domingo, 19 de fevereiro de 2012

Pensamentos pós Tomb Raider II

É passado das 2 horas da manhã deste domingo, feriadão de Carnaval para muitos (não para mim, obviamente), e eu encerro minha jornada em Tomb Raider II. Embora não seja tão familiar com esse jogo como eu sou com o primeiro título, consegui finalizar o jogo sem grandes dificuldades. Sinceramente, não sei dizer quando foi a última vez que havia jogado TR2, mas adorei revisitá-lo.

Achei engraçado como as fases são muito menores do que eu lembrava. A maior parte delas dura torno de 30 minutos apenas - e continuam exatamente onde terminam na fase seguinte. É como se o jogo tivesse sido projetado com algumas fases gigantescas que, por questão de recursos limitados, tiveram que ser podadas e lapidadas como fases individuais menores. A maior fase do jogo deve ser a Temple of Xian, e mesmo ela dura pouco menos que uma hora.

Outro ponto que acho interessante levantar aqui. Realismo nunca (mas nunca mesmo) foi um aspecto primordial para a série, mas temos de convir que existem alguns absurdos neste jogo. As fases no naufrágio da Maria Doria são excelentes, adoro elas, mas existe um momento em que Lara basicamente revira tudo que havia dentro de um dos compartimentos do navio, a tela treme - sugerindo bastante violência, um terremoto por assim dizer - e ninguém lembra que isso tudo está acontecendo no fundo do mar? Certamente o pouco de ar que ficou preso estaria comprometido, mas tudo bem, vamos relevar. Como eu disse: as fases são incríveis.

E eu juro, algum dia ainda vou entender a moral por trás da Floating Islands. Você está lá, num templo até então lacrado sob a Grande Muralha da China, testemunha seu antagonista se sacrificar para receber o poder do dragão e, ao segui-lo, se encontra num conglomerado de ilhotas de jade flutuantes, onde algumas das poucas paredes que existem estão cobertas por labaredas. Ao atravessar essa área, voltamos para um ambiente mais fixado nos padrões naturais (embora habitado por um enorme dragão) que explode e expele Lara para as proximidades da Muralha. A verdade é que Floating Islands não é crucial ao jogo, e por mais divertida que seja, ela quebra a fluidez do jogo.

Um último comentário: infelizmente o Fraps não captura imagens das cenas em computação gráfica, e devo dizer que uma lágrima rolou revendo algumas das animações deste jogo. Eis aqui uma para ilustrar essa nostalgia. Ok, vai parecer estúpido, mas eu não ligo. A combinação de ação, Lara, música (mesmo que reciclada do primeiro jogo)... enfim, tudo. Se você está acompanhando o blog e passeando pela rua das lembranças comigo, aproveite para conferir essa CG também.


Não posso deixar passar batido o fato que, ao longo do jogo, eu acabei sofrendo uma crise de "raider blues": fiquei praticamente uma semana sem jogar, quebrando minha própria promessa de jogar um fase por dia. E olhe que eu gosto de TR2, não posso dizer que estou ansioso pelos jogos que ainda tenho por vir (como o monumental The Last Revelation e o abismal Angel of Darkness), mas espero não deixar a bola cair de novo. Minha meta permanece a mesma: terminar todos os jogos antes que o novo Tomb Raider seja lançado.

Próxima parada: Alasca, em busca da máscara de Tornarsuk.