Então, havia um sexto...🤯
O crossover de Tomb Raider e
The Crew Motorfest inclui algumas surpresas bem agradáveis em
seus colecionáveis. Além da campanha,
composta por oito eventos, existem 17 artefatos perdidos espalhados pelas ilhas de Ni'ihau e Kaua'i, e
cada um deles vem munido de um breve texto contextualizando tal artefato.
Como já fiz esse tipo de listagem de artefatos para outros jogos (como
Reloaded,
Anniversary,
Relic Run,
Go...), obviamente eu vi ali uma nova oportunidade para transcrever esse
conteúdo para o blog. Não apenas para fins de registro, mas também para
promover o trabalho que existe por trás desses crossovers — engenhosos easter
eggs deixam claro que são muito mais do que meras licenciaturas para o uso da
marca.
E volto a repetir o que eu disse na ocasião do
crossover com World of Tanks: por mais que aquela parcela vocal de fãs sempre encontre, ou até mesmo
invente, motivos para espernear e repudiar tudo que acontece com a franquia
desde 2003, muitas coisas existem tão somente graças a essas colaborações
externas.
No caso em questão, temos um sexto artefato forjado do meteorito de
Adventures of Lara Croft — e é algo que se encaixa perfeitamente
tanto com o histórico de Jonah quanto com a narrativa do próprio Motorfest, cuja ambientação no Havaí foi parte da histórica expansão polinésia. E,
além disso, uma caixa idêntica à que vimos em Shadow, mas quando esse artefato é encontrado, Lara comenta que não é a mesma pois
a original foi destruída. Hm...
Ser fanboy de Tomb Raider é muito bom.
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Statue of Kū-kā'ili-moku
Muito antes de Kamehameha ter se tornado o primeiro rei das ilhas
havaianas, ele já tinha uma posição religiosa importante. Ele era o
guardião oficial de Kū-kā'ili-moku, o deus da guerra, uma divindade
de importância cada vez maior em uma época de grandes tensões
políticas.
Sacrifícios humanos eram realizados antes de batalhas e numerosos
monumentos foram construídos em nome dele, tornando-o a principal
divindade da região.
Esse culto se encerrou rapidamente após a morte do rei, em 1819.
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Basalt Sculpture
Essa figura é estranhamente similar às esculturas encontradas na
Ilha de Necker, uma das menores ilhas no arquipélago havaiano. Está
localizada a cerca de 480 quilômetros ao noroeste de Ni'ihau.
Atualmente está inabitada, mas os antropólogos acreditam que Necker
já foi um local religioso importante. Trinta e três pontos
ritualísticos, chamados de heiau, foram encontrados lá, além de
esculturas de basalto como esta.
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Atlantean Symbols
Em uma aventura anterior, Lara Croft descobriu os mistérios
relacionados à civilização atlante e o destino de seus três
governantes antigos.
Esses símbolos estavam entalhados nas paredes de muitas câmaras
dentro da Grande Pirâmide de Atlântida.
O que está tábua está fazendo aqui?
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Pele's Digging Staff
Pele, a deusa do fogo e dos vulcões, é uma das divindades mais
proeminentes no panteão havaiano. Ela foi cultuada fervorosamente
até o século XIX.
Pele surgiu na Polinésia e viajou pelo Pacífico até se estabelecer
nas ilhas havaianas. Ela então golpeou o chão em Kaua'i com seu
pāoa, um cajado de escavação, fazendo surgir fogo da terra.
Perseguida por sua irmã Nāmakaokaha'i, deusa dos oceanos, ela fugiu
de ilha em ilha, criando crateras e gerando os vulcões havaianos.
Agora ela reside na ilha mais ao sul do arquipélago.
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Kāhili
Esse cetro de penas é um kāhili, um emblema tradicional de
autoridade havaiana. Durante o reinado do Rei Kamehameha I, eles se
tornaram símbolos proeminentes do reino unificado. Membros da
família real sempre estavam acompanhados de portadores do kāhili
durante aparições em público.
Enquanto a maior parte dos cabos era de madeira, alguns eram
motandos sobre ossos humanos. Quando os chefes inimigos morriam em
batalha, seus corpos podiam ser oferecidos ao deus da guerra e seus
ossos mantidos como ornamentos. Acredita-se que os havaianos nativos
do século XVIII sabiam os nomes de cada um dos chefes cujos ossos
foram incorporados a um kāhili.
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Mosasaurus Jaw
Comparado aos outros esqueletos de mosassauros encontrados em
Ni'ihau, esta mandíbula é bem pequena. Talvez este tenha morrido
jovem?
O fóssil traz símbolos que se assemelham a petróglifos, desenhos
entalhados em pedra, encontrados em grandes quantidades pelo
arquipélago havaiano. O mais antigo data do século XIII e nos ajuda
a determinar quando os polinésios chegaram a estas ilhas.
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Hawaiian Warfare
Guerreiros havaianos, chamados de "nā koa", carregavam lanças,
fundas, porretes e armas mais especializadas, como o leiomano, uma
arma de madeira cravejada com dentes de tubarão.
Até o início do século XIX, o arquipélago estava dividido em estados
governados por chefes hereditários, que frequentemente brigavam por
terras, riquezas ou poder.
Com acesso a armas de fogo e canhões obtidos no comércio com
europeus e americanos, Kamehameha realizou uma série de campanhas
militares que permitiram que ele unificasse o arquipélago (à força).
Ele então fundou o Reino do Havaí em 1810.
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Kū
Kū é um dos quatro principais deuses do panteão havaiano, ao lado de
Kanaloa, Kāne, e Lono.
Ele é uma divindade complexa com muitas manifestações, cada uma
vastamente diferente das outras e cada uma tem seu próprio nome.
Como Kū-moku-hāli'i, ele é o deus da agricultura, mas chame-o de
Kū-'ula e ele subitamente se torna o deus da pesca! No entanto, se
você rezar para Kū-kā'ili-moku, você está chamando ao deus da
guerra. É essa a forma que está representada nesta estátua
emplumada.
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Glass Bead Necklace
Feito com oito contas de marfim de baleia, cinquenta e seis contas
de vidro vermelho e um pingente de dente de baleia icônico, esse
colar de 1,70 m é um objeto excepcionalmente valioso.
Entretanto, por mais belo e precioso que seja, não é tradicional. O
vidro vermelho importado sugere que ele foi criado durante o período
de contato inicial com europeus e americanos, provavelmente no final
do século XVIII ou início do século XIX.
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Carved Bones
O entalhe de ossos é uma prática muito antiga, encontrado em
diversas culturas pelo mundo inteiro. Seus usos são os mais
variados: decoração, criação de ferramentas, arte, objetos
ritualísticos, e até mesmo produção de armas.
As culturas polinésias são particularmente reconhecidas pelos seus
entalhes em ossos de baleia, marfim de cachalote, e dentes de
tubarão. Mas estes entalhes foram feitos nos ossos e dentes de um
mosassauro, sem dúvidas.
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Strange Mosasaurus Carving
Essa escultura foi feita a partir de um meteorito que caiu na
Antártida milhões de anos atrás. Feito de um material único e
diferente de qualquer coisa conhecida na Terra, ele detinha grande
poder, concedendo força e longevidade incríveis a todos que ficavam
por perto.
Quando os polinésios chegaram a estas terras, eles esculpiram
diversas relíquias a partir do meteorito, que foram então passadas
de mão em mão por séculos. Lara testemunhou o poder delas na Índia,
na Inglaterra, no Arizona e no sul do Pacífico.
Encontrar outro fragmento no Havaí, no fim das contas, não é tão
surpreendente.
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Lei Niho Palaoa
Os Lei Niho Palaoa são colares havaianos tradicionais. Segundo o
kapu, o código de conduta havaiano antigo, apenas chefes e reis
locais poderiam ter um. Eles eram tipicamente usados durante
cerimônias oficiais.
O pingente, no formato de anzol, é entalhado com marfim de baleia e
está preso a uma longa trama de cabelo humano amarrada em oito
tranças. Cada trança consiste de 50 a 100 fios de cabelo e a
extensão total podia alcançar até 350 metros de comprimento. O
cabelo geralmente pertencia a algum amigo próximo do chefe, já que
acreditava-se que o poder de uma pessoa, seu mana, estava
principalmente concentrado na cabeça e no cabelo.
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Silver Box
Este objeto é muito parecido com a Caixa de Prata de Ix Chel que
Lara e Jonah encontraram no México muitos anos atrás.
Construída pela deusa maia Xquic, aquela caixa tinha sido feita com
um único propósito: destruir o sol e, talvez, restaurá-lo. Qualquer
um que se aproximasse demais corria o risco de ser consumido por uma
loucura avassaladora, rendendo-se aos seus impulsos mais
sombrios.
Será que existe alguma relação com esse item?
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Puniu
Antes da chegada dos europeus, a música havaiana tradicional estava
intimamente ligada à preservação da memória coletiva. As canções
podiam relembrar eventos históricos ou homenagear divindades locais.
Os instrumentos eram principalmente de percussão e não haviam
instrumentos de corda – o ukulele somente foi apresentado pelos
portugueses no século XIX –, mas alguns instrumentos de sopro eram
utilizados, notavelmente o 'ohe hano ihu, uma flauta nasal incomum.
O instrumento neste baú é um puniu, um pequeno tambor que era
amarrado ao joelho com uma corda trançada. O músico o toca com uma
mão enquanto batuca um tambor maior com a outra. É um dos poucos
instrumentos de percussão considerados exclusivos do Havaí.
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La'amaomao
Pouco se sabe sobre La'amaomao, a deusa havaiana dos ventos. Ela só
aparece em contos em que seus descendentes são os protagonistas,
muito tempo depois de sua morte e depois de seus poderes terem sido
passados para a lendária Cabaça dos Ventos.
Como ela conseguiu comandar os ventos? Quais eram as fontes de seus
poderes? Até hoje, essas perguntas permanecem sem respostas.
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The Wind Gourd
Também conhecida como a Abóbora dos Ventos, ela contém o poder
combinado de todos os ventos havaianos, armazenados por La'amaomao,
a própria deusa dos ventos.
Um de seus descendentes, Paka'a, usou este poder para criar a
navegação à vela e se tornou um dos melhores navegadores no
arquipélago. Muitos anos mais tarde, após ser traído e exilado por
conspiradores invejosos, ele foi vingado pelo seu próprio filho,
Ku-a-Paka'a, que usou a cabaça para matar os inimigos do pai com uma
enorme tempestade.
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Maui's Fishhook
O semideus Maui é uma das figuras mais famosas no panteão polinésio.
Longe de ser um herói clássico, ele é um zombeteiro, alguém que
quebra as regras e cria artimanhas sagazes para romper a ordem
estabelecida. Ele notavelmente trouxe fogo aos humanos, desacelerou
o ritmo do sol para tornar os dias mais longos, e até mesmo pescava
ilhas usando seu anzol mágico.
A ilha de Maui deve seu nome a ele indiretamente. Hawai'iloa, o
navegador polinésio que descobriu o arquipélago, batizou a ilha em
homenagem a um de seus filhos... que era chamado de Maui, em
homenagem ao semideus!
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