sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Transcrição dos artefatos de Secrets of Ni'ihau

Então, havia um sexto...🤯

O crossover de Tomb Raider e The Crew Motorfest inclui algumas surpresas bem agradáveis em seus colecionáveis. Além da campanha, composta por oito eventos, existem 17 artefatos perdidos espalhados pelas ilhas de Ni'ihau e Kaua'i, e cada um deles vem munido de um breve texto contextualizando tal artefato.

Como já fiz esse tipo de listagem de artefatos para outros jogos (como Reloaded, Anniversary, Relic Run, Go...), obviamente eu vi ali uma nova oportunidade para transcrever esse conteúdo para o blog. Não apenas para fins de registro, mas também para promover o trabalho que existe por trás desses crossovers — engenhosos easter eggs deixam claro que são muito mais do que meras licenciaturas para o uso da marca.

E volto a repetir o que eu disse na ocasião do crossover com World of Tanks: por mais que aquela parcela vocal de fãs sempre encontre, ou até mesmo invente, motivos para espernear e repudiar tudo que acontece com a franquia desde 2003, muitas coisas existem tão somente graças a essas colaborações externas.

No caso em questão, temos um sexto artefato forjado do meteorito de Adventures of Lara Croft — e é algo que se encaixa perfeitamente tanto com o histórico de Jonah quanto com a narrativa do próprio Motorfest, cuja ambientação no Havaí foi parte da histórica expansão polinésia. E, além disso, uma caixa idêntica à que vimos em Shadow, mas quando esse artefato é encontrado, Lara comenta que não é a mesma pois a original foi destruída. Hm...

Ser fanboy de Tomb Raider é muito bom.
 
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Statue of Kū-kā'ili-moku
Muito antes de Kamehameha ter se tornado o primeiro rei das ilhas havaianas, ele já tinha uma posição religiosa importante. Ele era o guardião oficial de Kū-kā'ili-moku, o deus da guerra, uma divindade de importância cada vez maior em uma época de grandes tensões políticas.

Sacrifícios humanos eram realizados antes de batalhas e numerosos monumentos foram construídos em nome dele, tornando-o a principal divindade da região.

Esse culto se encerrou rapidamente após a morte do rei, em 1819.

Basalt Sculpture
Essa figura é estranhamente similar às esculturas encontradas na Ilha de Necker, uma das menores ilhas no arquipélago havaiano. Está localizada a cerca de 480 quilômetros ao noroeste de Ni'ihau.

Atualmente está inabitada, mas os antropólogos acreditam que Necker já foi um local religioso importante. Trinta e três pontos ritualísticos, chamados de heiau, foram encontrados lá, além de esculturas de basalto como esta.

Atlantean Symbols
Em uma aventura anterior, Lara Croft descobriu os mistérios relacionados à civilização atlante e o destino de seus três governantes antigos.

Esses símbolos estavam entalhados nas paredes de muitas câmaras dentro da Grande Pirâmide de Atlântida.

O que está tábua está fazendo aqui?

Pele's Digging Staff
Pele, a deusa do fogo e dos vulcões, é uma das divindades mais proeminentes no panteão havaiano. Ela foi cultuada fervorosamente até o século XIX.

Pele surgiu na Polinésia e viajou pelo Pacífico até se estabelecer nas ilhas havaianas. Ela então golpeou o chão em Kaua'i com seu pāoa, um cajado de escavação, fazendo surgir fogo da terra. Perseguida por sua irmã Nāmakaokaha'i, deusa dos oceanos, ela fugiu de ilha em ilha, criando crateras e gerando os vulcões havaianos. Agora ela reside na ilha mais ao sul do arquipélago.

Kāhili
Esse cetro de penas é um kāhili, um emblema tradicional de autoridade havaiana. Durante o reinado do Rei Kamehameha I, eles se tornaram símbolos proeminentes do reino unificado. Membros da família real sempre estavam acompanhados de portadores do kāhili durante aparições em público.

Enquanto a maior parte dos cabos era de madeira, alguns eram motandos sobre ossos humanos. Quando os chefes inimigos morriam em batalha, seus corpos podiam ser oferecidos ao deus da guerra e seus ossos mantidos como ornamentos. Acredita-se que os havaianos nativos do século XVIII sabiam os nomes de cada um dos chefes cujos ossos foram incorporados a um kāhili.

Mosasaurus Jaw
Comparado aos outros esqueletos de mosassauros encontrados em Ni'ihau, esta mandíbula é bem pequena. Talvez este tenha morrido jovem?

O fóssil traz símbolos que se assemelham a petróglifos, desenhos entalhados em pedra, encontrados em grandes quantidades pelo arquipélago havaiano. O mais antigo data do século XIII e nos ajuda a determinar quando os polinésios chegaram a estas ilhas.

Hawaiian Warfare
Guerreiros havaianos, chamados de "nā koa", carregavam lanças, fundas, porretes e armas mais especializadas, como o leiomano, uma arma de madeira cravejada com dentes de tubarão.

Até o início do século XIX, o arquipélago estava dividido em estados governados por chefes hereditários, que frequentemente brigavam por terras, riquezas ou poder.

Com acesso a armas de fogo e canhões obtidos no comércio com europeus e americanos, Kamehameha realizou uma série de campanhas militares que permitiram que ele unificasse o arquipélago (à força). Ele então fundou o Reino do Havaí em 1810.

Kū
Kū é um dos quatro principais deuses do panteão havaiano, ao lado de Kanaloa, Kāne, e Lono.

Ele é uma divindade complexa com muitas manifestações, cada uma vastamente diferente das outras e cada uma tem seu próprio nome.

Como Kū-moku-hāli'i, ele é o deus da agricultura, mas chame-o de Kū-'ula e ele subitamente se torna o deus da pesca! No entanto, se você rezar para Kū-kā'ili-moku, você está chamando ao deus da guerra. É essa a forma que está representada nesta estátua emplumada.

Glass Bead Necklace
Feito com oito contas de marfim de baleia, cinquenta e seis contas de vidro vermelho e um pingente de dente de baleia icônico, esse colar de 1,70 m é um objeto excepcionalmente valioso.

Entretanto, por mais belo e precioso que seja, não é tradicional. O vidro vermelho importado sugere que ele foi criado durante o período de contato inicial com europeus e americanos, provavelmente no final do século XVIII ou início do século XIX.

Carved Bones
O entalhe de ossos é uma prática muito antiga, encontrado em diversas culturas pelo mundo inteiro. Seus usos são os mais variados: decoração, criação de ferramentas, arte, objetos ritualísticos, e até mesmo produção de armas.

As culturas polinésias são particularmente reconhecidas pelos seus entalhes em ossos de baleia, marfim de cachalote, e dentes de tubarão. Mas estes entalhes foram feitos nos ossos e dentes de um mosassauro, sem dúvidas.

Strange Mosasaurus Carving
Essa escultura foi feita a partir de um meteorito que caiu na Antártida milhões de anos atrás. Feito de um material único e diferente de qualquer coisa conhecida na Terra, ele detinha grande poder, concedendo força e longevidade incríveis a todos que ficavam por perto.

Quando os polinésios chegaram a estas terras, eles esculpiram diversas relíquias a partir do meteorito, que foram então passadas de mão em mão por séculos. Lara testemunhou o poder delas na Índia, na Inglaterra, no Arizona e no sul do Pacífico.

Encontrar outro fragmento no Havaí, no fim das contas, não é tão surpreendente.

Lei Niho Palaoa
Os Lei Niho Palaoa são colares havaianos tradicionais. Segundo o kapu, o código de conduta havaiano antigo, apenas chefes e reis locais poderiam ter um. Eles eram tipicamente usados durante cerimônias oficiais.

O pingente, no formato de anzol, é entalhado com marfim de baleia e está preso a uma longa trama de cabelo humano amarrada em oito tranças. Cada trança consiste de 50 a 100 fios de cabelo e a extensão total podia alcançar até 350 metros de comprimento. O cabelo geralmente pertencia a algum amigo próximo do chefe, já que acreditava-se que o poder de uma pessoa, seu mana, estava principalmente concentrado na cabeça e no cabelo.

Silver Box
Este objeto é muito parecido com a Caixa de Prata de Ix Chel que Lara e Jonah encontraram no México muitos anos atrás.

Construída pela deusa maia Xquic, aquela caixa tinha sido feita com um único propósito: destruir o sol e, talvez, restaurá-lo. Qualquer um que se aproximasse demais corria o risco de ser consumido por uma loucura avassaladora, rendendo-se aos seus impulsos mais sombrios.

Será que existe alguma relação com esse item?

Puniu
Antes da chegada dos europeus, a música havaiana tradicional estava intimamente ligada à preservação da memória coletiva. As canções podiam relembrar eventos históricos ou homenagear divindades locais. Os instrumentos eram principalmente de percussão e não haviam instrumentos de corda – o ukulele somente foi apresentado pelos portugueses no século XIX –, mas alguns instrumentos de sopro eram utilizados, notavelmente o 'ohe hano ihu, uma flauta nasal incomum.

O instrumento neste baú é um puniu, um pequeno tambor que era amarrado ao joelho com uma corda trançada. O músico o toca com uma mão enquanto batuca um tambor maior com a outra. É um dos poucos instrumentos de percussão considerados exclusivos do Havaí.

La'amaomao
Pouco se sabe sobre La'amaomao, a deusa havaiana dos ventos. Ela só aparece em contos em que seus descendentes são os protagonistas, muito tempo depois de sua morte e depois de seus poderes terem sido passados para a lendária Cabaça dos Ventos.

Como ela conseguiu comandar os ventos? Quais eram as fontes de seus poderes? Até hoje, essas perguntas permanecem sem respostas.

The Wind Gourd
Também conhecida como a Abóbora dos Ventos, ela contém o poder combinado de todos os ventos havaianos, armazenados por La'amaomao, a própria deusa dos ventos.

Um de seus descendentes, Paka'a, usou este poder para criar a navegação à vela e se tornou um dos melhores navegadores no arquipélago. Muitos anos mais tarde, após ser traído e exilado por conspiradores invejosos, ele foi vingado pelo seu próprio filho, Ku-a-Paka'a, que usou a cabaça para matar os inimigos do pai com uma enorme tempestade.

Maui's Fishhook
O semideus Maui é uma das figuras mais famosas no panteão polinésio. Longe de ser um herói clássico, ele é um zombeteiro, alguém que quebra as regras e cria artimanhas sagazes para romper a ordem estabelecida. Ele notavelmente trouxe fogo aos humanos, desacelerou o ritmo do sol para tornar os dias mais longos, e até mesmo pescava ilhas usando seu anzol mágico.

A ilha de Maui deve seu nome a ele indiretamente. Hawai'iloa, o navegador polinésio que descobriu o arquipélago, batizou a ilha em homenagem a um de seus filhos... que era chamado de Maui, em homenagem ao semideus!