quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Festa de Iemanjá

"Eu já estive aqui antes."
Festa de Iemanjá tem o título assim mesmo, em português, pois a aventura desse episódio de Legend of Lara Croft se passa na Bahia. Iemanjá é uma das divindades mais cultuadas no Brasil, especialmente por seguidores de candomblé e de umbanda, e um dia do ano é dedicado a suas festividades: 2 de fevereiro (sincretizada à Nossa Senhora dos Navegantes).
 
Após tomar os poderes de Ocô e dizimar seu vilarejo na Colômbia, Mila dá novas diretrizes para Fig e pede para que ela dirija-se até a Bahia para localizar a próxima máscara. Lara ouve a conversa entre Fig e outro mercenário, então, enquanto se prepara no aeroporto, ela telefona para Sam e ambas deduzem que Mila talvez seja a peça central das investigações de Sam. Sem que Lara consiga convencê-la do contrário, Sam convida-se a encontrar Lara na Bahia.

Lara compra um livro sobre religiões sul-americanas que cita um ponto de interesse: a Igreja de Todos os Santos, a igreja mais antiga do Brasil. Salvador está deserta, exceto por uma motorista aguardando na frente do hotel. Ela fala que todo mundo está no centro para um festival, mas aceita levar as garotas até a igreja. Ao chegarem lá, essa mulher deixa claro de que tudo que está no local pertence à Bahia, mas Lara rapidamente retruca dizendo que elas não vieram tomar nada, mas sim para proteger.
 
De acordo com a rápida pesquisa de Lara, essa era uma igreja católica onde os "imigrantes" iorubás eram convertidos, mas ela teoriza que uma população não abandonaria suas crenças e costumes tão facilmente. Quando elas entram na igreja, Lara é tomada por uma sensação de déjà vu: trata-se de uma réplica da catedral homônima de Florença, famosa por seus afrescos.
 

 
Enquanto ela e Sam analisam os santos retratados nos murais, Lara identifica que um deles é anacrônico: uma fachada. Ela destrói essa parede (de forma similar ao que fez em Shadow), revelando uma câmara oculta com estátuas de diversos orixás, onde os escravos podiam praticar sua própria religião.

A lenda diz que as máscaras dos orixás foram forjadas a partir de estrelas cadentes, e quem tinha uma máscara recebia um poder único. Lara reconhece Ocô, o orixá das colheitas, como o homem que Mila assassinou na Colômbia. Ao lado dele, Iemanjá, cuja estátua é a maior de todas no recinto: "a chefona", pela descrição de Sam. Antes que possam analisar com calma, elas são emboscadas por Fig.

É uma batalha difícil para Lara (e veja bem, Sam não é completamente inútil), mas a batalha é interrompida pela polícia, que presumidamente foi acionada por conta dos disparos. Fig escapa usando um gancho retrátil em seu bracelete, mas Lara e Sam são apreendidas. A polícia investiga os registros das turistas, e Lara mantém sua calma e compostura enquanto Sam surta.

Ieiê, a mulher que trouxe as garotas até a igreja retorna e ri da situação. É uma mulher bem popular na cidade, e amiga dos guardas. Ela oferece um lanche para eles, pedindo para que deixem-nas partir. Lara já havia se libertado das algemas, mas não tinha feito nada. Quando elas perguntam sobre o festival, Ieiê fala que é dedicado à Iemanjá, então Lara e Sam concluem que não é mera coincidência (é "a chefona", afinal).

Observando Salvador de dentro do veículo de Ieiê, Lara vê seu amarrador de cabelo ser levado pelo vento. Sam rapidamente aproxima-se de sua amiga e prende o cabelo dela em uma trança. Chegando ao festival, em meio à multidão, Lara pede para que Sam fique atenta para a presença de Fig, e Ieiê questiona o interesse delas com tal máscara afinal. Lara explica que elas desejam proteger a todos.
 


Momentos depois, uma máscara cerimônial de Iemanjá é exposta no meio da multidão. Fig chega até essa máscara primeiro e tenta escapar. Lara persegue Fig usando manobras de parkour pelos telhados da cidade, até alcançar a rival para engajarem em combate corporal. Fig cria uma distração, empurrando um carrinho de pastel ladeira abaixo, na direção de uma menina inocente, e ganha tempo para escapar com a máscara enquanto Lara se preocupa em salvar a criança ao invés.

Fig sobe em seu jet ski e consegue escapar, mas não vai muito longe: Lara observa uma onda enorme surgir do nada, derrubando ela e frustrando a fuga de Fig. A água flutua ao redor de Lara, conduzindo a máscara roubada até suas mãos, e Lara então percebe que Ieiê é a própria Iemanjá. A máscara é falsa, e Iemanjá confirma, mostrando a verdadeira relíquia oriunda das estrelas presa em sua cintura.

Iemanjá explica que a atitude de Lara, quando decide proteger uma criança ao custo de perder a briga, torna ela uma mulher admirável. Fig não é a primeira, e nem a última, a vir atrás de sua máscara, mas ela garante que pode manter sua cidade bem protegida. Por se tratar de seu aniversário, Iemanjá oferece um presente às garotas: água do mar contendo respostas. Sam, incrédula, questiona para quais perguntas receberiam respostas. "O mar sempre sabe...", Iemanjá explica.

No dia seguinte, Sam e Lara conversam sobre como a população inteira da cidade convive com uma orixá sem sequer saber disso. Iemanjá está com sua própria máscara e sabe como se defender, então Lara está certa de que Mila irá atrás de um próximo alvo ao invés. E, graças ao sonho lúcido da noite anterior, Lara agora sabe para onde ela e Sam devem partir.

Em um cemitério em algum outro lugar do mundo, um homem bêbado ouve um sussurro do vento, informando que ele receberá visitas em breve...
 


Tenho poucos comentários para esse episódio. Vou lembrar que não é a primeira vez que Lara vem para o Brasil (já o fez em uma HQ e, também, em um dos livros). Em termos de easter eggs, o único que eu identifiquei foi a publicação chamada "Mujer vs Selvaje" no aeroporto — certamente uma referência à abordagem "Woman vs Wild", que foi usada abertamente na promoção de Rise. Já a revista Vagye, estampada por Rihiinna, dispensa comentários.
 
Enquanto estão detidas pela polícia, Lara comenta que elas já foram presas por causa de Sam no passado. Não tenho recordações desse evento em particular. Hm.