Enquanto eu estava procurando por possíveis links para incluir na postagem anterior dessa minha série especial para os 30 anos de Tomb Raider, na qual eu falei sobre a fancomic Tales of Lara Croft, vi uma oportunidade para um possível novo artigo se apresentar sozinha.
De acordo com a WikiRaider, em um artigo que era mantido por um nome prominente na cena de fanfic da comunidade tempos atrás, a primeira fanfic sobre a qual se tem conhecimento foi escrita por Robert Wheeler e publicada em seu fansite em fevereiro de 1997, ou seja, cerca de três meses após o lançamento de Atlantean Scion.
Verdade seja dita, não é um conto muito bom. É curto, e o autor tenta contextualizar o easter egg da Arca da Aliança, que podia ser visto na mansão de Lara, além da matéria de capa da revista que vemos Larson jogando na mesa na cena de abertura do jogo — e também insere alguns elementos superficiais de Atlântida e até mesmo uma menção ao Himalaia, onde o avião da aventureira caiu na primeira versão de sua biografia. Ou seja, o autor tentou situar essa história antes dos eventos do jogo.
Seu site foi ao ar em novembro de 1996, talvez sendo um dos primeiros fansites dedicados à aventureira, ainda nos primórdios da internet. De qualquer forma, embora não possamos afirmar com a total certeza de que trata-se, de fato, da primeira fanfic inspirada pela franquia, eu considerei esse um bom pretexto para traduzir e dar um pouco de visibilidade a um conteúdo que só não foi perdido graças ao arquivo da internet.
Como de costume, fiz uma tradução livre e totalmente manual, tomando liberdade para adaptar certos segmentos para garantir uma leitura mais suave mas sempre preservando o contexto original.
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The Lost Ark
— Prólogo —
O vento soprou a áspera areia amarelada contra o rosto de Lara, e com o dorso de
sua mão ela esfregou as lentes de seus óculos e continuou escavando. Conforme
ela escavava, o sol começou sua descida em direção ao horizonte e, pouco depois, Lara
foi obrigada a parar e descansar enquanto acendia uma pequena fogueira de
acampamento e sua lanterna.
Enquanto ela estava sentada em uma crista alta, em uma parte não nomeada do
Egito, ela olhou ao seu redor na escuridão que começava a cercar o topo das distantes pirâmides de Gizé e maravilhou-se com sua beleza.
Com o pôr do sol e o nascer da lua, tanto o vento quanto a temperatura diminuíram.
Cobrindo o seu corpo tonificado com um pesado casaco de pêlo de camelo, ela pegou
seu mapa e repassou os detalhes do local em sua cabeça, fazendo rápidos
cálculos de distância, altitude, e diferença de tempo em minutos, para
confirmar pela centésima vez que ela estava na localização correta do
Poço das Almas Perdidas, na cidade perdida de Tanis.























