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domingo, 28 de junho de 2026

Primeiro Ataque

Eu adoro a forma como o universo conspira. 
 
Recentemente, tive a oportunidade para jogar Invincible VS e, como gostei do universo e dos personagens, decidi conferir a série animada, que é um sucesso absoluto no Prime Video. Enquanto pesquisava uma ou outra coisa, descobri que a HQ havia sido originalmente publicada pela editora Image no início dos anos 2000, quando Lara Croft ainda fazia parte da editora, e logo descobri que a Witchblade havia cruzado caminhos com o protagonista...

Embora canonicamente Lara Croft existisse no mesmo universo que os super-heróis de Invincible, eles nunca se encontraram. Porém, essa minha pesquisa me levou à descoberta da existência da edição promocional Image Comics Summer Special, publicada em 2004, onde quatro breves histórias inéditas são oferecidas como introdução aos respectivos universos: Spawn, Witchblade, Invincible, e Savage Dragon. 
 
E, veja bem, a história de Witchblade faz crossover não apenas com Tomb Raider mas também com Stryke Force, outra publicação da editora. A história infelizmente fica com final aberto; pensei que poderia servir como um prelúdio para Stryke Force mas a minissérie (também publicada em 2004) não faz nenhuma referência a esse vilão.
 
Chega a ser engraçado resumir algo tão curto e trivial, mas, por motivos de TOC, aqui está.

[ * * * ]

First Strike começa com uma entidade tecno-orgânica observando três pessoas diferentes, alegando que todos são facilmente manipuláveis. Ela conhece cada uma delas por nome e função, contra os quais envia suas criações para um teste.

Contra Sara, em Nova Iorque, um andróide embosca a garota enquanto ela retorna do mercado, mas com a Witchblade ela facilmente repele o ataque. 
 
Lara Croft, esboçando uma ilustração das estátuas moais a sua frente, é supreendida por um colosso animado. Enquanto enfrenta o criptídeo com suas pistolas, a entidade comenta para si que ela irá cumprir muito bem seu papel.
 
E, por fim, a entidade observa quem julga que seriam seus lacaios mais improváveis: o esquadrão mercenário Stryke Force, enquanto abordavam uma facção de insurgentes terroristas eles são surpreendidos por um escorpião gigante.

Enquanto todos os alvos tentam entender os ataques repentinos, a entidade que orquestrou tudo fala que isso foi apenas a abertura, que esses construtos de micro e nanotecnologia denotam a sinfonia de uma bela música que está por vir...

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Raquel

Sim, esta postagem está bem deslocada. Quatro anos atrás, quando fiz uma maratona de leitura e resumos das histórias em quadrinhos da Top Cow, eu citei que a história de Witchblade/Tomb Raider #1 continuava nas páginas de Tales of the Witchblade. Como recentemente adquiri este arco completo para minha coleção, achei que seria válido incluir seu resumo no blog.

A minissérie Tales of the Witchblade contava histórias independentes das diferentes portadoras da entidade. No caso em questão, Raquel foi publicada entre as edições #7 e #9.

Milênios atrás, a princesa egípcia Racquel descobriu que seu noivo, o príncipe Sallah, estava perdidamente apaixonado por Bastet, e buscou ajuda dos outros deuses para removê-la da vida de seu futuro marido. Em sonho, Anúbis direcionou a princesa até uma caverna onde ela encontraria o poder necessário para tal: a Witchblade.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Guerra dos Monstros

Corrigindo informação em uma postagem anterior, Monster War definitivamente corresponde ao maior crossover que contou com a participação de Lara Croft. Ao longo de suas quatro edições, Magdalena, Tomb Raider, Witchblade e The Darkness enfrentam figurões do mundo dos monstros, como Drácula, Frankenstein e Mr. Hyde.

Magdalena, tormentada por pesadelos que pressagiavam uma invasão de monstros, parte para uma construção em Londres. Era naquela noite e local — antigamente, uma igreja — que tudo teria início. O rastro de corpos e armadilhas deixa claro que nada parecia capaz de impedir o invasor, mas a cruz ainda oferecia-lhe conforto.

Ela encontra Mr. Hyde quando ele está abrindo um caixão. De dentro, Vlad Tepes levanta e observa a oferta de Hyde: sangue virgem. "Sangue santificado", Magdalena corrige, antes de triunfar sobre Drácula no confronto. Ela é apunhalada pelas costas por Mr. Hyde, porém, e Drácula pode se alimentar com o sangue da guerreira. Momentos depois, ela é encontrada, ainda viva, por Lara e Dr. Jekyll.

Longe dali, a bordo de um avião sobre o Atlântico, Mr. Hyde fala para Drácula que o mundo moderno está repleto de novidades e coisas maravilhosas, mas está sob domínio dos fracos cidadãos do dia. Ele solicita a ajuda de Drácula para retomar o mundo.

Lara leva Magdalena para sua mansão. Ela desperta como uma vampira, mas Dr. Jekyll administra um soro para retardar a transformação. A única forma de reverter completamente a maldição é com uma orquídea necrótica, e, portanto, Lara parte para Romênia. Com um pergaminho, ela localiza a caverna onde a flor estaria e, como previsto, sob a guarda de lobisomens.

Preparada, Lara usa balas de prata para resolver a situação. Após derrotar o líder da matilha, um lobisomem de duas cabeças, ela retorna para a mansão com a orquídea. Magdalena havia fugido, mas Jekyll acredita que Mr. Hyde e Drácula estejam em Nova Iorque — e Magdalena, provavelmente, está indo para lá também.
Em cada um de nós, duas naturezas estão em guerra: o bem e o mal.
Mr. Hyde demonstra para Drácula seu plano, bem como a forma através da qual separou-se de sua identidade original: um vírus capaz de segregar essas duas naturezas. Injetando o vírus em um coelho de cobaia, eles observam o coelho se separar em dois, sendo que o selvagem instantaneamente elimina o dócil. Hyde, satisfeito com a apresentação, pede para Drácula considerar resultados ao extrapolar esse mesmo experimento a todos os seres humanos.

Num bordel em Manhattan, o Drácula cultivou uma quantidade de noivas. Sara Pezzini é enviada para investigar uma cena de crime mas, antes de entrar, avista Jackie Estacado num beco escuro. Ela sabe que se ele fosse o responsável pelo massacre, estaria bem longe dali, então ouve o que ele tem a dizer. O bordel pertence a ele, e é frequentado por pessoas com muito dinheiro, portanto o acontecido é inaceitável.

Não muito longe dali, Lara e Jekyll estão perseguindo um sinal de GPS. Lara havia colocado um rastreador na capa de Magdalena, prevendo que as coisas poderiam dar errado quando a moça foi mordida pelo vampiro. Jekyll lembra que eles poderiam seguí-la até Drácula e Hyde, mas Lara diz que sua intenção é ajudar Magdalena, e não usá-la como isca.

Sara Pezzini, dentro do morgue, descobre que todas as vítimas tiveram seu sangue completamente drenado, com exceção de um corpo que também foi retirado do local: um homem sem alma ou nome. O monstro de Frankenstein. Tudo que ele deseja é morrer, e para isso tudo que precisa é um fragmento da Witchblade. Em um confronto com a detetive, ele quebra parte da entidade e escapa, esbarrando em Magdalena. Ela estava ali a mando de Drácula, seu novo mestre, para conduzir o monstro. As vítimas da chacina também levantam, agora transformadas, e fogem do morgue.

O sinal do GPS leva Lara e Jekyll até Sara. Muitas dúvidas permeiam a cabeça das duas, enquanto Jekyll começa a entender os planos de Hyde. As mulheres não se tornariam vampiras, mas, sim, portadoras de um vírus resultante de ciência e bruxaria. Pessoas mordidas por essas portadoras teriam suas duas naturezas separadas: uma nova forma de vida monstruosa e selvagem, enquanto a outra seria reduzida a uma aparição vampírica, carregando a maldição e disseminando exponencialmente os planos de Hyde.

As profecias do homem sem alma, Frankenstein, diziam que ele serviria como um portal para o retorno de demônios de outrora. O fragmento da Witchblade, que Hyde mandou recuperar, seria o catalisador deste feitiço. Frankenstein apenas quer que sua sofrível existência chegue ao fim de uma vez, mas Hyde pede para que ele aguarde até o amanhecer.

Lara e Jekyll encontram a Magdalena, lutando contra a influência de Drácula, e conseguem reverter a maldição usando a orquídea. Depois de um confronto épico entre os quatro heróis e os monstros, resultando na decapitação de Drácula e na morte das portadoras, Jekyll funde-se com Hyde novamente: é sua alma que carrega o peso dos pecados cometidos por sua contraparte sombria. Antes que a fusão seja finalizada, Jekyll dá um tiro na própria cabeça, acabando com a existência dos dois.

Vitoriosos ao nascer do sol, os heróis ponderam o destino que Frankenstein teve. Quando ele percebe que o mundo inteiro seria destruído com o feitiço de Hyde, que ele acatou pois queria apenas que sua existência chegasse ao fim, ele abandonou o confronto e fugiu. O monstro recebeu a pior sentença: ele sobreviveu.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O Colar de Cleópatra

Tomb Raider/The Darkness se diferencia dos demais crossovers pois, em determinado momento, coloca os dois protagonistas diretamente um contra o outro. A história, sem título, ainda conta com uma breve aparição de Sara Pezzini.

Uma exibição egípcia havia acabado de chegar ao museu metropolitano de Nova Iorque, mas foi completamente vandalizada. Um artefato, o Colar de Cleópatra, estava faltando. A própria Lara havia encontrado o artefato e, portanto, sabia que deveria recuperá-lo antes que fosse tarde demais. Ela entra em contato com a detetive e amiga Sara Pezzini.

O colar supostamente tornava Cleópatra irresistível para qualquer homem. Lara afirma que a lenda é verdadeira, mas está ciente que ninguém além de Sara acreditaria em algo assim. As informações que Sara levantou acerca do roubo apontavam para um ato da máfia, e ela sabia quem poderia ajudar. Alguém igualmente familiar com essa comunidade e com o sobrenatural: Jackie Estacado.

Apesar de incessantes investidas do rapaz, Lara admite que Jackie é um mulherengo charmoso com suas maneiras ignorantes e idióticas. Na mansão de Tony Cugliani, Lara intimida o líder da máfia, alegando entender o porquê ele sente medo do artefato. Ela promete ajudar, e ele então revela que um Dino Barrata havia solicitado o artefato para salvar seu casamento, pois não considerava sua esposa atraente. Após entregar o artefato, os homens de Dino começaram a matar uns aos outros.

A caminho do lar de Dino, Lara anuncia que vai entrar sozinha, mas Jackie não permite. Ela não contesta, mas pede que ele desvie o olhar quando ela mandar. Os homens estirados no chão dão um claro indício da influência do colar, mas, antes que os dois percebam, Jackie é dominado pelo mesmo poder.

A mulher, em prantos, pede para que retirem o colar de seu pescoço imediatamente: seu próprio marido fora assassinado, por um de seus homens, por causa dela. A influência torna a moça irresistível de forma que os homens farão de tudo para ficar com ela. Lara tenta avançar em direção a mulher, mas é barrada por Jackie, usando o poder da entidade Darkness. Os lacaios de Darkness percebem que existe algo de errado ali, pois Jackie está ignorando Lara para defender a mulher feia ao invés. Quando os lacaios desobedecem as ordens recebidas, Jackie decide que deve aniquilar todos.

Os lacaios ajudam Lara a revidar o ataque. Numa brecha após se libertar, Lara arremessa um dos lacaios para cima da mulher, mandando-o arrancar o colar do pescoço dela. A Darkness prende Lara novamente, pronta para sufocá-la até a morte, enquanto o lacaio tenta arrancar o colar da outra mulher. Darkness remove o lacaio de cima da mulher com força, fazendo com que o colar se arrebente no processo, e Jackie é libertado da influência da relíquia, retornando a sua forma humana e sem lembrança alguma dos eventos.

Lara, aliviada, informa Jackie que eles finalizaram o que tinham para fazer ali.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Ressurreição de Taras

Para tirar um melhor proveito desta história, publicada nas edições #12 à #14 do primeiro volume de Fathom, provavelmente um conhecimento maior sobre o universo ao qual ela pertence cairia bem. Sem essa base (assim como praticamente todos os crossovers até aqui), resumirei a história como a absorvi. Além de Tomb Raider, esse crossover também conta com Witchblade.

Em algum lugar no Atlântico Norte, Cannon Hawke é sequestrado pelos "azuis", uma raça de humanóides que vive no fundo do mar. Lara Croft, a bordo do mesmo barco, aciona a detetive Sara Pezzini e pede que ela localize uma moça chamada Aspen Matthews, pois ela também pode estar em perigo.

Sara localiza Aspen e elas se dirigem ao cais onde encontrariam Lara. Visando capturar Aspen, os azuis coordenam outra emboscada e capturam as duas antes que cheguem até Lara. Enquanto isso, em uma caverna longe dali, Cannon está sendo torturado por Vana, mãe de Taras. Ela pretende drenar toda a essência dele, bem como a de Aspen, para reviver seu filho.

Aspen não conhece a facção que capturou as duas, mas sabe que compartilha a mesma raça que eles. Enquanto ela é capaz de manipular a água, eles se adaptaram à gelidão do círculo polar e também são capazes de manipular gelo. Lara, de longe, observou o sequestro e invadiu o lar de Vana para resgatá-las.

A capacidade de controlar o gelo ao redor delas torna Vana uma oponente impossível para Lara, e, enquanto foge do campo de visão da mulher, ela acidentalmente encontra Sara e, somente então, é apresentada para Aspen. Elas poderiam escapar, mas Lara diz que não pode deixar Cannon Hawke para trás. É um dos poucos a quem ela deve um favor, e também um dos poucos que ela considera amigo.

Lara e Cannon se conheceram há muito tempo atrás, quando ela foi contratada para localizar uma jóia no fundo do mar. Ela encontra a relíquia, mas, ao tocá-la, desmaia e acorda em seu iate, na presença do misterioso rapaz. Certa de que tal pedra estava amaldiçoada, a sua teoria é refutada conforme Cannon narra a lenda da pedra. Lara aproveita a distração para derrubar o rapaz de seu iate, agradecendo o resgate. Mais tarde, quando retorna o artefato para o contratante, ela finalmente conhece quem havia a contratado: o próprio Cannon Hawke.

Devidamente armadas para resgatar o amigo, as garotas invadem a caverna novamente. Sara é derrubada para um andar inferior e perde toda a ação, mas testemunha a Witchblade mudar de elemento. Lara salva Cannon enquanto Aspen distrai, e derrota, Vana. Tomada por raiva, Vana dispara um último ataque, que é refletido por Aspen e atinge Taras em cheio. O arrependimento por matar o próprio filho faz com que Vana cristalize tudo a seu redor, inclusive a si mesma. O ruir da caverna indica que todos devem sair dali imediatamente.

A Witchblade novamente salva Lara (bem como Aspen e Cannon) de uma queda fatal. Aspen questiona a casualidade das duas, considerando a situação em que se encontram, ao que Lara ironicamente responde que "estão ficando melhores com a prática". No caminho de casa, Lara revela para Sara que achou Aspen branda demais; e a recíproca é verdadeira, pois Aspen pensa que Lara é uma mulher rude e imprudente.

Cannon concorda com a opinião de Aspen, mas acrescenta que, acima de tudo, Lara é divertida. Dizendo isso, ele caminha até o banheiro, refletindo os últimos acontecimentos, e, quando se olha no espelho, por um momento, ele enxerga Taras em seu reflexo...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ano do Dragão

Apesar de ter sido a terceira (e última) edição especial reunindo Lara Croft e Sara Pezzini, Witchblade/Tomb Raider #½, de certa forma, continua Vendetta em uma história sem título e independente.

A história começa com um homem fazendo uma marca na parede, com o próprio sangue, dizendo que, de acordo com seu mestre, alcançou tudo que poderia como humano. Ainda assim, não estava satisfeito. A única coisa que faltava fazer era uma jornada pelas trevas mas o caminho era bloqueado para aqueles que não eram corajosos o suficiente. 

De acordo com o mestre, um percurso dessa jornada começaria em Nova Iorque, através de uma jóia. Ele encontra a gema, mas não é capaz de assimilar as supostas trevas, e acaba deixando um rastro absurdo de corpos em seu caminho.

Olhando fotos das vítimas, Lara e Sara debatem. Todas as vítimas tinham histórico de crimes, e o DNA localizado na cena do crime pertence a outro assassino conhecido: o chinês Wing Phat. Sara diz que ele já tinha histórico prévio de assassinatos, mas seu trabalho era altamente profissional, em contraste que essas matanças recentes pareciam o trabalho de um lunático, similar à vendeta de Lucas Moralto.

Seria improvável que o artefato de Lucas estivesse em jogo, uma vez que Lara estava encarregada em manter a jóia em um lugar seguro. Lara hesita, mas revela que, enquanto estava em uma aventura, o artefato em questão havia sido furtado de sua mansão. Ela investigou pessoalmente na ocasião, e foi diretamente até a casa de Lucas, mas o encontrou morto.

Antes que possam debater o ocorrido, Sara recebe ordens para investigar outra cena de crime em Chinatown. Elas encontram mais membros de facção mortos. Um detetive, Chin, conversa com as moças, relatando rumores circulando pelo bairro de que um dragão retornou em busca de vingança. Tão logo elas se afastam da cena do crime, o dito dragão surge e mutila Chin.

Lara e Sara tentam contra-atacar, mas não são bem sucedidas. Lara nota um caminhão de combustível nas vicinidades e, contra a vontade de Sara, dispara contra ele ao invés. A explosão força o dragão a retornar a sua forma humana. Sara impede que Lara o execute, dizendo que dessa vez colocará Wing Phat atrás das grades, esperançosamente por uma eternidade inteira.

Porém, na prisão, Wing Phat comete suicídio. Embora ele tenha sido um assassino profissional, o dragão não buscava nada além de massacre e transformou o homem em um mero instrumento. O dragão partiu em busca dos próprios inimigos, causando vergonha a Wing por ter tido parte nas suas mortes e, assim, fazendo-o perceber que essa era a jornada pelas trevas...

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Travessias Sombrias

Dark Crossings talvez tenha sido o maior crossover do qual Lara Croft participou. Entretanto, sua participação — bem como as de Witchblade e de The Darkness — é relativamente pequena, uma vez que as duas edições servem como um prelúdio para a minissérie independente Butcher Knight.

Resumidamente, um mestre ancião, que perdeu a conta da própria idade, solicita que Lara encontre a Espada de Lúcifer, informando até mesmo o local onde ela está. Lara sucede em sua busca, mas, considerando que o artefato carrega uma poderosa energia maléfica, questiona o interesse dele no artefato. 

O ancião então revela que é Gideon, que foi um matador de dragões muitos séculos atrás, e afirma ser a única pessoa capaz de usar os poderes da espada para o bem. Ele escolheu sua sucessora, uma jovem moça chamada Daria, e está pronto para passar o fardo adiante. Lara concede.

Gideon, porém, é assassinado após ser traído por sua aprendiz. No local do crime, as pistas indicam que ele havia recrutado Lara Croft para encontrar uma espada, mas nunca pagou pelo serviço. Lara estava na cidade na noite do crime e a causa do ferimento mortal era, justamente, uma espada. Sara Pezzini, detetive apontada para o caso, pondera se sua amiga Lara teria cometido tal crime.

Após um breve encontro, Lara e Sara decidem trabalhar juntas. Enquanto pesquisam possíveis locais para os quais a espada poderia ter sido vendida, a Witchblade susurra para Sara que um poder sombrio está por perto. E, para lidar com esse tipo de poder, ela sabe a quem recorrer, alguém bem familiarizado com a escuridão: o assassino Jackie Estacado.

Elas chegam até Jackie tarde demais, entretanto, pois Daria, que na verdade é uma bruxa súcuba, já o encontrou e absorveu seus poderes, deixando-o inconsciente. A Witchblade reanima Jackie, e então os três partem imediatamente para França, local para onde Daria embarcou, para tentar apreendê-la na chegada.

Os planos saem pela culatra quando Daria e Jackie detectam a presença um do outro no aeroporto. Ela escapa, mas Jackie persegue essa sensação até Notre Dame. Lá, Daria usa a espada em um ritual para reanimar uma gárgula*. Jackie consegue reaver a Darkness, mas nem os esforços conjuntos dos três são capazes de impedi-la de fugir com a gárgula por dentro de uma sombra...

Em algum lugar na Califórnia, Daria reverte a gárgula a sua forma humana original e apresenta-lhe seu novo lar e identidade. Quando ele questiona a origem e motivação da mulher, ela simplesmente alega que deseja o mesmo que ele: vingança contra o feiticeiro que o manteve aprisionado por 1700 anos, Merlin.

* Eu intencionalmente relevei um dos principais pilares desta história. Merlin, filho de satã, transformou Lancelot, o cavaleiro negro, em uma poderosa gárgula para que ele pudesse salvar sua amada, mas o traiu logo depois, aprisionando sua alma em pedra no ano de 359. Lancelot é o único capaz de ferir Merlin, por isso é importante para os planos de Daria. Por sua vez, ela precisa do sangue de Merlin para salvar sua mãe, que foi levada aos limites da loucura após ter sido possuída por um demônio que resultou no nascimento da súcuba. Tomado pelo desejo de vingança, Lancelot se tornou o Butcher Knight.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

O Ídolo de Bastet

O segundo encontro de Lara Croft e Sara Pezzini ocorreu nas páginas de Witchblade/Tomb Raider #1. Desta vez, a história (sem título) começa com um e-mail que Lara enviou para Sara, pedindo para que ela vá para Londres. Ela encontrou um artefato que pode estar diretamente ligado ao apetrecho que Sara "comprou na promoção da Macy's"...

Sara aceita o convite, pensando em escapar de Nova Iorque para relaxar um pouco, mas chega no exato momento em que uma madame e dois guarda-costas estão fugindo com uma estatueta. A mulher ordena que os capangas esqueçam a multidão e mantenham foco apenas em Lara, mas eles a perdem de vista. 

Antes que Sara consiga entender o que está acontecendo, Lara surge e pede para que sua amiga dirija, prometendo explicar tudo no caminho. A madame, Genvieve Lecavalier, é obcecada por gatos e ficou sabendo que Lara havia encontrado o Ídolo de Bastet. Lara recusou-se a vender-lhe o ídolo, embora Genvieve insistisse, dizendo que tudo no mundo está a venda — e terminou a proposta com uma ameaça, dizendo que, de uma forma ou outra, o ídolo seria dela.

Ainda tentando alcançar o carro dos bandidos, Sara questiona a conexão com a Witchblade. Lara então fala que um amigo, Buck Ogden, pesquisou e ofereceu a ideia de procurarem pelo ídolo em Gizé. Dentro de uma pirâmide, antes da câmara principal contendo o artefato, Lara encontrou hieróglifos que revelavam um passado entre Witchblade e Bastet. Sara fala que já tinha ouvido sobre as encarnações anteriores da entidade, mas essa poderia ser a referência mais antiga.

O motivo pelo qual Lara não quis vender o artefato é, justamente, Buck. Lara conseguiu fugir, mas o rapaz ficou enclausurado, dentro da câmara, e Lara presumiu que ele morreu nessa aventura. Dessa forma, esse ídolo simboliza a última contribuição do pesquisador para a história.

Nas ruínas de um antigo castelo de bruxaria, Genvieve realiza um ritual usando o artefato, esperando a gratificação da vida eterna. Entretanto, ela acidentalmente invoca a própria deusa Bastet e seu guardião Manares. Em poucos segundos, Bastet ordena que Manares devore Genvieve — e seus dois guarda-costas viram as costas sem pestanejar.

Cabe a Lara e Sara resolverem a situação. Sara, com os poderes da Witchblade, prende o guardião, enquanto Lara pega o artefato. Bastet imediatamente reconhece o poder que oprime Manares e desafia Witchblade para que elas possam resolver suas diferenças do passado: de acordo com Bastet, a Witchblade tomou tudo que ela já teve, inclusive o amor de sua vida, e ela deseja retribuir esse sofrimento.

Sara se incomoda com a revelação, mas Lara esclarece que são acontecimentos de encarnações passadas. Com o poder da Witchblade, as duas conseguem reaprisionar Bastet dentro do ídolo. Lara promete que vai guardar o ídolo longe do público, mas Sara relembra de tudo que ocorreu com o talismã de Moralto e sugere que esse artefato fique com ela ao invés. Como prêmio de consolação, Lara fica com o guardião, agora reduzido a um adorável filhote. Em homenagem ao amigo, Lara o nomeia de Buck.

Relaxando na piscina da Mansão Croft, Lara desabafa: Bastet não era louca, apenas amava alguém a quem perdeu para a Witchblade. Será que esse alguém sabia como ela se sentia? Enquanto isso, no Egito, Buck permanece vivo, dentro da câmara de Bastet...

Curiosidade: este é o único gibi que conta com a presença de Winston em sua aparência "clássica". Sara se refere à ele como Jeeves, apelido dado pelos fãs de Tomb Raider antes do mordomo receber um nome próprio oficialmente.

Vale citar que essa história foi continuada em Tales of the Witchblade (edição #9, para ser exato). Não vou entrar em detalhes agora pois a história sai por uma tangente, mas para todos os efeitos: "Buck" tem mais de 3000 anos e era, de fato, o grande amor de Bastet. Ele sabia a exata localização do artefato e recrutou Lara Croft justamente para que pudesse libertar sua amada.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Vendeta

Apesar de levar o mesmo título que a história publicada na edição #49, Vendetta na verdade marca a "estreia" de Lara Croft nos quadrinhos, ao lado de Sara Pezzini, em Tomb Raider/Witchblade #1.

Lara havia sido contratada para localizar um artefato nas ruínas de Hal Seflieni, em Malta. Lá ela encontrou um talismã engastado com uma pérola negra e retornou o artefato para seu empregador, Sr. Lucas Moralto. Um velho amigo do pai de Lara que alegava que a pérola seria uma fonte de imortalidade: a fantasia perfeita para um velho moribundo.

Entretanto, a real intenção de Lucas era usar o artefato para cumprir sua vendeta: 50 anos atrás, uma guerra que dizimou as famílias criminosas Scarponi e Moralto havia chegado ao fim, e uma trégua havia sido estabelecida para que as famílias se reconstruíssem com trabalho honesto, tentando esquecer todo o sangue derramado. Lucas, entretanto, não quis esquecer.

Após descobrir isso, Lara tentou tomar o artefato de volta, mas ele acabou se partindo em dois e liberando um demônio alado que passou a caçar e matar os Scarponi, dando continuidade ao plano de Lucas. Com sete assassinatos em sete dias, a polícia leva Lara em custódia quando encontra ela na cena do crime. Ela é apresentada à detetive Sara Pezzini, que decide acompanhar Lara em um caso digno de Arquivo X.

Logo na primeira conversa entre as duas, Lara percebe que existe algo excepcional no "relógio" que Sara está usando, que a detetive desconversa dizendo que o comprou em "numa liquidação natalina na Macy's..."

O plano das mulheres é de invadir a mansão de Lucas, com uma certa reprovação da detetive quanto aos métodos mais diretos de Lara. Lucas estava aguardando pela aventureira em sua biblioteca, e a convida assim que a porta é aberta. Lara confronta ele, pedindo a outra parte do amuleto para que possa mandar o demônio de volta para o inferno.

Lucas simplesmente sorri, dizendo que o demônio não veio e nem vai para o inferno; e que o talismã agora possui um novo lar: está engastado em seu próprio peito. Com o poder da pérola, Lucas se transformava no demônio, assim se libertava da prisão que seu corpo decrépito havia se tornado. Sara, portando a Witchblade, sem cerimônias, chega com uma grande dose de moralidade e poderes sobrenaturais, atraindo a atenção do demônio.

Ele decide ignorar Lara, dizendo que sua convidada é um desafio mais interessante. Essa foi sua falha fatal: sem que ele perceba, Lara arranca a pérola de seu peito e o transforma de volta para sua forma humana. Fadado a morrer nos próximos meses, Lucas terá de viver se esforçando para respirar, sabendo que sua vendeta permanecerá inacabada.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Jornadas

Tomb Raider: Journeys foi uma minissérie composta por 12 edições, com um arco deveras confuso paralelo às edições regulares mensais. Curiosamente, chegou ao Brasil muitos anos mais tarde, publicada em quatro partes pela editora Panini sob o título Busca ao Tesouro.

A história começa com Lara velejando, sozinha, para sua próxima expedição no Peru. Ao adentrar uma densa névoa, é abordada por um navio pirata — Revenge of the Bonny Raider — que parece ter saído diretamente do século XVI. Sem alternativa, Lara une-se aos piratas do barco e logo avistam a embarcação Dora del Sol, que os piratas planejavam pilhar.

Num confronto de canhões, a Revenge perde. Eternamente. É a maldição do holandês voador: como morreram durante a busca, estão condenados a repetir esse fracasso como fantasmas. Após reiniciar o ciclo uma vez, quando Lara ouve que a Dora del Sol foi avistada, ela, ciente da maldição que assola a embarcação e de como as coisas se desenrolariam nesse confronto, elabora uma estratégia de emergência e o capitão, Kagan, concede-lhe o crédito pela captura e pilhagem da Dora del Sol. Finalmente cumprindo seus destinos, a névoa se dissipa, assim como as duas embarcações. 

Tudo que resta no presente é uma moeda, que Kagan havia encontrado em El Dorado, delineando o próximo destino de Lara. Quando o mar a leva até a orla peruviana, ela é socorrida por um pescador. Após ver a moeda, ele se recusa a ajudar Lara — mas ela o convence que o tesouro poderia tirar seu vilarejo da miséria. Um menino, ouvindo a conversa, afirma saber onde fica a cidade perdida.

Lara e o pescador entram na cidade, mas são seguidos por mercenários. Dentro da fabulosa cidade, ela encontra dois medalhões de ouro, mas não toca em um terceiro pois as inscrições sugerem que ele ativaria uma armadilha. Minutos mais tarde, porém, os mercenários chegam ao mesmo lugar e decidem tomar esse medalhão, causando a destruição da cidade perdida. Lara deixa um dos dois medalhões para o pescador e parte.

Depois, na Mansão Croft, Lara está tendo aulas de tiro com arco e seu assistente traz dois visitantes: representantes de um grupo de arqueólogos que compra sítios para preservá-los, mas que atualmente encontram-se sem recursos. Lara descarta a ideia de simplesmente despejar dinheiro na mão dos homens, mas decide ajudar quando eles alegam ter encontrado as cidades de Sodoma e Gomorra.

Gomorra estaria prestes a ser vendida para um homem, chamado Kagan, que pretendia construir condomínios no local e, assim, quaisquer vestígios que confirmassem conexões entre as duas cidades poderiam ser perdidos na gentrificação do local. Lara invade os resquícios de Gomorra e encontra o Talismã do Deus Sol, assim reanimando todos os mortos da cidade. Kagan desiste da compra ao ver um exército de esqueletos, e após isso Lara devolve o artefato ao seu devido lugar para que os mortos voltem a ser apenas pó. Kagan pede para seu assistente descobrir tudo que puder sobre Lara Croft; uma vez que seu real interesse na cidade era, de fato, apenas encontrar o talismã. Ah, ele também é adepto em tiro com arco. 

Uma semana mais tarde, em algum local na Argélia, Lara parte para escavar uma carruagem. Existem duas alternativas para chegar até o sítio: um campo minado ou um pântano. Lara, obviamente, vai pelo campo minado. No meio do percurso ela encontra um bode, perdido, e decide salvar o animal, mas é imediatamente alvejada pelos homens de Kagan, que flanquearam-na pelo pântano.

Quando ela finalmente relembra de onde o conhece — do encontro a bordo da Revenge —, Lara desmaia. Os capangas de Kagan iniciam um motim, decidindo que não trabalham mais para o homem. Forçados a escavarem juntos, Lara e Kagan encontram vestígios de uma mulher junto a uma carruagem. Aproveitando a distração, eles atacam os motineiros e, quando Kagan experiencia um déjà vu, é ele quem desmaia. Quando desperta, percebe que Lara o deixou para trás, amarrado junto aos seus capangas.

Mais tarde, em um reencontro da turma de 1992, após vivenciarem o desejo do último portador da coroa do Rei Arthur (vide edição #½), um velho conhecido de Lara, agora ministro inglês, tem uma missão para Lara: recuperar uma lança que foi roubada do museu britânico há dois meses. Ele não sabe explicar a importância da lança, mas um fantasma anuncia se tratar de uma lança espiritual. Tal fantasma se apresenta como Winston Churchill, vindo diretamente do inferno, informando que a lança pode estar em algum lugar do submundo dos Maori, na Nova Zelândia. Entrar no submundo pode ser uma viagem sem volta, mas Lara aceita o desafio.

No meio do nada, na Austrália, em uma cidadela que sequer possui nome, Lara procura por um contato que sabe a localização da tribo Maori, mas é informada que precisa provar que merece tal informação. Num duelo nos padrões de faroeste (novamente, aliás), ela derrota o homem mas se recusa a matá-lo, pois havia jurado à um amigo, prestes a morrer, que jamais mataria novamente. O homem revela o local da tribo e diz que Lara deve procurar por um Akio.

De alguma forma, já no submundo Maori, está Kagan com a Lança dos Sonhos — o artefato neozelandês que Lara busca a pedido do museu britânico. De acordo com a tribo, a lança permite reviver os mortos e pode destruir o sutil equilíbrio entre o submundo dos sonhos e a realidade. Como Lara não é nativa da tribo, ela precisa de um moko temporário para que possa visitar o submundo.

A tribo é contra a participação de uma forasteira nos seus rituais, mas Akio afirma que se ela vencer o melhor guerreiro da tribo, será digna de ser integrada à tribo. O guerreiro em questão é ele próprio. Lara recusa lutar até a morte, de forma a honrar sua promessa, mas derrota Akio. Ele se oferece para ser seu guia no submundo e explica que o moko representa a forma como os ancestrais vêem a pessoa; uma representação das encruzilhadas da alma humana.

Dentro do submundo, Lara lembra o futuro. Não existe cansaço, fome, ou dor, e o tempo flui de forma diferente. Enquanto acampam, os dois ouvem um grupo se aproximar. Akio subjuga todos, mas Lara reconhece o último: Myles, o amigo e mentor a quem ela havia feito a promessa momentos antes de ele morrer. Lara carrega o peso da culpa pois ele morreu indevidamente numa emboscada que havia sido armada contra ela.

Desarmada nesse plano existencial, Lara é orientada por Akio a confiar na fé ao invés nos sentidos, e dessa forma ela encontra uma Espada Invisível. Nesse momento, Kagan encontra Lara e derruba Myles de um desfiladeiro. Akio conforta Lara, dizendo que seu amigo não poderia morrer com a queda pois, bem, ele já estava morto. 

Kagan e Lara são inimigos eternos, e Lara sempre sai vitoriosa com a morte ou apreensão de seu rival. Com a Lança dos Sonhos, ele poderia mudar esse destino, mas, para sua infelicidade, Lara consegue derrotá-lo e devolve a lança para o maori (e não para o museu britânico). Akio rapidamente pensa em executar Kagan pelo roubo do artefato, mas Lara o impede. Ela captura o cidadão e fala que, desta vez, lhe concederá a escolha entre trabalhar para ela ou ser novamente preso.

Antes de saírem do submundo, Myles sussurra um último desejo no ouvido de Lara. Meses mais tarde, Kagan, agora estabelecido como subordinado de Lara, um que ainda não conquistou a confiança de sua chefe, descobre o paradeiro do assassino de Myles para que Lara possa finalmente vingar a morte do amigo.

Frente a frente com o assassino, ela relembra da promessa. Nesse momento de hesitação, um guarda-costas a desarma com um tiro no braço. A pistola de Lara, entretanto, cai ao chão, e uma manifestação supernatural de vestígio de moko que havia persistido em sua pele dispara a arma, vingando a morte de Myles para que ele possa descansar em paz.
 
Todas as relações interpessoais moldam as pessoas que somos, e esse vestígio do moko no corpo de Lara simbolizava um traço de Myles. Lara entende que Myles finalmente conseguiu se vingar, sem forçá-la a quebrar a promessa que havia feito. Como Kagan ajudou a controla a situação violentamente, Lara pede para que ele, também, faça o mesmo juramento de nunca mais matar alguém. Ele aceita, mas com a condição de que Lara passe a confiar nele.
 
Para encerrar, Lara visita o túmulo de Myles, para despedir-se de seu amigo mais uma vez.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Galeria e galeria de capas

Na verdade, até hesitei em criar esta postagem uma vez que não se tratam exatamente de histórias em quadrinhos, mas enfim, aqui está meramente por caráter completivo.
 
São duas edições especiais distintas: The Tomb Raider Gallery traz uma série de artes de diversos artistas, alguns que inclusive sequer trabalharam com a franquia; ao passo que Tomb Raider: The Cover Gallery compila em suas páginas muitas das sensacionais artes usadas nas capas e variantes dos quadrinhos.

Não há muito o que falar, então vou apenas deixar a amostra abaixo, de autoria de Adam Hughes. Uma das minhas artes favoritas, sem dúvidas, e que foi usada em uma das capas da edição #33.

Esfera da Influência

Tomb Raider: Sphere of Influence é outra história curta e simples, e com um diferencial extra de ser completamente em preto e branco. A propósito, eu havia postado informações incorretas anteriormente: é esta a história que foi republicada nas páginas de Witchblade/Vampirella/Magdalena and Tomb Raider. 

A história começa com Lara entrando nos esgotos de Nova Iorque. O objeto que busca é o presente de uma menina, jogado lá em baixo por dois bullies. De volta à superfície, os garotos fogem e a menina diz que não precisa mais do presente — uma boneca de pano —, pois agora seu desejo é crescer e tornar-se uma mulher linda e corajosa como Lara.

Mais tarde, Lara parte para um leilão. Em um dos lotes, uma estatueta de um guardião maia que ela mesma recuperou em Honduras. Ela compra o artefato. Na saída, dois capangas de sua concorrente a abordam, mas ela os enfrenta em combate corporal. A estátua acaba se quebrando no combate, mas a mulher explica o motivo pelo qual desejava o artefato, ou melhor, a jóia esférica nele contida.

Quando Lara removeu a estatueta do templo, local de descanso de ancestrais da mulher, o guardião da família foi despertado, assim tomando a alma de sua filha. A única chance de salvar a garota seria colocando a jóia de volta em seu devido lugar. Lara opta por ajudá-la, e pondera sobre possíveis consequências que suas incontáveis outras aventuras podem ter causado.

No templo, enquanto os dois guarda-costas distraem o guardião, Lara coloca a esfera no lugar, mas isso não parece surtir efeito. Então ela percebe que algo está faltando: um recipiente. Sem a estatueta, ela insere a esfera no corpo da boneca de pano, que ainda estava em sua mochila, e assim consegue reverter a maldição. 

A caminho de sua próxima aventura, ela pensa o quão irônico seria se a menina, que recusou a boneca, de fato se tornasse uma aventureira como ela e viesse a invadir esse templo no futuro...

sábado, 25 de janeiro de 2014

Assalto

Tomb Raider: Takeover coloca Lara sob os holofotes, literalmente. Ela visita Los Angeles para entregar pessoalmente a Pedra de Delphi a um museu. Na última vez que a relíquia foi vista, ela havia sido enviada de Atenas ao museu e acabou sendo interceptada no trajeto. Por razões alheias, Lara enfrentou um grupo de bandidos em Veneza e acabou encontrando a pedra.

O museu insistiu em fazer uma cerimônia, digna dos padrões da cidade, para recepcionar Lara e o artefato. Antes do evento sequer iniciar, porém, um helicóptero pousa nas vicinidades e capangas armados descem. Lara reconhece de imediato o homem no comando: Edgar Mast.

Os dois compartilham uma inimizade mútua. Alguns anos atrás, Edgar foi a mente por trás do assalto a um banco em Londres que resultou na morte de uma ex-colega de Lara. Ela assumiu o compromisso de vingar a morte da amiga e, em Veneza, frustrou os planos dele para um assalto ainda maior, mas não antes que ele conseguisse escapar com vida.

Uma atriz aspirante, trabalhando como garçonete no evento, ajuda Lara a escapar do público, mas elas são avistadas e não demora até que a moça é usada como refém para que Lara entregue o artefato. Reza a lenda que a pedra permitia que uma sacerdotisa viajasse longas distâncias num piscar de olhos ao tocar um altar, e esse altar, convenientemente, já é parte do museu. Lara rapidamente deduz que Edgar pretende fugir usando o poder dos artefatos.

Com o auxílio da atriz/garçonete, Lara chega até o altar e as duas impedem que ele fuja, transportando o megalômano (junto com a relíquia) para o "esquecimento" ao invés do seu destino original e, assim, impedindo que ele retorne. Ao saírem do museu, as duas são cercadas pela mídia, com repórteres ansiosos para saber o que aconteceu. Lara, desconfortável com a situação, redireciona os holofotes para a garota, assim concedendo os minutos de fama e exposição que ela sempre quis.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Epifania

Em certos aspectos, Tomb Raider: Epiphany é possivelmente a história em quadrinhos que mais se aproxima das aventuras que experienciamos nos jogos. Também é bacana a forma como engloba a família Von Croy.

Em algum lugar no Egito, Lara se infiltra num grupo de guardas que patrulha uma área de excavação. Ela é descoberta, mas ainda assim desce até a pirâmide subterrânea. Não é uma excavação nova: ela e Von Croy estiveram lá tempos atrás, e isso traz más lembranças à tona. Com o local tomado por guardas e trabalhadores, ela novamente se disfarça, esperando que ainda não tenham encontrado o Cetro do Escorpião.

Encontrando uma passagem secreta, o disfarce de Lara Croft novamente cai por terra. Pendurada sobre uma poça de lava, um alvo fácil para os mercenários, ela é surpreendida quando um Clayton Kasterman surge e nocauteia os guardas, salvando-a em seguida. Questionado sobre como esse caçador de tesouros encontrou o local, ele mostra um mapa.

Lara imediatamente reconhece a origem do mapa: Von Croy. Ela explica quem Von Croy foi, desde a primeira expedição no Camboja até quando ele tentou matá-la naquele exato local onde estavam. Ainda incerta se o rapaz merece confiança, eles trabalham juntos para vencer uma série de armadilhas.

Ela encontra o Cetro em uma câmara subaquática, mas ao retornar para superfície, ela é abordada por uma figura cercada de guardas. A mulher, após revelar sua identidade — Kyra Von Croy — exige o cetro. Kyra também revela a real identidade do rapaz que estava ao lado de Lara: trata-se de seu irmão mais novo, Clayton Von Croy.

Lara engana a mulher, entregando o cetro sem sua fonte de energia. Esquivando dos disparos dos guardas, Lara provoca Kyra com o fato de que Werner preferia levar ela do que a própria filha para as expedições. Tomada por raiva, Kyra toma a metralhadora de um soldado e acidentalmente atinge uma esfinge, despertando uma maldição e assim condenando a todos.

Mesmo após brigar com o rapaz por ter mentido sobre quem era, Lara escapa com Clayton. De volta à superfície, ele tenta se desculpar, alegando que pretendia pegar o cetro para impedir que sua irmã usasse o seu poder. Lara simplesmente se afasta, dizendo que nada importa pois ela venceu. Deixado para trás, Clayton faz uma observação, para si mesmo, de que ela venceu "desta vez"...

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O Tesouro de Scarface

A história de Tomb Raider: Scarface's Treasure é bastante simples, além de curta, mas isso não a impediu de ser republicada posteriormente sob o título Witchblade and Tomb Raider. Considerando o número de histórias que as duas compartilharam, parece uma escolha estranha para essa publicação, mas diria que a nova capa por si justifica a reaquisição.

De qualquer forma, a história começa com Lara dizendo que fará qualquer coisa para abrir portas para encontrar aquilo que é desconhecido. Nesse caso, por "qualquer coisa", leia-se seduzir Carmine Cavalieri — um figurão do submundo de Chicago — por ter perdido para ele o leilão do chapéu que Al Capone vestia quando foi preso.

Após reaver o chapéu, Lara encontra um mapa dentro do seu forro. Considerando que a costura original havia sido refeita, Lara assume que Carmine havia feito uma cópia do mapa. Quando os bens de Capone foram tomados, existiam rumores de uma câmara secreta onde ele armazenava pertences mais valiosos, e apenas três pessoas sabiam de sua localização. Duas delas haviam morrido no dia antes de sua prisão...

Lara infiltra-se num sistema de túneis subterrâneos, desativados após a construção de um sistema de metrô, e encontra o cofre de Scarface. Como ela havia previsto, Carmine de fato tinha uma cópia do mapa, mas seu interesse era unicamente na aventureira. O "encontro" da noite anterior acabaria ali, com ela viva ou morta.

Obviamente ela domina a situação, lidando com Carmine e seus capangas, e abre o cofre para descobrir quais eram os bens mais valiosos de Capone: inúmeros barris de cerveja, para sua decepção. Pois bem, hora de partir para a próxima aventura.
Você pode ir longe com um sorriso. Mas, você pode ir muito mais longe com um sorriso e uma arma. — Al Capone

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Noites Árabes

Outra edição especial com um estilo de arte diferenciado, Tomb Raider: Arabian Nights coloca Lara em uma situação bastante peculiar. Em algum lugar no Iraque, Pérsia para qualquer pessoa que viva à sombra de sua história, Lara encontra um templo e é abduzida por um besouro gigante.

Após voltar a si, ela conhece a Scheherezade, que havia previsto o dia em que alguém tomaria seu lugar e, assim, libertando-a de sua maldição: todas as noites, ela deve contar uma história interessante para entreter o demônio Shahryar para que possa continuar viva. Mil anos se passaram desde então e ela não envelheceu um dia sequer, pois vem cumprindo sua incumbência com sucesso.

Como Lara não está disposta a ser a nova contadora de histórias, ela se tornará a próxima história a ser contada ao invés. Sugados para dentro de uma lâmpada mágica, as duas garotas protagonizam a nova história de Shahryar. A história existe ao redor delas, nesse mundo tão real quanto o exterior, mas as duas são livres para tomar as ações que desejarem.

Lara, obviamente, não aceita o destino que o demônio tenta impôr. Sob orientação de Scheherezade, ela conhece Balthasar, outra vítima do demônio. Ele informa que a única chance de escapar é com a Escritura de Krys, momentos antes do demônio tornar tanto ele quanto as duas mulheres inimigos públicos nesse conto.

Numa câmara de tesouro, Lara encontra um pergaminho revelando a localização e a função da Escritura de Krys: trata-se de um feitiço para reverter maldições. Para chegar até o local, entretanto, será necessário um tapete voador (por motivos de estereótipos). Outro cidadão, Ali, poderia fornecer-lhes um, mas, para não se arriscar, manda uma mensagem através de um menino.

O informante menciona que um tapete voador aguarda dentro de uma caverna, protegida por uma deusa-cobra. Inabalada, Lara adentra a caverna e percebe que a mulher também está sob domínio de uma maldição: após resgatá-la, ela recebe o tapete como recompensa. Paralelo a isso, o demônio assassina o menino, para revolta de Ali que, por sua vez, decide ajudar Lara a qualquer custo para que saiam daquele mundo.

Após vencer uma perseguição de tapetes voadores(?), Lara chega até a montanha onde a escritura deveria estar. Enquanto ela e o demônio se enfrentam em um combate corporal — obviamente, sem chances de vitória para Lara —, Ali e Scheherezade encontram a escritura. Sem saber o que fazer, arremessam o pergaminho para Lara que, rapidamente, recita o feitiço nele contido e quebra a maldição, expelindo os três para o mundo real.

Estranhos ao mundo moderno, Lara conforta os recém-libertos dizendo que existe lugar para contadores de histórias, pois a Pérsia é um local que não compreende tempo, mas compreende coração. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O Maior Tesouro de Todos

Tomb Raider: The Greatest Treasure of All foi um especial bem esperado, talvez pelo estilo de arte fotorrealista — em tempo, quase três anos antes de ser lançado, recebeu uma edição especial contendo a primeira metade da história.

Nessa história, Lara e Chase invadem uma floresta dominada por guerrilhas na América Central, em busca do tesouro "mais valioso de todos". Chase arrisca diversos palpites para o que poderia ser, imaginando uma vida de luxúria com todo o dinheiro que poderia receber pela aventura. Lara não revela o que é, apenas diz que é algo melhor que ele pode imaginar e que ele vai saber o que é quando finalmente o encontrarem.

O avião deles é atingido por rebeldes. Chase salta do avião e sobrevive à queda, mas testemunha o avião explodir em uma montanha, assumindo que Lara ainda estava dentro. Ela, obviamente, também sobreviveu e, no tempo em que estiveram separados, acendeu uma fogueira para preparar seu jantar. O cheiro atraiu um leão e Lara, mantendo a calma, oferece sua refeição para o animal que, para sua surpresa, se revela dócil. Definitivamente criado por um humano, o leão passa a acompanhar Lara.

Após se reencontrarem, Lara e Chase encontram o templo que buscavam, cercado por inúmeros soldados. Chase diz que não está preparado para uma guerra, então eles decidem esperar o anoitecer para atacar. Lara manda o leão na frente, com a intenção de assustar os soldados, mas eles reconhecem a criatura: é Wildfire, animal de estimação do comandante El Tigre.

Quando todos dormem, Lara e Chase invadem o templo e encontram o maior tesouro de todos: Sarah Constantine. Lara havia sido contratada pela sra. Constantine para localizar o maior tesouro de todos — sua filha. Como Lara é capaz de encontrar qualquer coisa no mundo, era a última esperança da senhora em rever a moça que desapareceu ao entrar na área durante uma missão religiosa.
Chase, o que você... o que todos nós deveríamos valorizar acima de tudo?
Ao tentarem escapar, El Tigre ordena que Wildfire mate Lara, mas o leão não se mexe. Revoltado, El Tigre castiga o animal pela desobediência. Lara aproveita essa brecha para matar os soldados que acompanham o comandante e, quando fica sem munição, salta sobre o oponente para libertar Wildfire da coleira. O leão imediatamente retribui o castigo recebido.

Chase, ainda inconformado que havia sido enganado por Lara, enlouquece ao saber que a mãe de Sarah é uma professora e não pode recompensá-los com nada além de cortesia e orações. Lara o beija no rosto, falando para ele considerar o maior tesouro que ele sempre quis: talvez possa finalmente consegui-lo, se continuar fazendo as coisas certas...

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Origens de Lara

Assim como a edição especial #0, a #½ também conta com uma história sem título próprio. A chamada de capa, entretanto, menciona que é uma espiadela nas origens de Lara Croft e, de certa forma, é essencialmente aquilo que Origins deveria ter sido.

A história começa com Lara escalando uma montanha gélida em busca de uma coroa, relembrando diferentes situações do passado que a moldaram na aventureira que ela é hoje. Ao ser atacada por outro aventureiro em busca da coroa, a bordo de um avião, ela relembra como costumava ser mimada. Apesar de ser inteligente, Lara só queria saber de moda e festas, portanto não se dedicava na escola e só não era expulsa por conta do dinheiro de seus pais.

Memórias de sua aptidão natural para ginástica e acrobacias também surgem. Compton (guarda-costas da família Croft, estabelecido em The Medusa Mask) diz que são dignas de uma atleta olímpica, mas o seu pai afirma que ela não teria interesse em algo tão banal. Sem que seus pais saibam, Lara aprende a manusear armas de fogo com Compton. 

Após derrubar o avião que a perturbava no presente, ela relembra a queda de avião que ela vivenciou. A dor física era insignificante perto da perda das três pessoas mais importantes de sua vida. Ela aprendeu a sobreviver, fazendo coisas que sequer julgava ser capaz. Enquanto buscava abrigo de uma tempestade, ela encontrou um cadáver de um caçador de relíquias que não teve tanta sorte... 

Ao sair de lá, ela sabia que havia mudado, para sempre. A coroa que ela recupera na data presente era do Rei Arthur. Lara envia o artefato como um presente para o professor que a reprimiu pelo seu trabalho insatisfatório sobre o rei, acompanhada de uma carta pedindo desculpas pelo comportamento da época. Se na adolescência ela não se importava com isso, agora, história era parte da vida dela.

Como um bônus: o noivo de Lara se chamava Roger. A edição impressa ainda conta com um prólogo em texto puro para The Drowned Tomb, uma história de Adam Hughes que teria sido publicada em quadrinhos no futuro, mas que nunca saiu do papel, infelizmente.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Aquila Dourada

Na verdade, a história publicada na edição especial #0 não possui um título próprio. Ela começa com um estudante que descobriu um caractere novo em runas nórdicas na ilha de Gotland, na Suécia. Ao encontrar e recitar a tradução correta, ele é capturado por uma águia de luz, e seu gravador registra seus últimos momentos.

Por coincidência, Lara chega a uma pousada no local para relaxar antes de partir para o Tibet. Lá, ela encontra Charles Bascom, detetive forense que nunca soube aceitar não como resposta. Ao ouvir a gravação, Lara decide aceitar o trabalho. O pouco que restou da época dos vikings, antes do vilarejo ser construído, permaneceu intacto.

Lara decide investigar e concorda com a descoberta do estudante: um dos caracteres havia, de fato, sido traduzido incorretamente. Em determinado momento, tropas romanas estiveram naquele local também. Recitando a pronúncia correta, "Aquil" ao invés de "a kill", uma caverna subterrânea se revela para Lara.

Lá em baixo, ela encontra o corpo do estudante e, também, um gigantesco anfiteatro. A mesma águia anuncia que é tudo que restou do povo nórdico antes de serem escravizados pelos romanos. A águia então testa Lara, fazendo-a batalhar para sua diversão — tal qual os romanos fizeram ao seu povo na ocasião.

Dominado o desafio, e restando apenas um homem que simboliza a águia, Lara conversa com ele. Ela promete retirar a maldição criada ao enterrar a águia dourada em despeito às legiões romanas, que passou a atingir pessoas que bisbilhotam o local.

Três dias depois, Charles localiza Lara, reconhecendo o artefato em suas mãos e certo de que a sua descoberta vai atrair pessoas interessadas, de todas as classes e formações, até o local. Lara não é uma traficante de artefatos, portanto, após ouvir todas as propostas pelo artefato, pede para o ferreiro local fundir o ouro do mesmo.

A águia dourada teria sido criada a partir de ídolos religiosos dos povos nativos, roubados após terem seus altares destruídos pelos legionários romanos. Por este motivo, aquela águia em particular estava amaldiçoada, devendo ser devolvida ao seu lugar de origem.

Quando parte do local, sem o descanso que procurava, Lara fala que alguém teria que fazer o serviço. Se não fosse ela, talvez aquele homem que ela encontrou certa vez no Cairo: americano, com chicote e fedora, e que aparentava não envelhecer — embora seu medo irracional de cobras poderia ser um empecilho...

sábado, 18 de janeiro de 2014

Deparada

Tripped Up é o título da mini-história (apenas 10 páginas) publicada na edição especial Tomb Raider: Origins. Ao contrário do que você provavelmente esperava, não se trata da primeira expedição de Lara Croft ou de qualquer outra forma de história de origem, mas, sim, de uma aventura que ocorreu antes de Medusa Mask.

Lara e Chase Carver estão no Camboja em busca do Ídolo de Lu Vinh. Chase, como de costume, vive lançado cantadas para Lara, que costuma reprimir imediatamente. Quando encontram o tesouro, em um pilar no centro de um buraco gigantesco, Lara confia em Chase para se balançar com uma corda e chegar até a relíquia.

Chase questiona a confiança de Lara nele. Ela aproveita as deixas dele nesse momento, alegando ser justamente o maior tesouro que ele deseja possuir. Escalando o pilar central com pequenas garras nas luvas (ria), Lara encontra um ídolo. Alegando estar fácil demais, ela o descarta e então encontra o verdadeiro ídolo, escondido em plena visão.

Nesse momento, o buraco que cerca o pilar é tomado por labaredas e um demônio surge para punir Lara por profanar o templo. Lara e Chase fogem e ela agradece a presença dele, que permitiu-lhe encontrar o verdadeiro ídolo. Chase pede uma parcela maior da recompensa e Lara concede; mas quando pede um trato especial e, talvez, romântico, Lara novamente o reprime. "Sem chance."