Este é um projeto sem fins comerciais e sua monetização é estritamente
proibida.
Eu sou campeão em ignorar meus próprios conselhos: eu havia prometido para mim
mesmo que daria uma reduzida, para tentar organizar e repensar meu tempo
livre, mas bastou uma recomendação aleatória do algoritmo para que uma nova
tombraiderização se tornasse o mais novo hiperfoco em minha cabeça...
Apesar de não qualificar exatamente como algo no estilo "imprima e jogue"
(print and play, PNP), e muito menos um jogo de mesa, esse pequeno projeto que
compartilho hoje, engenhosamente encaixado em minha singela forma de celebrar
os 30 anos de
Tomb Raider, é uma retematização que fiz de
Murdoku, e é mais fácil de resolvê-lo em uma cópia impressa do que na tela do seu
dispositivo.
Meses atrás, tal livro surgiu como uma sugestão em uma plataforma online e
fiquei intrigado com sua proposta, de solucionar crimes usando a lógica de
sudoku. Quando eu pus minhas mãos no livro, fiquei encantado com o formato e,
mais ainda, com sua genial simplicidade — ao menos dos casos iniciais —, e
imediatamente comecei a pensar em como seria uma versão croft. Aquele estranho
sentimento de "se eu não fizer, ninguém mais o fará..." tomou conta.
Como Murdoku gira em torno de personagens humanos, cabendo ao jogador
determinar quem é o assassino dentre uma série de suspeitos após descobrir a
posição de cada um deles no cenário, o primeiro conceito que passou por minha
cabeça foi de substituir os personagens por diferentes versões de Lara Croft,
e a vítima, por um tesouro, assim o jogador precisaria descobrir qual delas
que havia encontrado o artefato daquela tumba.
Não gostei dessa ideia pois ela favorece aquele batido discurso de que existe
uma "Lara verdadeira" e estou exausto dessa linha de argumentação. Enquanto eu
pedia para conhecidos testarem o primeiro puzzle que elaborei, percebi que
faria mais sentido se os personagens fossem substituídos por pistas ao invés,
assim tornando necessário encontrar todas elas antes de chegar ao tesouro
final. Dessa forma, literalmente, "X marca o local."
Para uma variedade maior de cenários (atendendo a uma sugestão do amigo Bruno
V.), cada um dos quatro puzzles conta com uma ambientação própria, e usei
divindades de diferentes culturas para criar o breve pretexto que entrelaça
todos em uma mesma histórinha. Superficial e desnecessária, sim, assim como
tudo nessa vida.
Diversos esboços, testes, e revisões foram necessários para chegar até a
versão final.
Por fim, sim, eu fracassei. Apesar de meu nível perturbadoramente alto de
fanboyismo, eu não sou uma pessoa com aptidão artística. Para esse projeto,
usei a Meta AI para adicionar um sobretudo e um filtro de aquarela a uma arte
de
Reflections para a capa, e esbocei os objetos à mão para
posteriormente usar a inteligência artificial para incrementá-los com um
filtro 3D. Não me orgulho disso, mas é um projeto tão banal e trivial e que
apenas três pessoas se dariam o trabalho de baixar e conferir de qualquer
forma.
As soluções completas dos puzzles serão compartilhadas
neste link dentro
dos próximos dias.
