quinta-feira, 25 de julho de 2013

Lara Croft: Tomb Raider - The Cradle of Life

Seguindo modelo da postagem do primeiro filme, 25 de julho marcou a estreia de Cradle of Life nos cinemas norte americanos, exatamente 10 anos atrás. Apesar de ser um filme mais divertido que o primeiro, a recepção não foi tão boa quanto o esperado (e também no mesmo ano, Angel of Darkness apresentava sinais de fadiga da franquia nos videogames), o quê provavelmente fez com que a Paramount desistisse de produzir um terceiro longa.

Desta vez, a história gira em torno da mitológica Caixa de Pandora. A aventura começa na Grécia, onde Lara descobre um templo no fundo do mar, e se desenrola por diversas outras locações, como laboratórios subterrâneos e arranha-céus em Hong Kong, e um passeio em torno do monte Kilimanjaro, na Tanzânia.
Luna Temple
Muitos dos elementos do primeiro filme foram mantidos, mas drasticamente reduzidos. A mansão Croft faz uma breve aparição, e Bryce e Hillary também retornam em seus respectivos papéis, embora o laboratório de Bryce tenha sido reduzido à seu trailer. No lugar de Alex West entra Terry Sheridan, que abre brecha para a obrigatória cena de amor dos padrões de Hollywood.

O vilão da história é Johnathan Reiss, cientista que recebeu prêmio nobel mas que acabou descobrindo uma fonte de renda melhor negociando armas biológicas com figurões do submundo. A Caixa de Pandora, supostamente, abriga uma doença letal para a qual não há cura, e, portanto, torna-se o mais novo objeto de desejo de Reiss.
Flower Pagoda
Existem inúmeras coisas no filme que poderiam ou deveriam ter sido feitas de forma diferente, talvez a principal sendo a exclusão da infâme cena em que Lara soca um tubarão (tão somente porque obviamente o filme inteiro deve se resumir à essa cena, não importando com quem quer que você fale) - embora teoricamente esteja correta

Uma coisa que toda a equipe não cansou de dizer foi o quanto Angelina "adaptou" o filme para se encaixar na sua visão da personagem. Como exemplo, uma das maiores reclamações sobre o primeiro filme: a trança e os shorts. Eles se foram, mas, como um todo, não são perdas tão agravantes. De certa forma, e a meu ver, suas influências foram certas, o que tornava Angelina, de fato, a Lara Croft ideal para os cinemas.
Petrified Forest
Não tenho grandes memórias do livro de Dave Stern, mas nos próximos dias iniciarei uma nova leitura, tomando notas, para elencar as diferenças e curiosidades. Outro ponto que gostaria de levantar antes de encerrar a postagem diz respeito ao tema sonoro criado para o filme: sensacional. Talvez tenha sido apenas a nostalgia falando mais alto, mas o tema principal me fez sentir calafrios. Na mesma linha, a cena em que Lara finalmente decodifica o Orbe... sensação indescritível.

A abertura da postagem não deve deixar dúvidas, mas eu considero LCTRCOL muito melhor que Lara Croft: Tomb Raider, o que, na época, me deixara extremamente ansioso para o terceiro filme. Infelizmente, nunca veio a acontecer.
The Cradle of Life