Mostrando postagens com marcador Filmes-Recap. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filmes-Recap. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Tomb Raider

Confesso que, durante muito tempo, eu acreditava que esse projeto não sairia do papel. Nos cinemas, a franquia ficou quinze anos estagnando no limbo, e provavelmente o único motivo pelo qual temos Tomb Raider: A Origem tenha sido o inegável sucesso comercial do reboot nos jogos (TR2013).

Naturalmente, assim como vem acontecendo com os jogos desde sempre, o filme sofre com uma grande divisão entre fãs. Talvez até maior, já que além destes, boa parte de audiência parece acreditar que a personagem tenha sido inventada para Angelina Jolie. Como essas pessoas lidam com a troca de atores em outras franquias cinematográficas (vide 007, Batman, Homem-Aranha, etc.) é um mistério.
Croft Holdings

O filme segue a principal ideia por trás de TR2013, mas as semelhanças entre o filme e o jogo são superficiais. Existem, sim, diversas referências e cenas diretamente adaptadas, mas são tantas alterações que o filme se estabelece em um cânone separado. Isso é bom (vide quadrinhos e livros que tentam – e fracassam – se situar no mesmo universo dos jogos), mas infelizmente o futuro volta a ser incerto devido ao fraco desempenho nos cinemas americanos.

A história de A Origem gira em dois eixos. Além de toda a questão familiar, sobre Lara não aceitar a suposta morte de seu pai e, portanto, recusar sua milionária herança, o filme entrelaça a ambição da organização conhecida como Trinity em encontrar e controlar o poder de Himiko, a "Mãe da Morte."
Richard's Secret Study

Essa jornada de Lara se inicia em Londres, onde ela tenta se virar sozinha na vida, até que ela é contemplada com uma críptica mensagem de seu pai. Seguindo essa pista, ela chega até Hong Kong onde contrata Lu Ren, cujo pai desapareceu na mesma época, e os dois embarcam para uma ilha inabitada no Mar do Diabo, parte do que um dia já foi Yamatai.

O elemento que mais me intriga é a pressuposta importância de "ser um Croft." Richard é dono de uma grande empresa, a Croft Holdings, mas essa empresa não recebe um contexto. A real profissão dele também nunca é revelada, mas a julgar pelo dinheiro envolvido, deve pagar muito bem. Da mesma forma, quando ele questiona em qual faculdade Lara estudou, ela admite nunca ter ingressado.
Tomb of the Mother of Death

Mesmo a inclusão da Trinity parece apressar demais as coisas. Além da família, eles também estão infiltrados nessa organização de Richard, deixando uma ponta solta para uma possível continuação. Agora resta cruzar os dedos e esperar pelo melhor.

Antes de encerrar, uma pequena curiosidade irrelevante (como regra padrão, o tempo real nunca se aplica a personagens fictícios). Neste filme, Alicia tem 29 anos e interpreta uma Lara de 21 anos; Angelina tinha 26 quando Lara Croft: Tomb Raider estreou.

Como fã e blogueiro, acompanhei e compartilhei os principais desdobramentos da produção deste filme, mas me abstive de postar minha opinião quando o filme chegou aos cinemas. Se você procurar motivos para gostar do filme, vai encontrá-los. Se procurar motivos para detestá-lo, também vai encontrar. Resta decidir de qual lado dessa divisa você deseja ficar — não deixe opiniões alheias afetarem essa decisão.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Lara Croft: Tomb Raider - The Cradle of Life

Seguindo modelo da postagem do primeiro filme, 25 de julho marcou a estreia de Cradle of Life nos cinemas norte americanos, exatamente 10 anos atrás. Apesar de ser um filme mais divertido que o primeiro, a recepção não foi tão boa quanto o esperado (e também no mesmo ano, Angel of Darkness apresentava sinais de fadiga da franquia nos videogames), o quê provavelmente fez com que a Paramount desistisse de produzir um terceiro longa.

Desta vez, a história gira em torno da mitológica Caixa de Pandora. A aventura começa na Grécia, onde Lara descobre um templo no fundo do mar, e se desenrola por diversas outras locações, como laboratórios subterrâneos e arranha-céus em Hong Kong, e um passeio em torno do monte Kilimanjaro, na Tanzânia.
Luna Temple
Muitos dos elementos do primeiro filme foram mantidos, mas drasticamente reduzidos. A mansão Croft faz uma breve aparição, e Bryce e Hillary também retornam em seus respectivos papéis, embora o laboratório de Bryce tenha sido reduzido à seu trailer. No lugar de Alex West entra Terry Sheridan, que abre brecha para a obrigatória cena de amor dos padrões de Hollywood.

O vilão da história é Johnathan Reiss, cientista que recebeu prêmio nobel mas que acabou descobrindo uma fonte de renda melhor negociando armas biológicas com figurões do submundo. A Caixa de Pandora, supostamente, abriga uma doença letal para a qual não há cura, e, portanto, torna-se o mais novo objeto de desejo de Reiss.
Flower Pagoda
Existem inúmeras coisas no filme que poderiam ou deveriam ter sido feitas de forma diferente, talvez a principal sendo a exclusão da infâme cena em que Lara soca um tubarão (tão somente porque obviamente o filme inteiro deve se resumir à essa cena, não importando com quem quer que você fale) — embora teoricamente esteja correta

Uma coisa que toda a equipe não cansou de dizer foi o quanto Angelina "adaptou" o filme para se encaixar na sua visão da personagem. Como exemplo, as maiores reclamações que ela fazia sobre o primeiro filme: a trança e os shorts. Eles se foram, mas, como um todo, não são perdas tão agravantes. De certa forma, e a meu ver, suas influências foram certas, o que tornava Angelina, de fato, a Lara Croft ideal para os cinemas.
Petrified Forest
Não tenho grandes memórias do livro de Dave Stern, mas nos próximos dias iniciarei uma nova leitura, tomando notas, para elencar as diferenças e curiosidades. Outro ponto que gostaria de levantar antes de encerrar a postagem diz respeito ao tema sonoro criado para o filme: sensacional. Talvez tenha sido apenas a nostalgia falando mais alto, mas o tema principal me fez sentir calafrios. Na mesma linha, a cena em que Lara finalmente decodifica o Orbe... sensação indescritível.

A abertura da postagem não deve deixar dúvidas, mas eu considero LCTRCOL muito melhor que Lara Croft: Tomb Raider, o que, na época, me deixara extremamente ansioso para o terceiro filme. Infelizmente, nunca veio a acontecer.
The Cradle of Life

sábado, 15 de junho de 2013

Lara Croft: Tomb Raider

Para ver um mundo num grão de areia
E o céu em uma flor selvagem,
Segure o infinito na palma de sua mão
E a eternidade em uma hora.
Augúrios da Inocência, de William Blake
No dia 15 de junho de 2001, estreava (nos Estados Unidos) a adaptação cinematográfica de nossa franquia favorita. Sob o nome de Lara Croft: Tomb Raider, e protagonizado pela então recentemente descoberta Angelina Jolie, o filme foi um sucesso de bilheterias embora exista um notável contraste entre opiniões dos fãs. Dentre todas as adaptações de videogames, esta certamente está entre as melhores, porém esse pode não ser o melhor parâmetro a se considerar. 

O filme sai por uma tangente dos jogos, modificando a biografia original da personagem e acrescentando um relacionamento familiar. Ironicamente, muitos dos elementos que foram alterados para adequar Lara à telona foram posteriormente readaptados para os jogos, quando a franquia foi realocada a Crystal Dynamics. A arquitetura da mansão, o nome e profissão de seu pai, um headset vinculado a um assistente na mansão...
Croft Manor
A história gira em torno da teoria de conspiração envolvendo a sociedade secreta Illuminati. Em LCTR, eles buscam uma forma de se apoderar do Triângulo da Luz para assumir controle sobre o tempo. O Triângulo, criado de um metal alienígena, fora separado em duas partes e escondido após ter causado a destruição de sua cidade de origem, estabelecida no local de impacto do meteoro. Richard Croft, pai de Lara, descobriu as reais intenções da Illuminati enquanto pesquisava a localização das peças, então deixou mensagens escondidas para sua filha para que ela fosse capaz de concluir seu trabalho e impedir que o artefato caísse nas mãos erradas.

A aventura se desdobra em diversas partes do mundo, partindo da Mansão Croft, na Inglaterra, para o Camboja, Itália e, finalmente, as tundras siberianas na Rússia. Originalmente, o triângulo seria dividido em três partes (Triforce?), porém um corte no orçamento forçou a tumba com o planetário a ser transferida da Veneza para Sibéria, deixando na Veneza apenas o quartel-general da Illuminati.
Tomb of the Dancing Light
Algumas curiosidades triviais: Iain Glen, que interpretou o papel do vilão Manfred Powell, também atuou nos filmes (de qualidade questionável) da franquia Resident Evil. Já Daniel Craig saiu de LCTR bem encaminhado, para se tornar o novo James Bond ‒ mas devo admitir que ainda não assisti a nenhum de seus filmes.

O filme foi dirigido por Simon West, e ele deixou sua "assinatura" em duas formas no filme. O robô de treino de Bryce se chama S.I.M.O.N., embora o diretor afirme que se trata de um acrônimo, um quebra-cabeça, para os fãs desvendarem (palpites?); e o personagem de Daniel Craig originalmente se chamaria Alex Mars, mas, por motivos legais, o nome não foi autorizado e tornou-se Alex West momentos antes das gravações iniciarem.
Tomb of the Ten Thousand Shadows
Na adaptação literária do filme, algumas cenas são vastamente mais detalhadas. Por exemplo, a cena onde Lara é orientada por Bryce na garagem, durante a invasão da mansão, e também quando Lara recupera a primeira metade do Triângulo da Luz, no Camboja. Tenho certeza que existem muitas outras, mas antes de divagar mais preciso revisitar as obras.

Da mesma forma, a versão resumida contada no verso dos cards publicados pela Inkworks (brevemente, espero, aqui no blog) disserta algumas destas discrepâncias, como o destino final de Powell. Este, na verdade, até pode ser conferido em uma das apresentações especiais sobre os efeitos visuais do filme.

Eu adoro o filme, mas isso estava implícito desde o princípio, não?