dado a
entender que não estavam trabalhando na trilogia Legend, e então a comunidade passou a suspeitar que talvez a própria Crystal
desenvolveria o tal "L-A-U Remastered". Porém, com o anúncio de
Legacy of Atlantis, que pode ser grosseiramente descrito como um remake de
Anniversary, tudo parecia indicar que essa trilogia seria deixada de lado.
Entretanto, o estúdio responsável por Defiance Remastered é a
PlayEveryWare, o mesmo estúdio que fez o
port silencioso da Definitive Edition de TR2013 para
PC
(por algum motivo, ainda exclusivo da Microsoft Store), e boa parte da equipe é a mesma que trabalhou nos remasters anteriores da Saber.
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O quê coloca Defiance Remastered um patamar acima é sua curadoria complementar.
De maior destaque, certamente, é o fato que o jogo foi secretamente dublado em português brasileiro. As remasterizações de
Tomb Raider nos trouxeram menus e legendas em nosso idioma pela
primeira vez (exceto por Angel of Darkness,
cuja localização havia sido patrocinada pela GreenLeaf na época), mas imagine subitamente receber dublagens inéditas para jogos de 20 anos
atrás. Incrível.
Além disso, o jogo conta com muitos extras, como skins e "níveis perdidos". O
estúdio alega que encontrou diversos materiais perdidos nos arquivos da
Crystal e trataram de dar uma tapeada de forma a incluí-los no remaster como
um agrado aos fãs, e isso inclui, também, uma área que na época havia sido
projetada para uma continuação que nunca foi anunciada.
Ao invés de uma trilogia, meu cérebro agora favorece o conceito de lançamentos individuais,
começando por Legend Remastered ao invés. Pense que excelente
seria ter uma versão definitiva do jogo, com todos
os modos e trajes exclusivos da versão PSP, acesso a áreas de teste usadas no
primeiro trailer do jogo, localização integral em nosso idioma, um Photo Mode, e, quem sabe, ainda mais
extras inéditos.
Posteriormente, o mesmo poderia se aplicar aos outros dois jogos:
Anniversary, em escala menor (apesar de que este
também teve trajes exclusivos no PSP), e Underworld, que por si dispensa comentários, com a quantidade de melhorias que
poderiam ser aplicadas aos controles e câmera, mas, acima de tudo,
todos os DLCs exclusivos de Xbox 360 disponíveis em todas as
plataformas...
Em minha imensurável delusão, estou convencido que é uma mera questão de
tempo.
Abaixo, na íntegra e com a devida autorização, reproduzo a análise de
Legacy of Kain: Defiance Remastered que escrevi para o portal
PSX Brasil, com screenshots adicionais que capturei mas não usei no artigo original.
Próxima parada: Ascendance.
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