segunda-feira, 21 de maio de 2012

Tomb of Nefertari

Que tortura. Eu sabia que os meus níveis eram sofríveis, mas havia perdido a noção do quanto. Felizmente, esse é o projeto que encerra a minha primeira "fase" com o TRLE, até onde minha memória me serve, os níveis que vieram depois demonstravam um salto incrível. Enquanto revisitar esses elos perdidos fez favores gigantescos ao TR4 e AOD, por exemplo, temo que o resultado final seja o extremo oposto neste caso...

Mas enfim, voltemos ao nível. Os mesmos velhos erros dos dois projetos anteriores estão aqui - salas gigantescas, quadradas, vazias e repletas de texturas aplicadas sem cuidado algum. A ideia talvez até poderia render um nível prestigioso, tivesse o projeto recebido o cuidado e atenção devidos, mas não. Nessa época, eu já havia estabelecido amizade com algumas pessoas do fórum, entre elas o brasileiro dubost, que não só havia recém lançado o nível Abu Simbel, como também havia me revelado a sua inspiração: um fascículo da publicação Egitomania. Não faço ideia de quantos números existiram, mas após a sugestão, fui correndo às bancas comprar uma edição e imediatamente soube o que fazer em seguida. Uma ilustração em perspectiva da tumba de Nefertari, que, ainda hoje, me transmite a mensagem "construa-me!"

A verdade, não tão humilde, é que a reconstrução não foi um fiasco total. A estrutura básica está lá, mas a escala obviamente não. Não sei dizer depois de tanto tempo, mas as evidências são óbvias. Acredito que 90% do nível foi texturizado automaticamente, por isso uma variedade tão pequena, e sem dúvida a área externa foi totalmente gerada pelo editor - eu nem me dei o trabalho de corrigir as rampas ilegais. Junto aos outros dois projetos anteriores, sem dúvida, é mais um motivo pelo qual até o maior dos novatos poderia apontar o dedo e rir, mas como fazem parte do meu legado (rá, legado... essa foi boa), não posso fingir que não existem.

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Publicada em: 13 de julho de 2001  
Segredos: 1  
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