Essa jornada épica, iniciada há oito anos, é uma que você provavelmente já
assistiu ou ouviu falar — os vídeos merecidamente atingem milhões
de visualizações. Embora Lara Croft não seja a protagonista, ela faz
aparências recorrentes, e nesse ano em que celebramos o trigésimo aniversário
de Tomb Raider, me pareceu o pretexto certo para compartilhar por aqui.
Fanfictasia é, sem sombra de dúvidas, o maior crossover que o mundo do
entretenimento jamais verá, pois surge da única forma que algo assim poderia
surgir: conteúdo gerado por fãs para fãs. O canal
ArtSpear Entertainment
é mantido por um casal australiano e suas produções animadas acertam em cheio
não apenas no estilo artístico, mas também na impecável performance ao imitar
os respectivos atores.
Tudo começa com um simples conceito: o que aconteceria se você colocasse todos
os heróis do cinema em uma arena, em uma batalha até a morte para determinar
quem é o super-herói supremo? As aparições são passageiras, mas a quantidade
de citações e referências é absurda; é impossível não sorrir. Posteriormente, a
mesma entidade organiza um torneio similar para os vilões.
Os vencedores de cada torneio deveriam combater entre si, mas decidem quebrar esse ciclo de violência. Trabalhando em sinergia, os sobreviventes restauram os
guerreiros caídos, escapam, e criam um mundo próprio, onde podem ser livres. Quando retornam em busca de sobreviventes que tenham ficado para trás, eles descobrem que existiam
muitas outras arenas similares paralelas.
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No mundo de Fanfictasia, personagens de qualquer origem podem viver em paz e harmonia, livres de rótulos como heróis ou vilões. Para garantir que nenhuma das leis seja
violada, um grupo chamado FanficTen é montado e fica responsabilizado pela guarda de
artefatos poderosos e perigosos, que estão selados em um cofre que somente
pode ser aberto com a biometria combinada dos dez integrantes.
Entretanto, após oito anos de paz, corpos começam a surgir misteriosamente, e a tática do assassino envolve um dos artefatos banidos — seu plano é certeiro e o cofre é aberto, colocando o próprio mundo em risco. Cabe à detetive Hela e ao ator/charlatão Thor desvendar esse rastro de
crimes...
A série ainda está em desenvolvimento: o mais recente episódio foi publicado no natal passado. Mesmo assim, vale (e vale muito!) seu tempo. Hela merece todos
os elogios possíveis, assim como o roteiro que é inteligente e muito divertido, e a
engenhosidade por trás das incontáveis referências é genial. Pratos cheios para nerds e geeks e como nós!
Todos no aguardo do capítulo final dessa saga épica.




