quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Tomb Raider: Catalyst é revelado para 2027


Aí, sim, fomos surpreendidos novamente.

Durante a The Game Awards 2025, Lara Croft marcou seu retorno em grande estilo, com a revelação de dois jogos inéditos. A abertura do trailer de Catalyst deixava bem claro do que se tratava, com a figura de uma mulher caminhando em direção a uma mesa repleta de equipamentos, dando destaque para um arco e pistolas duplas, ao mesmo tempo em que outra personagem falava que a lenda dessa pessoa era muito bem conhecida...

E que todas as lendas um dia chegam ao fim. Lara, no ápice de sua forma física, desarma e subjuga o grupo de mercenários ao redor dessa personagem e declara, em alto e bom som, que "está apenas começando."

Sim, meus amigos, estamos presenciando o início de uma nova era da franquia. Teorizo que a suposta "unificação" seja aquilo que eu já falava no podcast que gravamos para o 25º aniversário: apenas referências e easter eggs aqui e ali, citando todos os jogos da franquia, sem a necessidade de reescrever ou revisar quase 30 anos de histórias que costumam se contradizer em detalhes.

O trailer é em computação gráfica e não nos dá um real indício do que podemos esperar em termos de jogabilidade, mas o estúdio cita que é o maior mundo já visto na série, ambientado no norte da Índia, onde um cataclisma despertou guardiões ancestrais e fraturou o terreno, atraindo caçadores de tesouro do mundo inteiro e, naturalmente, cabe à nossa garota evitar que um poder antigo caia nas mãos erradas. 

Caso tenha interesse, a versão dublada do trailer acima pode ser conferida aqui.

Catalyst está sendo desenvolvido pela Crystal Dynamics para PC, Xbox Series, e PlayStation 5, e está previsto apenas para 2027. (Mas, antes disso, teremos Legacy of Atlantis.)

[Postagem escrita em 13/12/2025.]

Tomb Raider: Legacy of Atlantis é anunciado


Durante a The Game Awards 2025, fomos surpreendidos com um anúncio duplo: além de Catalyst, a Crystal Dynamics revelou a existência de Legacy of Atlantis, uma nova reinterpretação do Tomb Raider original de 1996. (Caso tenha interesse, o trailer dublado pode ser conferido através deste link.)

Você deve estar se perguntando: já não vimos isso antes? E a resposta é um sim ensurdecedor. O clássico da Core Design já tinha recebido o remake da Crystal Dynamics, Anniversary (2007), após o cancelamento da Anniversary Edition do que havia restado da Core Design, e, muitos anos mais tarde, foi remasterizado como parte do excelente I-III Remastered (2024).

Além disso, tivemos projetos paralelos como a dita versão modernizada da realtech VR, que felizmente nunca foi sancionada, baseada na versão para Android de TR1; e um suposto novo remake pode ter sido projetado para o 25º aniversário da franquia, sob responsabilidade da Virtuos, usando mecânicas de Rise em sua fundação. Ah, Reloaded também recicla a mesma história em breves animações, mas o progresso desse jogo está literalmente congelado há dois anos agora. (Pretendo escrever sobre esses dois últimos casos em meus especiais para os 30 anos.)

Querendo ou não, já se passaram quase vinte anos desde que TRA foi lançado, e a tecnologia progrediu de formas absurdas nesse período. Sob responsabilidade do estúdio polonês Flying Wild Hog, em parceria com a Crystal, essa nova reinterpretação do clássico pretende apresentar o jogo que iniciou a franquia para um público completamente novo, com uma jogabilidade alinhada com os padrões atuais da indústria, e com algumas surpresas para os fãs de longa data.
 
O jogo será lançado em 2026, como parte das celebrações oficiais da franquia, embora uma data ainda não tenha sido especificada. Será disponibilizado para plataformas PC, Xbox Series, e PlayStation 5. 

A única dúvida agora é: teremos remasterizações da trilogia Legend, afinal?

[Postagem escrita em 12/12/2025.]

Novidades no elenco de série live-action

 
As gravações da série em live-action de Tomb Raider devem começar em janeiro, e dois novos atores foram confirmados para o elenco da vindoura produção da Prime Video.

Na semana passada, o portal Variety reportou que o ator inglês Martin Bobb-Semple (visto recentemente na série All American: Homecoming) assumiria um personagem importante da série, mas detalhes não foram divulgados.
 
Alguns dias mais tarde, surgiram burburinhos de que Sigourney Weaver (a Ripley, da franquia Alien, sim!) estaria interessada em participar da série e hoje, através do portal Deadline, recebemos uma confirmação vinda diretamente da atriz. No vídeo acima, a lenda elogia o trabalho de Phoebe Waller-Bridge, e fala que os roteiros são incríveis, divertidos, inteligentes e encantadores.

Com o término da animação Legend of Lara Croft em sua segunda temporada, resta aguardar para ver como a adaptação em live-action irá se sair. Uma breve mensagem no site da produtora Story Kitchen foi extrapolada para todos os lados, mas supostamente a produtora está trabalhando em conjunto com a Amazon MGM de forma a "reinventar a franquia", interligando a série e os jogos em uma narrativa unificada. 
 
Seu palpite para o real significado dessa frase é tão bom quanto o de qualquer influenciador em busca de engajamento a qualquer custo; pense nisso.

Legend of Lara Croft S2 está disponível


Os oito episódios da segunda temporada de The Legend of Lara Croft já estão disponíveis na Netflix, cabe a você decidir se deseja assistir aos poucos ou maratonar todos de uma vez só. Tanto melhor se você tiver companhia para qualquer cenário, mas esse é um mero bônus.

Para celebrar a estreia, o canal YouTube oficial de Tomb Raider publicou um breve segmento do primeiro episódio, onde Lara invade um museu para roubar — ou melhor, reaver — um artefato que, outrora, havia pertencido à coleção dos Croft. Aquela adorável referência à The Cradle of Life também foi publicada.

Vale lembrar que, lamentavelmente, a série não foi renovada para uma terceira temporada.

[Postagem escrita em 12/12/2025.]

Trilha sonora digital de Legend of Lara Croft S2

 
A trilha sonora da segunda temporada de The Legend of Lara Croft será lançada em formato digital, através das plataformas de streaming. Assim como a primeira temporada, no ano passado, as composições são de autoria da dupla Pinar Toprak & Gerrit Wunder. 
 
Você pode escutar à trilha acima, e, abaixo, você pode conferir a lista completa de faixas:
  1. Lara Croft - The Adventure Continues
  2. The Awakening of Evil
  3. Bond of Trust
  4. Blades in Motion
  5. Mysterious Mask
  6. Tears of the Past
  7. Enemy Unleashed
  8. The Bond Remains
  9. Rise Against the Darkness
  10. Visitor from the Shadows
  11. Gift of Hope
  12. In Search of the Mask
  13. I Knew Her Once
  14. Trickster
  15. The Old Church
  16. Relic of the Deep
  17. Fire and Fury
  18. Lifeline in the Sky
  19. Peace Has Found Him
  20. Fight As One
  21. A Promise Kept
[Postagem escrita em 13/12/2025.]

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Impressões sobre TR2013 no Switch

O recente lançamento do reboot de Tomb Raider para Nintendo Switch pegou todo mundo de surpresa, afinal a plataforma está no mercado desde 2017, e sempre suspeitávamos que em termos de hardware ela daria conta do recado — TR2013 foi originalmente lançado no final da geração anterior de consoles. Por que esse lançamento repentino e tardio?

Se desejavam aproveitar a popularidade do novo Switch 2, talvez tenha sido a decisão errada. Explicando, aparentemente as duas versões são similares demais. No Switch 2, o jogo tem um desempenho melhor, mas não conta com melhorias gráficas que justifiquem a existência de uma versão própria, e a maior pegadinha é que elas são vendidas separadamente, ao custo de BRL 105 cada. Não tenho certeza se existe a opção de "upgrade pago" de alguma forma.

Com acesso apenas ao console de 2017, devo dizer que a versão para Switch 1, infelizmente, não me agradou. Vale a pena pela curiosidade, e residentes de países de primeiro mundo talvez possam desfrutar do modo portátil, mas convenhamos que isso não corresponde à nossa realidade. Não vou escrever uma análise completa pois, de forma geral, minha opinião inicial permanece a mesma, mas algumas coisas chamaram minha atenção nessa enésima partida.


Apesar do denominador Definitive Edition, essa não é a melhor versão do jogo, não está completa, e não possui os recursos gráficos da versão lançada em 2014 para PlayStation 4 e Xbox One. O cabelo, obviamente, mas sombras e vegetação estão demasiadamente simplificadas. E acredito que há uma falta de otimização, considerando que o jogo requer 28 GB de espaço — a saber, sem um cartão MicroSD adicional, o console vem de fábrica com míseros 32 GB de armazenamento.

Esse port faz uso superficial de alguns dos recursos exclusivos do console: é possível usar a tela de toque para navegar por menus e telas de interface, ou usá-la para examinar relíquias e modelos de personagem (no menu de extras). O giroscópio também pode ser usado para esse fim, movimentando os controles na direção desejada, mas é fútil e nada mais que uma mera curiosidade, porém. 
 
As opções incluem algo chamado de Curva de Resposta, que suspeito que seria para melhorar a precisão da mira, mas não senti diferença alguma em meus testes. Confesso que o Switch, para mim, serve apenas para jogar Super Smash Bros. Ultimate (com controles de GameCube) e, de forma geral, acho ruins os controles originais do console. Não tive problemas com Super Mario Odyssey, Metroid Prime Remastered, e nem Bayonetta 3, e todos faziam uso de ambos os analógicos, mas, por algum motivo, TR2013 foi uma experiência sofrível do começo ao fim.

Atingir um alvo em movimento é praticamente impossível, e, mesmo alterando opções de Zona Morta ou a tal Curva de Resposta, parecia que a mira tinha um movimento "mínimo" muito maior do que o que eu desejava. Me lembrou a versão de lançamento de Rise, para ser sincero, com o atraso nos comandos, mas, naquela ocasião, esse problema foi rapidamente consertado com base no feedback dos jogadores. 


O console é fraco em termos de hardware por conta de sua estrutura híbrida, mas algumas limitações ficam bem evidentes durante o jogo. Não foram poucos os casos em que inimigos que eu acabara de eliminar sumiram, antes que eu tivesse a oportunidade para revistar os corpos em busca de munição ou salvage. Em alguns casos, o "pop in" é perceptível, com árvores mais distantes simplesmente brotando do nada nos cenários.

A interface gráfica do jogo continua quebrada, um problema que surgiu durante as diversas atualizações que o jogo original recebeu e, por algum motivo, continua assim, onde o fundo preto aparece no meio da tela ao invés de aparecer no canto da tela, onde as informações pertinentes (itens obtidos) surgem.

Eu nunca havia jogado TR2013 com menus e legendas em português, e admito que não é um trabalho ruim (mas carece muito de uma boa revisão, sim), mas muitos dos textos e nomes ficam extensos demais em nosso idioma e resultam em descrições incompletas com muita frequência. Ademais, os extras (como trailers e o documentário Final Hours) não contam com legendas.
 
O modo multiplayer foi preservado, por algum motivo, e com a supracitada imprecisão dos controles, parece ainda pior. Não só isso, mas a taxa de quadros por segundo oscila muito, resultando em personagens teleportando o tempo todo. Não era um modo divertido quando funcionava da forma que deveria, mas o único motivo pelo qual jogávamos esse modo era para obter os troféus e conquistas em nosso perfil.
 
E esse aspecto me surpreendeu, aliás. Todas as 50 conquistas estão presentes em um submenu interno do jogo. Elas não ficam atreladas a sua conta para que você possa compartilhar em sites por aí, mas estão alipara quem estiver interessado — eu me contentei com 100% na campanha principal, mas perdi uma das conversas com Roth e acredito que Epic Fumble seja passível de perda; talvez eu devesse revisar meus guias super antigos com essa informação. Hm...
 

O jogo originalmente recebeu uma miríade de DLCs pequenos. No topo desta postagem, eu disse que essa não é uma versão completa pois algumas coisas estão faltando, mas não se preocupe pois as omissões são exclusivas do modo multiplayer. As armas de Hitman foram removidas; e os personagens exclusivos de Xbox 360, Zac e Scavenger Archer, continuam faltando (esse último, por algum motivo, surgiu na versão para Epic Games Store alguns anos atrás).

Para encerrar, de forma resumida, se você tiver acesso a qualquer outra plataforma, pegue TR2013 nela ao invés. A parte mais vergonhosa dessa versão é a ausência do espelho, quando Lara entra em seu aposento no que restou do Endurance. Não sei como algo assim passou pelo controle de qualidade.

Um breve momento de reflexão. #sqn

Para fins de transparência, deixo registrado meus agradecimentos à Aspyr Media que gentilmente concedeu um código de acesso ao jogo.
 
[Postagem escrita em 14/12/2025.]

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Vídeo resume primeira temporada de LOLC


Na próxima quinta-feira, quando voltarmos para nossas casas após a jornada de trabalho no mundo real, certamente estaremos todos com os olhos voltados para a The Game Awards, mas também é o dia em que a segunda e última temporada de The Legend of Lara Croft estreia na Netflix.

Em minha cobertura da animação aqui no blog Raider Daze, escrevi resumos para cada um dos episódios da primeira temporada, algo que eu pretendo fazer para os novos episódios no início de 2026, assim que a vida permitir. Suspeito que o arco de Devereaux e das Pedras do Perigo esteja encerrado, mas vale a pena conferir o vídeo na falta de tempo para maratonar toda a primeira temporada uma nova vez.

Vale destacar que a trilha sonora de fundo deste vídeo foi composta pelo fã Dean Kopri.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Assista à The Game Awards nesta quinta-feira

Após tanto tempo de espera e expectativas, finalmente temos um teaser para o futuro da franquia!
 
A The Game Awards acontece nesta quinta-feira, dia 11 de dezembro a partir das 21:30 pelo horário de Brasília, e Lara Croft tem sua presença confirmada. Tanto a conta oficial do evento quanto a de Tomb Raider garantem que trata-se de algo que ninguém vai querer perder.
 
O ano 30 promete.
 

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Loja oficial sob nova gestão e com novo mix

A repentina liquidação da loja oficial de Tomb Raider, com ofertas que chegavam a até 90% de desconto, finalmente faz sentido: antes, a loja era gerenciada pela DPI Merchandising, mas hoje, após um breve período em que ficou offline, um simplificado catálogo de produtos foi adicionado e a loja está sob comando do Burgschneider Group.
 
No momento, a variedade é baixa, com algumas camisetas, canecas, e garrafas de inox que compartilham as mesmas artes, mas o que me deixa intrigado é que os itens da Shark Robot (camisetas e aqueles superfaturados displays de acrílico) também estão listados nessa nova loja.
 
Considerando o tanto que gastei na liquidação, ainda não estou pronto para comprar uma das camisetas que estou namorando, mas a loja opera sob a plataforma de pagamentos Shopify e realiza envios para o Brasil. Como esperado, o custo de envio é alto — e, portanto, os encargos tributários.
 
[Atualizado em 09/12/2025:] Fiz minha primeira compra na nova loja e me surpreendi com a taxa de frete para o Brasil (meros USD 5). Relatarei experiência quando receber a camiseta.