domingo, 15 de março de 2026

Guia de troféus para I-III Remastered, parte 4

Dois anos atrás, eu havia postado a terceira e, então, "última" parte do meu guia de troféus para I-III Remastered. A lista de troféus inicial já era bastante extensa, mas, com a adição do Challenge Mode, recebeu mais 15 novos troféus e conquistas em todas plataformas.

Encarando esses desafios de forma "legítima", talvez seria uma jornada bastante trabalhosa para retornar ao marco de 100%, por isso tratei de reunir minhas impressões e sugestões iniciais em um guia simplificado — sabendo o que fazer, é possível completar tudo em poucas horas.

Meu guia está disponível exclusivamente no portal PSX Brasil.

Versões alpha de TR2013 surgem na internet

Algumas semanas atrás, ao menos duas versões alpha do reboot de Tomb Raider foram localizadas e compartilhadas na internet. Elas são datadas de 2011, e, pelo que podemos ver, bastante coisa foi alterada ou refinada até o lançamento oficial em 2013.
 
Por limitações de hardware, não tenho condições para conferir pessoalmente, mas, felizmente, alguns membros da comunidade compartilharam suas descobertas e tentei fazer uma síntese aqui para manter em registro. Para complementar, acrescentei algumas informações que eu mesmo extraí diretamente de arquivos da versão final do jogo e que fazem referência a conteúdos removidos.
 
Reuni os vídeos que assisti nessa playlist, e tentarei estruturar minhas observações de forma coesa.


O design e layout geral das áreas e níveis estão bem próximos da versão final, mas, em muitos casos, a abordagem ou a forma de navegá-los é diferenciada. Alguns níveis foram removidos completamente, como é o caso do mapa Underground do modo multiplayer: em determinado momento, ele chegou a existir na campanha (e seria ainda outro local repleto de combate).

Muitos dos assets são provisórios, como modelos, vozes e trilha sonora. Alguns dos Solarii usam capas, por exemplo, e o primeiro machado de escalada é literalmente um martelo. Como muitos dos diálogos acabaram sendo reescritos e editados conforme a história era remoldada, a maior parte das cenas apresenta diferenças. Steph ainda fazia parte da tripulação, e Lara dedurava a atitude de Whitman para Roth logo na primeira conversa, dizendo que ele nem pestanejou antes de render-se aos Solarii.
 
Quanto às animações, existem algumas coisas bem surpreendentes aqui. Lara abre os pequenos contêineres com chutes, e na cena em que ela é capturada por Vlad, ela dá uma cambalhota para trás para se soltar de suas amarras. Além disso, existem coisas que impactam diretamente o gameplay e que foram removidas, como a possibilidade de fazer um salto aéreo sobre um inimigo para tomar distância ou usar pistolas duplas em combate.
 
Você não leu errado.


Ou seja, toda aquela lorota de que "a tecnologia não existe", que um influenciador frustrado inventou e que a comunidade rapidamente passou a tratar como evangelho absoluto e incontestável, definitivamente cai por terra.

As mecânicas de combate ainda estavam em desenvolvimento, e, até onde sabemos (como eu disse no podcast dos 25 anos), Lara usaria as duas pistolas a partir do momento em que Roth morria — vide a arte conceitual que encabeça essa postagem — e, na versão final, o jogo ainda faz questão de mostrar ele deixando as armas para ela. 

Outras mecânicas descartadas incluem um pára-quedas para ser usado durante gameplay, não diferente do que quase foi implementado em Shadow; usar flechas com corda para arrancar escudos das mãos dos inimigos; e uma combinação de adrenalina e "second wind", que deixaria o mundo em câmera lenta enquanto Lara estivesse próxima da morte para o jogador reagir e evitar isso, em uma habilidade que precisaria então ser recarregada com o tempo.
 
Para complementar as informações acima, a seguir apresento meus pensamentos formulados com base em cadeias de caracteres fantasmas — dados que existem no arquivo locals.bin da versão final do jogo, e que podem ser extraídos com ferramentas de modding. Existem mais de 2000 cadeias de informação, portanto é algo que vale a pena conferir pessoalmente, mas minha amostragem abaixo cobre as mais relevantes.
 
O modo single-player contaria com náufragos amigáveis no jogo, na capacidade de NPCs, requisitando a ajuda de Lara: um caçador solicita cinco peles de lobo, e uma mulher chamada Milla pede para que ela encontre disfarces de Solarii. Talvez por conta da agressividade dos Solarii, esses personagens foram removidos, mas o conceito foi reaproveitado em Rise com suas missões secundárias.
 
O questionável modo multiplayer também sofreu cortes. Existe um desafio interno que concederia pontos bônus para eliminar um jogador usando a skin de Lara Croft no modo "Queen of the Hill", certamente um trocadilho para o popular modo de controle de território existente em outros jogos com multiplayer competitivo. E, não sei dizer a qual modo se aplicaria, também seria possível formar alianças provisórias com outros jogadores.

E, por fim, talvez a maior perda de todas. Talvez o multiplayer de TR2013 teria uma redenção através de um modo cooperativo, completamente eliminado. As linhas fazem referências a colecionáveis (divididos entre relíquias antigas, modernas, da segunda guerra mundial, e diários); um local chamado Temple of War; mecânicas como puxar cordas juntos; inimigos com a capacidade de apreender seus parceiros; e um bônus interno, Dual Kill, cedido ao eliminar um Solarii com armadura junto a um parceiro
 
Não creio que essas versões alpha necessariamente representam algo melhor do que o produto final, mas é interessante poderar sobre "o que poderia ter sido" (com a psicose sob controle, é claro).

quinta-feira, 12 de março de 2026

I-III Remastered recebe novo Challenge Mode

 
O novo Challenge Mode foi adicionado hoje a todas as versões de I-III Remastered, inclusive a recém-chegada versão para smartphones, através de uma atualização gratuita!
 
Desenvolvido pela Magic Media (ou seja, não há envolvimento algum da Saber), o modo funciona exatamente como eu havia previsto: você seleciona um nível e aplica modificadores, que altera o poder e a resistência, tanto de Lara quanto da oposição, a quantidade e o tipo de inimigos presentes no nível, e também seu inventário inicial.

Cada modificador afeta o CR (ou ND, em português, "nível de desafio") total, mas, felizmente, não existem leaderboards ou qualquer coisa do gênero. Não, o CR impacta apenas nos critérios para destravar os 10 trajes inéditos que concedem diferentes bônus quando usados nesse modo (e cada qual possui três variações de realces: bronze, prata e ouro).

Sem qualquer modificador em ação, o modo funciona como uma espécie de seleção de níveis, mas não sei se é possível ir atrás de conquistas ou troféus desta forma. E, falando nisso, existem 15 troféus novos, para os quais espero publicar meu miniguia neste final de semana. Também espero trazer ao blog detalhes dos novos trajes, por ora, confira essa postagem no PlayStation Blog.
 
Tanta coisa, tão pouco tempo.
 
[Postagem escrita em 13/03/2026.]

I-III Remastered chega ao Switch 2 e mobile

A Aspyr Media disponibilizou I-III Remastered para dispositivos móveis (ou seja, iOS e Android) e, também, uma versão nativa para Nintendo Switch 2!

O lançamento no Switch 2 não chega a ser surpresa, e funciona exatamente igual a versão existente para o Switch 1 mas com as esperadas melhorias em performance e resolução, especialmente no modo portátil. Eu esperava por uma coletânea incluindo as duas trilogias e com uma edição física, mas, como sequer tenho a plataforma, não é algo que está em meu radar nesse momento.
 
Importante destacar que o upgrade gratuito para atuais proprietários da trilogia no Switch será liberado a partir de 18 de março. Ou seja, não compre a versão para Switch 2 caso esse seja seu caso!

Por outro lado, a versão para smartphones é uma verdadeira surpresa. Desenvolvida pela Magic Media, conta com uma interface gráfica diferenciada, com menus e telas de inventário próprias. A trilogia custa BRL 159, mas é possível conferir o primeiro nível de cada jogo gratuitamente. 
 
 
Meu dispositivo não é compatível (estou obsoleto em todo e qualquer âmbito), então ainda não poderei conferir pessoalmente — mas gostaria de lembrar que Atlantean Scion e Dagger of Xian, muitos anos atrás, haviam sido lançados para smartphones em suas versões originais.

Agradecimentos especiais a Nicolas Croft pelas capturas que ilustram essa postagem. 
 
Tomb Raider I-III Remastered
USD 30 | BRL 159
Lançamento: 12/03/2026

Google Play | App Store (iOS)
 
[Postagem escrita em 13/03/2026.]

segunda-feira, 9 de março de 2026

Novo conteúdo para I-III Remastered em breve


A Aspyr Media publicou na tarde de hoje o breve teaser acima.
 
Não temos nenhum detalhe no momento além do fato que Lara Croft está vestindo um traje de mergulho inédito no nível Coastal Village (de Adventures of Lara Croft). Felizmente, a espera não será longa, pois o teaser anuncia que o conteúdo será disponibilizado no dia 12 de março, ou seja, na próxima quinta-feira.
 
A existência de um modo de desafio para I-III Remastered veio à tona quando conquistas vazaram acidentalmente ano passado, mas a inclusão de trajes novos me pegou de surpresa. Seria essa a contribuição do estúdio, cuja participação foi confirmada, para as celebrações oficiais de #TR30?

[Atualizado em 11/03/2025:] No dia 10, um segundo teaser foi postado, com Lara vestindo um peculiar traje esportivo, com tênis e boné, no nível Kingdom (de The Golden Mask); e, hoje, no dia 11, um terceiro (e último?) teaser foi divulgado, com um traje peculiar mas de maior destaque é a presença de dois tiranossauros em Lost Valley (Atlantean Scion). Os três teasers estão reunidos na playlist acima.
 
Note que usaram os jogos em ordem reversa para a "contagem regressiva". Toque sutil, mas bacana.

Fã cria versão demo de TR2 para Sega Saturn


Um fã dedicado, JRTombRaider, tem trabalhado em uma conversão do clássico Dagger of Xian para Sega Saturn, e, recentemente, compartilhou com o público uma versão de demonstração contendo o primeiro nível inteiro — uma segunda versão está prevista para os próximos meses.

Como todos bem sabem, Atlantean Scion chegou primeiro ao Saturn em 25 de outubro de 1996, algumas semanas antes do lançamento para PlayStation. O console era mais limitado que o concorrente e usava uma tecnologia diferente para renderizar seus ambientes (lembrando que o hardware de trinta anos atrás era bem rudimentar comparado ao que temos hoje), e no ano passado o canal Digital Foundry fez um comparativo entre as versões do jogo.
 
Eu fiz questão de conferir essa versão pessoalmente, usando o emulador BizHawk, e devo dizer que é absolutamente impressionante — mas talvez não seja uma surpresa, afinal o autor já havia trabalhado em ports dos pacotes de expansão para o PlayStation original, e, também, de Unfinished Business para o próprio Saturn. Existe um aspecto nostálgico e incontestável na forma como o Saturn renderiza esses jogos.
 

A Sony correu atrás da exclusividade de TR2 logo que o primeiro jogo começou a dominar as vendas, e, assim, a Core Design nunca desenvolveu a continuação para Saturn. Foram feitos diversos avanços entre os dois jogos (iluminação, ambientes maiores, novos movimentos, armadilhas, inimigos, veículos, etc.), então o autor desse port explica que usou ferramentas próprias para adaptar os assets para a engine de TR1 no console e injetar códigos adicionais para reconstruir os novos elementos, resultando em uma versão híbrida e caseira da engine.

Você pode encontrar o link para download na descrição do vídeo acima.

sábado, 7 de março de 2026

O futuro perdido de Legend of Lara Croft

O último episódio da segunda temporada de The Legend of Lara Croft fica em aberto, com um gancho inexplicado: uma garota chamada Penelope Stone (nome revelado apenas pelos créditos), claramente tem um passado mal-resolvido e um ardente desejo de vingança contra Lara Croft. Ela se encontra com Fig, em algum lugar no Egito, e promete que sabe exatamente como lidar com a aventureira...

Agora, quem é Penelope Stone? Provavelmente, nunca saberemos.
 
Em setembro do ano passado, quando anunciaram a data de estreia da segunda temporada, também informaram que seria a última. A Netflix havia encomendado duas temporadas originalmente, ainda em 2021, mas não renovou a série para uma terceira. O motivo para isso não é (e nem deveria ser) público, mas podemos teorizar e especular muitas coisas.
 
No seu podcast, Act Two, a roteirista e produtora Tasha Huo afirma que os roteiros para as duas temporadas foram escritos consecutivamente, sem intervalos entre uma e outra, e no decorrer dos anos seguintes foram feitos os ajustes conforme recebiam retorno dos times externos, de ilustração e de animação. Ela salienta que a equipe está orgulhosa do trabalho realizado na série, mas admite que não é o sucesso estrondos que gostariam que tivesse sido.

A realidade é que nosso mundo é regido por dinheiro. Como a série não emplacou, e a audiência ficou bem abaixo do previsto, após quase cinco anos em desenvolvimento a Netflix não teve motivos para financiar uma terceira temporada. Além disso, em 2023 a Amazon firmou um contrato para desenvolver aventuras de Tomb Raider em mídias diferentes, inclusive uma série em live-action. 

Esse contrato é o pingo de esperança que nos resta. Existem casos de produções canceladas pela Netflix que foram retomadas ou revividas por serviços concorrentes, e essa parceria com a Amazon, em teoria, poderia dar continuidade às aventuras animadas de Lara Croft — não obrigatoriamente com a mesma equipe criativa por trás de LOLC, caso você seja daqueles que torceram o nariz para a série. Apenas o tempo poderá dizer o que o futuro de nossa franquia nos reserva.

Existem, sim, muitas histórias a serem contadas nesse universo. Uma infinitude, aliás.

quarta-feira, 4 de março de 2026

The Bringer of Death

"Acredito que somos mais do que a nossa dor."
E chegamos ao episódio final de The Legend of Lara Croft. Em The Bringer of Death, Exu finalmente faz as pazes consigo mesmo e veste sua máscara durante o festival. Com a possibilidade de abrir portais de teleporte, ele leva Sam e Lara para outro lugar, sem saber que Fig estava por perto. Testemunhando o poder, Fig confirma para Mila que o homem é um orixá. 
 
Lara relembra que Exu não era temido por ser um simples orixá das encruzilhadas, zelando pelos viajantes, e ele esclarece sua reputação: no passado, outros orixás se uniram para destronar Olodumarê, mas Exu defendeu seu pai e foi gratificado com a benção de replicar e multiplicar os poderes de outros orixás. Dessa forma, ele poderia impedir qualquer orixá que ficasse poderoso demais, e, da mesma forma, poderia expandir o alcance de qualquer poder caso necessário.
 
Ao contrário de Exu, Lara estava bem ciente que Fig esteve no encalço deles o tempo todo. Em preparação para uma nova defesa, eles retornam para a cidade perdida, onde os residentes passam a curvar-se perante o orixá reformado. Zip informa que satélites captaram o avião de Mila em rota, então elas precisam agilizar a estratégia. Os residentes se preparam para guerra, e oferecem para Lara e Sam armaduras de olumo.

Quando Mila chega ao local, ela faz um discurso que atinge o ego de Exu, acusando ele de ser um covarde e falando que a história está fadada a se repetir. Ele recua momentaneamente por um portal, sem maiores explicações, e Lara então solta o verbo contra Mila. A milionária afirma que Lara é uma pessoa incapaz de confiar em outras pessoas, e apenas engana seus próprios amigos. Nesse momento, Exu retorna, com Iemanjá e Taiwo, e Lara usa esse retorno como prova para refutar o julgamento de Mila.
 


Eles recuam para outra área da cidade onde Exu elabora um plano para reaver as máscaras sob posse de Mila. Durante um conflito épico, com coisas incríveis como Exu finalmente transformando-se numa galinha e Lara dando um grito de guerra em iorubá, Mila é tomada por uma fúria ensandecedora e seus poderes atingem até mesmo seus aliados. A ofensiva coletiva dos orixás é excelente, e, com a amplificação dos poderes providenciada por Exu, Mila finalmente encontra seu merecido fim. Exu agradece a confiança que as garotas depositaram nele nesse período, enquanto a população celebra a vitória, e então as teleporta de volta para a Mansão Croft. 
 
Mais tarde, enquanto Lara expõe a armadura de omolu que recebeu dos locais, ela recebe uma ligação de Jonah dizendo que talvez a mansão esteja sendo roubada. Lara havia enviado para Camilla as coordenadas de Mehrak, que é preso e tem sua coleção apreendida — e Eva, curadora de artefatos da guilda de Alexandria (Living Midnight), fala que os artefatos serão devidamente repatriados, bem como a generosa doação que Lara fez da coleção de seu pai.
 
Nas cenas de encerramento, vemos Exu escalando até o topo de uma montanha com as máscaras dos orixás mortos para conferir com seu pai; Olodumarê dissolve as máscaras e fala que é hora de reconstruir. E, em outro momento, no Egito, Fig se encontra com uma jovem vingativa e obcecada por Lara Croft, que não apenas diz que sabia que Mila não daria conta do recado mas também afirma que ela, sim, sabe como lidar com a aventureira...
 
 
Uma única observação, que talvez não se qualifique como um easter egg, mas enfim, vou deixar aqui registrada. Quando Zip informa que vai visitar a África, para visitar locais recomendados por Exu, Abby entrega uma caixa de lanches da Pickled Shortbread Café — o restaurante que ela e Jonah inauguraram na primeira temporada. 
 
E, ah, essa não é a primeira vez que Lara se desfez da coleção do grande Richard Croft...

[ * * * ]

Com a temporada encerrada, vou agora compartilhar comentários e opiniões mais pessoais sobre a temporada, bem como a série, de forma mais geral. Se você é leitor do blog Raider Daze, já deve estar cansado de saber. Caso contrário, vou repetir mais uma vez: sou um fanboy facilmente impressionável, citando as exatas palavras que usaram para me descrever (e que perderam qualquer conotação negativa que um dia já tiveram pois agora são minhas).
 

segunda-feira, 2 de março de 2026

The Breaking of the Land

"Eu poderia escrever um tomo sobre como afastar pessoas."
O episódio The Breaking of the Land finalmente nos dá o contexto que faltava sobre Exu. No início, durante a cerimônia de sepultamento de Obaluaê, cujo corpo é jogado ao mar em direção ao templo de Nanã, ele fala que orixás são amaldiçoados, condenados a uma existência de dor e sofrimento.

Lara e Sam não conseguem fazer o paralelo do que Chartreuse havia dito, no empório místico, onde Exu era retratado como alguém perigoso e terrível com o homem que tem acompanhado elas, mas Lara insiste que, de alguma forma, é ele quem pode impedir Mila. Ele então diz que sua máscara está em uma cidade perdida (em um local não especificado).

Apático, ele é levado até a cidade. Logo na entrada, vê que uma efígie sua foi vandalizada. Quando os residentes reconhecem o homem, ele rapidamente se encontra sobrecarregado de emoções e memórias do passado e cai, arrependido, aos pés de uma velha anciã. Ela simplesmente o acalma, com um abraço, e deseja boas-vindas ao trio.
 
Deixando um pouco sua introversão de lado, Lara dança junto aos cidadãos. Ela explana para Sam que é a preservação desses costumes locais e de povos felizes que faz com que o mundo mereça ser protegido. Exu, distante, continua indiferente, porém. A cidade conseguiu se manter sozinha, desde que ele partiu, usando vestimentas de olumo, forjada a partir dos meteoritos.
 
Lara tenta usar sua experiência para simpatizar com Exu, afirmando que as coisas boas da vida estão além da escuridão que ainda assola ele, e que ele precisa olhar além e buscar apoio em outras pessoas para sair desse buraco. Ele então fala que está sem sua máscara há mais de um século e meio, mas lembra onde a viu pela última vez. 
 
Do lado de fora, Zip está preocupado pois diversos países estão relatando catástrofes paralelas, sem perceber que tudo está ligado a uma mesma pessoa: Mila está simplesmente brincando de deus e acelerando seu processo de destruição do mundo. Lara pede para que Zip reúna a equipe enquanto ela convence Exu que ele precisa agir.
 
 
Numa área isolada e abandonada da cidade, Exu revela o que aconteceu. Sua cidade foi atacada durante um festival, e ele testemunhou sua cidade subir em chamas, mas ficou paralisado e incapaz de ajudar sua tribo. Enquanto todos morriam, ele tentou fugir e foi abordado por um colonizador, perdendo a máscara na batalha. Quando Lara investiga vestígios desse confronto, identifica que eram invasores britânicos e tem uma ideia do possível destino da máscara dele.

Os soldados britânicos costumavam vender relíquias para museus na terra natal ou para colecionadores particulares que buscavam itens exóticos. Mehrak Darvish é um deles, e Lara o considera uma verdadeira escória mas entende que ele conhece muitas pessoas no ramo, portanto, se a máscara de Exu passou por ali, ele deve saber ou ao menos ter ouvido falar sobre ela.

Mehrak fala que Richard Croft era um de seus maiores parceiros, mas Lara não gosta da ideia de vender tesouros roubados. Enquanto eles conversam, Exu e Sam são conduzidos a uma exposição particular do homem onde muitos artefatos iorubás estão orgulhosamente expostos. Exu, naturalmente, perde sua compostura e começa a destruir as vitrines, gritando que nenhum daqueles artefatos pertence ao homem. Antes de serem removidos do local, Lara tenta acalmar Exu prometendo que irão reaver todos eles.
 
Enquanto Exu ainda lida com sua raiva, Lara comenta que todos os artefatos expostos estavam danificados por fogo. Ela então conta uma história de uma velha mesquita onde um soldado inglês ficou encarregado de proteger os artefatos tomados; em determinado momento, ele ateou fogo a si próprio e percorreu os corredores, queimando todos os objetos do local. Mehrak não tinha a máscara, mas sabia como ela era, então é possível que ele a tenha visto dentro da mesquita. Lá dentro, Lara invade uma área bloqueada...

Exu encontra um pequeno altar para ele próprio e observa uma menina fazendo-lhe oferendas. Ele questiona a fé que essas pessoas ainda têm naquele orixá que os abandonou no passado. A menina, travessa, roubou um dos seus braceletes sem que ele percebesse, mas devolve-o logo em seguida. Seu pai, observando, ri e fala que ela sempre foi uma menina travessa, e Exu rapidamente se identifica com os dois. O homem, sem perceber que está falando com o próprio orixá, justifica sua fé, dizendo que a vida por si é travessa mas Exu ensina que devemos seguir em frente, sem deixar de sorrir.

Exu acompanha os dois até um festival que está acontecendo ali perto e se emociona com a cena — é o mesmo festival que havia sido deturpado pelos colonizadores no passado —, e, pouco depois, Lara surge com sua máscara em mãos. Chegou a hora.
 
 
Em muitos aspectos, esse episódio parece funcionar apenas como preparação de terreno para o episódio final. Após uma verdadeira montanha-russa de emoções para Exu (esteve apático, triste, melancólico, furioso, e, por fim, esperançoso), ele finalmente volta a acreditar em si mesmo. Me pergunto apenas como ele havia chegado ao templo subaquático sem se molhar, no episódio "The One Who Kills and Is Thanked for It", sem sua máscara...

A localização da cidade perdida não é revelada, mas, de acordo com a Wikipedia, o Festival de Eyo é tradicional da Nigéria.

Nesse episódio, Lara compra um óculos de armação redonda e lentes vermelhas. Combinado à trança que recebeu alguns episódios atrás, é uma reconstrução progressiva da iconografia clássica da personagem, mesmo que a animação tenha sido cancelada antes que a suposta "unificação" pudesse sequer tomar forma. É possível que essa ideia nem exista mais, para ser honesto.

Por fim, uma observação que apenas eu faria. Na versão em português, uma tradução incorreta destoa completamente uma cena no início do episódio: Exu alerta que a população da cidade perdida talvez venha a apedrejar eles, mas, por algum motivo, o estúdio responsável pela localização decidiu usar a palavra petrificar ao invés. Não sei qual eu preferiria que acontecesse comigo na vida real.

domingo, 1 de março de 2026

Músicas tema de Tomb Raider

Eu sou uma pessoa de talentos (e recursos) bastante limitados, mas, de alguma forma ou outra, eu sabia que precisava incluir as trilhas sonoras de Tomb Raider em minha simplística forma de celebrar o marco do trigésimo aniversário da franquia aqui no blog.
 
A imagem acima surgiu como uma ideia, uma paródia do que o Spotify faz para artistas populares, mas não consegui desenvolver tal ideia como eu desejava. Cogitei algumas coisas diferentes para esse especial, como uma seleção de faixas favoritas pessoais, ou uma feita de acordo com a pressuposta popularidade das trilhas sonoras, mas nada parecia atender às minhas próprias expectativas, quem dirá dos meus poucos leitores. 

Com isso em mente, decidi simplesmente cooptar e compartilhar uma playlist que o amigo Harry, do portal Music of Tomb Raider, montou alguns anos atrás, reunindo os temas dos principais jogos da série. Mais fácil, e mais honesto, do que criar uma playlist praticamente idêntica, não é verdade?