Não quero dizer que me arrependo de trazer esse conteúdo para o blog, mas sim. Afterlife continua a história exatamente onde ela terminou em Deathmatch. Não é necessário ler nenhuma das duas, mas caso você não tenha absolutamente nada para fazer, arranje algo melhor antes de abrir esta postagem. Sério. Último aviso.
O texto original, escrito em inglês, tinha 2338 palavras. Conforme traduzia, tentava ajeitá-lo de forma a criar algo inteligível, mas não havia muito para ser salvo e, portanto, a nova contagem em 2288 palavras resulta num desperdício de bytes praticamente igual.
A minha intenção ao resgatar essas fanfics era de voltar a escrever, com uma meta de um conto por ano. Até esbocei alguns cenários para um terceiro conto, mas, para o bem de todos e para minha própria sanidade, talvez seja melhor que fiquem para sempre retidos em minha cabeça doentia.
Em uma anedota extremamente depreciativa, este conto, escrito originalmente 10 anos atrás, talvez esteja no mesmo nível do filme Resident Evil de 2010 que leva o mesmo subtítulo. Pode ser algo vinculado à palavra, ou, talvez, eu estava tão alto quanto a equipe da série. Pois bem, nunca saberemos...
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Há poucos momentos, Lara sucumbiu à última armadilha de Sophia. Um túnel aquático subterrâneo conduzia a aventureira para um destino fatal. Após colidir inúmeras vezes nas estreitas passagens pelas quais a água escorria violentamente, Lara notou uma inescapável queda poucos metros à sua frente.
Sem qualquer superfície a seu alcance, para uma última manobra desesperada, Lara fechou os olhos e tentou se preparar mentalmente para o inevitável. Instintivamente abraçando suas pernas, assumindo uma posição fetal, ela sentiu a gravidade em ação.
Durante quatro longos segundos, a realidade parecia suspensa. O outrora relaxante som de uma queda d'água pressagiava o impacto. Três metros abaixo da superfície, de alguma forma, seu pé esquerdo foi enredado por algas. Enfraquecida, machucada e, agora, presa.
Esperando manter o fôlego por tempo o suficiente, Lara apoiou seu pé direito no chão, próximo às algas, abaixou e propeliu-se em direção à superfície. Para sua felicidade, as algas que a prendiam romperam-se. Ao quebrar a superfície, respirou fundo e até tentou, porém não pôde enxergar adequadamente os arredores.
Sentindo as dores causadas no trajeto, ela vagarosamente se moveu pela água até sentir um desnível abaixo de seus pés. Ela seguiu o súbito declive até encontrar-se completamente emersa. Rapidamente sentou-se e retirou um kit de primeiros socorros de sua mochila, procurando atenuar seu sofrimento. Com mais calma, ela finalmente analisou a área circunjacente.
